segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

o caso da vassoura

Capítulo 1 (Brenda)

Olá.
Meu nome é brenda.
Eu sou uma advogada bem sucedida.
Estou no tribunal defendendo uma causa importante.
Um homem qualquer atropelou sem querer a tartaruga dum poderoso empresário.
Então este mesmo empresário processou o homem comum.
Quer tomar tudo dele.
Agora, eu faço a sua defesa final.
Digo às senhoras e senhores do júri que este homem que defendo não tem culpa alguma da morte da tartaruga.
O único culpado é o empresário que deixou seu animal de estimação fugir de casa.
Numa noite muito escura infelizmente o meu cliente atropelou o bichinho.
Sem intenção de matar.
Então levem isto em conta por favor. Então, no final de tudo, eles só precisaram de oito minutos pra deliberar em favor de meu cliente.
Este foi um ótimo momento pra mim.
Eu fui pra casa.
Tomei um bom banho.
E usei um de meus inúmeros perfumes franceses.
Até porque eu mereço.
Me olhei no espelho e falei pra mim mesmo - é pra isto que trabalho.
Minha satisfação olfativa é quase um ápice sexual.
O telefone toca.
Eu atendo.
Ouço alguem por um tempo.
Deixo telefone cair.
Vou para frente da penteadeira.
Me perfumo de forma automática.
Sento-me na cama.
Fico perplexa e Sem reação.
Alguém me dá a notícia de que minha mãe acaba de morrer.

Capítulo 2 (Antônia)

Meu nome é Antônia.
Sou namorada de Brenda.
Nos conhecemos numa feira literária. Eu sou editora.
Nós estamos já há um ano juntas.
Entre altos e baixos, ainda estamos aqui.
Esta semana sua mãe morreu.
Eu a consolei nestes dias.
São horas difíceis.
Já se passou uma semana do acontecimento todo.
Uma coisa curiosa aconteceu.
A mãe dela deixou uma vassoura mágica pra filha.
Sua mãe era wica.
Isto foi um presente de suas amigas do coven.
Ela tinha muita estimação.
Brenda era fascinada nesta vassoura desde criança.
Sua mãe lhe dizia que a vassoura seria sua quando ela morresse.
Este tempo chegou.
Por estes dias nós brigamos.
Brenda ficou com ciúmes de mim com uma antiga colega de faculdade.
Não achei isto certo.
E o que é pior.
Ela terminou comigo.
Eu tentei tudo pra me acertar com ela. Ameacei até me matar.
E ela nada.
Perguntei porque isso agora.
Ela me disse que cansou de mim.
Quer um tempo.
É tempo que ela quer?
Então tempo ela terá.
Confesso que a odeio por isso.
E o que eu fiz?
Roubei a vassoura dela por vingança. É isso aí.
Eu sei que isto foi mesquinho de minha parte.
Mas a raiva não é uma boa conselheira.
O que está feito, está feito.
Agora ela tá louca.
Procura esta vassoura.
Eu não sei no que isto vai dar.
É ver no que vai ser.

Capítulo 3 (clara)

Eu tento escrever uma matéria nesta tarde monótona.
Mas a minha sobrinha no quarto ao lado está cantando.
Minha concentração não está funcionando bem com isso.
Como eu adoro criança.
SQN.
Então paro tudo e me deito na cama. Olho pro teto.
Os pássaros cantam.
Me sinto entendiada.
Procuro inspiração pra escrever algo, mas nada me vem a mente.
Talvez eu devesse fazer uma viagem, mas pra onde?
Isto eu não sei.
Então eu me levanto.
Vou a cafeteria.
O café é a única coisa que me acalma neste momento.
Eu pego uma grande e fumegante xícara de café.
Sento-me perto da janela.
Olho movimento na rua.
Pessoas e carros que passam.
O sol acariciando o asfalto.
As árvores que balançam ