segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

dávio

Capítulo um

Eu estou na missa.
Na hora comunhão.
Eu consagro a hóstia.
Olho Pras pessoas.
Fico em dúvida.
Perdi minha fé há tempo.
Se é que algum dia tive.
Meu nome é dávio.
Eu sou padre.
Ou penso que sou.
Já quis ser tanta coisa.
E me tornei isto.
Alguém vem falar comigo.
Finjo não ouvir.
Eu saio daqui.
Vou pra casa.

Capítulo dois 

Eu pego um vinho 🍷 
Coloco uma música 🎷 
Me sento na janela 🪟 
Olho pra noite 🤍 
Ela é linda 😍 
Então eu penso nele 
Penso em Antoni 
É um amigo meu 
Na verdade foi meu amante 
Fui apaixonado por ele 
E ainda sou 
Penso na nossa primeira vez 
Como foi boa 
Então telefone toca 
Eu vou atender 
Quem fala comigo é marika 
A mãe dele 
Ela quer falar comigo 

Capítulo três 🕒 

* Marika 
Eu preciso falar com vc.
* Eu
O que aconteceu?
* Marika 
É sobre Antoni.
(Eu suspendo a respiração 🫁)
* Eu
O que houve?
* Marika 
É melhor vc vir aqui em casa 🏠 
* Eu
Porque eu?
* Marika 
Eu sei sobre vcs.
(A contragosto vou até lá)

Capítulo quatro 🍀 

Estou na casa da marika.
É bem grande.
Com 1 decoração grega.
Ela ama cultura grega.
Chega vestida moda grega.
* Marika
Olá como está?
* Eu
Bem obrigado. O que houve?
* Marika 
Meu filho tá com problema.
* Eu 
O que ele fez?
* Marika 
Roubou um mafioso.
* Eu
O que?
* Marika 
Ele se meteu com quem não devia.
* Eu
Então vcs correm perigo ⚡ 
* Marika 
Ele sim mas eu não 🚫 
* Eu
Como assim?
* Marika 
Vá ao meu quarto.
Fico sem entender.
Ela aponta direção.
Eu vou até lá.
Abro a porta.
Vejo marika morta.
Um tiro na cabeça.
Em cima da cama.
Eu me assusto.
Ela aparece pra mim.
* Marika 
Não tenha medo.
* Eu
Mas o que é isso?
* Marika 
Eles me mataram.
Queriam saber dele.
Onde ele tá!
Eu não disse nada.
Só você pode ajudá-lo.
(Eu fico atônito)
Ela sussurra pra mim.
O endereço dele.
Desaparece no ar.
Eu saio Dali correndo.
Chego em casa.
Tomo um drinque.
Eu preciso pensar.
Não sei o que fazer.
Eu tenho medo.
Ainda amo Antoni.
Penso na mãe dele.
Faço 1 ligação anônima.
Conto tudo a polícia.
Eu me deito.
Penso no que vou fazer.
Lembro Scarlett ohara.
"Amanhã é um novo dia" 
E o vento levou.

Capítulo cinco 

Eu acordo cedo.
Tive um pesadelo.
Mas não lembro o que é.
Me levanto, tomo um banho.
Perparo o café.
Peço orientação divina.
Será que Deus me escuta?
Só ouço silêncio.
Já não importa.
Preciso fazer algo.
Não me sentir tão inútil.
Recordo de marika.
Ligo pra Louise.
- alô?
- olá Louise, meu nome é dávio.
- não conheço vc.
- sou amigo do seu irmão.
Um momento de silêncio.
- alô? Você está aí?
Ouço um telefone desligando.
Já vi que não tem jeito.
Vou ter que ir lá pessoalmente.

Capítulo seis

Chego a casa - Louise.
Bato a porta.
Ela vem atender.
- pois não?
- eu falei com vc ao telefone.
- o que você quer?
- eu posso entrar?
Ela se afasta porta e sai.
Eu entro e fecho a porta.
Ela tá parada em frente a mim.
Os braços cruzados.
- agora pode falar.
- eu sou amigo do Antôni.
- nunca ouvi falar sobre você.
- nem eu de vc.
- é 1 história complicada.
- imagino que sim.
- assim como a sua.
- pode ser que sim.
- e então?
- antes de tudo sinto muito pela sua mãe.
- a vida é assim.
Eu fico perplexo.
Louise nota isso.
- nunca gostamos uma da outra. Não vou fingir isso agora.
- imagino que sim.
- quanto ao meu irmão, não sei sobre ele faz tempo.
- vcs tbm não se dão bem?
- com ele sim.
- então vc precisa me ajudar, ele corre perigo.
De repente, aparece um cão sem olhos na minha frente.
Eu fico confuso.
- não se preocupe. Ele não morde.
O cão cego fareja meu cheiro.
Ele olha pra mim.
Eu olho pra ele.
O cão sai em silêncio.
Eu fico em silêncio.
Louise quebra atmosfera.
- agora que vc disse o que queria, já pode ir.
- e quanto ao seu irmão?
- cada um colhe o que planta.
- você não se preocupa com isso?
- ele é adulto. Sabe se virar.
- tudo bem então.
- só um momento.
Louise vai até uma escrivaninha.
Pega papel e caneta.
Escreve alguma coisa.
Me entrega o papel.
- isto é tudo que posso fazer.
- obrigado.
- só mais 1 coisa.
Ela me dá um beijo.
Eu fico surpreso.
Ela olha pra mim.
- eu sabia disso.
- o que?
- meu irmão tem bom gosto.
- como você sabe?
- eu sei o que é preciso saber.
Ela abre a porta pra mim.
Eu vou embora.

Capítulo sete 

Noite é densa.
Tudo é escuro.
Frio é cortante.
Dirijo até o meu destino.
Penso em Louise.
No que ela disse.
De repente um carro aparece.
Bate no meu.
Me empurra pra fora estrada.
Eu despenco num barranco.
Perco a consciência.
Não lembro mais de nada.

Capítulo oito 

Eu sonho com um mãe profundo.
Eu estou afogando.
O azul é intenso.
Os peixes bailam ao meu redor.
Mas, de algum jeito, eu não morri.
Eu danço com os peixes.
Estou leve como a pluma.
E então eu a vejo.
Uma sereia bem ali.
Perto de mim.
Ela me olha com curiosidade.
Acena para mim.
Eu aceno de volta.
Ela vem até mim.
Nadamos por aí.
Sem fronteiras e mares.
Uma liberdade total.
Subimos a superfície.
Vemos um lindo pôr do sol.
Ela me leva de volta pras profundezas das ondas.
E então nos beijamos.
Eu fecho os olhos.
E ao abri-los eu vejo ele.
- até que enfim vc acordou.

Capítulo nove

Mario é o meu poderoso chefão.
Um homem alto.
Aspecto rude e grosseiro.
Mas bem vestido.
- quem é vc?
- meu nome é Mário.
- o que você quer?
- o mesmo que vc.
- como assim?
- eu procuro Antoni.
- eu não sei onde ele tá.
Um sorriso cruza meu rosto.
- o que é?
- pensei que vc falasse italiano.
- que clichê. Nem todo mafioso é italiano.
- você sabe que isto é preconceito né?
- que besteira.
- aliás, obrigado por ter me salvado.
- não há de que.
Eu me levanto.
- já posso ir?
Só então vejo seus capangas.
- não banque o esperto.
- eu não sou esperto.
- você é padre.
O que ele quer dizer com isso?
- eu vou lhe dar uma chance.
- eu quero fazer um acordo.
- diga o que é.
- se eu acha-lo, você promete não mata-lo?
- traga minha maleta, e teremos um acordo.
- que maleta?
- a que ele roubou de mim.
- o que tem nela?
- não te interessa.
- tá bom então.
- só mais uma coisa.
- o que é?
- ele vai com vc.
Eu olho pro lado.
Um brutamontes me encara.
Deus do céu.
Onde me meti.
- você não confia em mim?
- não.
- eu sou padre.
- por isso mesmo.
Aff, ninguém merece.
Mario me oferece um carro.
E lá vamos nós.
O brutamontes e Eu.

Capítulo dez 

Finalmente chegamos ao destino.
Eu bato na porta.
O brutamontes fica no carro.
Alguém abre a porta 🚪 
É um rapaz vestido anjo 😇 
Muito bonito por sinal.
- olá 👋 
- pois não?
- eu gostaria de falar com Lúcio.
- pode entrar.
Eu entro na casa 🏡 
O brutamontes observa.
Aponta 1 arma pra mim.
Casa parece um museu.
Cheio de estátuas e quadros.
O anjo me conduz a 1 quarto.
Ambiente é dourado.
Tudo tem cor amarela.
E outras cores quentes.
Lúcio tá deitado na cama 🛏️ 
Ele tá vestido com um roupão.
Lúcio é um traficante de arma ⚔️ 
Ele olha pra mim.
- só um momento.
Ele olha pra o rapaz.
- pode continuar meu amor ❤️ 
Rapaz canta uma música gregoriana.
Lúcio se extasia.
Eu sempre gostei disso TBM ☺️ 
Vcs devem estar se perguntando.
Quem é Lúcio?
Bem, Lúcio é um amigo Antoni,por assim dizer.
Rapaz termina a música 🎸 
Lúcio agradece.
- depois nos falamos.
O rapaz sai.
Ele olha pra mim.
Duma forma insinuante.
Eu sinto meu sangue queimando.
Meu Deus.
Porque escolhi ser padre?
Isto não importa agora.
Tenho assunto mais importante.
Lúcio levanta-se.
- o que você quer?
- eu sou dávio, amigo do Antony.
- antoni me falou sobre vc.
- o que ele falou?
- não interessa agora.
- você sabe onde ele tá?
- e porque eu saberia?
- alguém me disse isso.
- você quer 1 bebida?
- não, obrigado ☺️ 
- você que sabe.
- nós estamos correndo perigo.
Porta quarto é arrombada.
O brutamontes entra.
- isso está demorando.
Ele saca 1 arma ⚔️ 
Lúcio se abaixa.
Pega 1 arma debaixo cama 🛏️ 
Eles trocam tiros.
Eu saio correndo.
Me escondo no banheiro 🚽 
Os tiros continuam.
Depois eles param.
Eu fico ofegante.
Olho pra pia banheiro 🪠 
Pego 1 navalha de barbear 🪒 
Ouço um momento.
Nada mais acontece.
Eu saio devagar.
Olho pra o corredor.
Não há ninguém.
Desço a entrada 🎟️ 
Quando eu vou saindo, ele me ataca.
Sou derrubado no chão.
Ele tenta atirar em mim.
Eu chuto saco dele.
Arma cai no chão.
Eu jogo arma longe.
Ele me dá um soco.
Sobe em mim.
Tenta me estrangular.
Eu alcanço a navalha.
Corto pescoço dele.
Sangue espirra em mim.
Ele cai lado.
Tenta estancar o sangue 🆎 
Eu saio dali.
Entro no carro 🚋 
Vou embora rápido ⏩ 

Capítulo onze 🕚 

Eu chego na casa núbio.
Ele abre a porta 🚪 
Eu o abraço 🫂 
Ele fica espantado 😯 
Núbio é 1 amigo meu.
Vcs devem estar pensando 🤔 
Quantos amigos hein?
Pois é 😊 
Fazer o que né ⁉️ 
Se eu sou assim.
- o que aconteceu com vc?
- é 1 longa história.
Conto tudo a ele.
- não 🚫 sabia para onde ir.
- não 🚫 se preocupe.
Eu tomo banho 🧼 
Como alguma coisa.
Núbio olha pra mim.
- como você 🫵 chegou a isso?
- eu não 🚫 sei. Apenas aconteceu.
- é este tal Mário?
- ele tá por aí.
- negócio é sério 😕
- é demais pra minha pessoa.
- porque você 🫵 não 🚫 fala com o bispo?
- eu não 🚫 posso.
- porque?
- isto é um escândalo.
- sabe o que é 1 escândalo?
- o que?
- isto aqui.
Núbio me beija.
E nós transamos.
Pois é 😊 amigos.
Já é um alívio 😮‍💨 
Diante de tanta coisa.
Núbio olha pra mim.
Ele é lindo 😍 
- o que você 🫵 vai fazer?
- ir embora daqui por 1 tempo ☀️ 
- como você 🫵 vai fazer isso?
- preciso de vc.
Núbio se levanta.
- tá com fome?
- sim 🙂 
- vou preparar algo para nós.
- obrigado ☺️ 
Ele sai do quarto 🌓 
Eu tbm levanto.
Vou no guarda roupa dele.
Pegar alguma coisa pra vestir.
Vejo suas roupas 👚 
Algo chama atenção.
1 camisa vermelha 🍎 
Igual a que dei pra Antoni 1 vez.
Eu a pego.
Cheiro a camisa 👕 
Tem o cheiro dele.
Vou até a cozinha.
Ele prepara o café ☕ 
Eu o encaro.
- o que significa isso?
Eu mostro a camisa 👕 
Ele olha pra mim.
- então vc descobriu.
- descobri o que?
Ele corre até mim.
Me derruba no chão.
Bate minha cabeça 🗣️ várias vezes.
E eu desmaio.

Capítulo 12

Agora temos 1 mudança de perspectiva.
Esta história não é mais de dávio.
E sim nossa.
E quando falo por nossa eu quero dizer minha (núbio) e Antoni.
Você está confuso?
Tudo bem então.
Vou esclarecer isso.
Dávio foi a minha casa.
E o resto vcs sabem.
O que vcs não sabem é o motivo.
A causa de fazer o que fiz.
O que eu fiz?
Eu bati nele.
Uma camisa foi encontrada.
Uma roupa de Antoni.
Nós tínhamos um caso.
Quer dizer nós temos 1 caso.
Infelizmente davio morreu.
Sei que exagerei.
Mas fazer o que né?
Simplesmente isso aconteceu.
Não posso voltar atrás.
Então vem outra pergunta.
Porque eu fiz isso?
Não foi pela roupa.
Foi por medo.
Talvez dávio seja 1 espião.
Alguém mandado por Mario.
Vai se saber.
Ou talvez porque eu quis.
Não importa mais.
Nem eu sei direito sobre isso.
Agora estamos indo ao lago.
Um lugar distante daqui.
Desovar o corpo dele.
É 1 pena mesmo.
Dávio era tão gostoso.
Gente boa tbm.
Eu sinto muito.
Mas nem tanto.
Talvez eu seja psicopata.
Vai se saber.
Chegamos no lago.
Tiramos o corpo dele.
Jogamos no lago.
Voltamos pra casa.
Uma surpresa nos aguarda.
Nem tão agradável assim.

Capítulo treze 

Nós chegamos em casa.
Ela foi invadida.
Mario nos aguarda.
Ele e seus capangas.
Olha pra nós.
- então vcs fizeram isso.
Eu encaro frente.
- quem é vc?
- você sabe quem eu sou.
Antoni tenta fugir.
Os capangas fecham a porta.
Mario olha pra ele.
- nem pense nisso.
Antoni tenta se desculpar.
- eu não sei o que você quer.
- será que não?
Ele pega 1 arma.
Atira na perna do Antoni.
Eu tento reagir.
Apontam armas pra mim.
Mario me observa.
- vcs mataram o padre?
Eu desafio com olhar.
- eu matei ele.
- porque você fez isso?
- porque eu quis.
- isto não é resposta.
- isto é a minha resposta.
- muito bem então.
Ele olha pra Antoni.
- cadê a minha maleta?
- eu não sei.
Mario atira no rosto dele.
Antoni morre.
Eu fico imóvel.
Ele olha pra mim.
- cadê a minha maleta?
- eu não sei nada sobre isso.
- você quer ir mesmo por este caminho?
Então me sirvo de 1 bebida.
- você quer?
- não obrigado.
- não consegui te enganar né?
- claro que não.
- eu estou com ela.
- porque mais vc mataria o padre?
- pensei que ele tivesse vindo pela maleta.
- seu motivo era outro.
- o que acontece agora?
- me dê ela e vou embora.
- não ganho nada com isso?
- porque eu deveria pagar por algo que foi roubado de mim?
- porque é seu interesse pagar.
- eu mato vc e pego a maleta.
- você pode fazer isso mas filmei o conteúdo dela e fiz cópias pra várias pessoas. Se algo acontecer comigo, seu segredo vem a tona.
Mario sorri forma sarcástica.
- como você é tolo.
Louise entra na sala.
Eu fico confuso.
- porque você fez isso?
Louise me encara.
- porque eu sou egoísta.
Ela entrega o celular e as fotos pra Mário.
- ótimo. Aqui tá o combinado.
Um capacho entrega uma maleta para ela com dinheiro.
Ela olha pra mim.
- sinto muito querido.
Depois olha pra Antoni.
- você sempre foi um idiota.
Louise vai embora.
Um capanga traz uma bola de cristal.
Mario senta-se na mesa.
Ele coloca mao na bola de cristal.
Fecha os olhos.
E se concentra.
Eu tento argumentar.
Alguém me dá um soco.
Mario abre os olhos.
- já sei onde está.
Ele pega 1 faca de cozinha.
Esfaqueia o meu sofá.
Encontra a maleta.
- vamos embora daqui rapazes.
Eles vão saindo.
O chefão pára de repente.
Pega bola de cristal.
Bate com ela na minha cabeça.
Várias vezes sem parar.
Justiça poética não é?
Então eu morro ali mesmo.

Capítulo 14

A história muda novamente.
Quem fala aqui é Mário.
Não é toa que sou quem sou.
Ninguém me passa para trás.
Não deixo pontas soltas.
Matei aquele idiota.
E aquela Louise tbm.
Ela foi burra.
Achou que ia ficar assim.
Lutei muito por isso.
Muitas perdas e derrotas.
Apanhei muito até vencer.
Agora tô no topo.
Não vou ser destruído assim.
Entro no carro.
Vamos embora dali.
Olho a maleta.
Eu abro ela.
Admiro seu conteúdo.
Nada mais interessa.
É o meu precioso.

Fim.














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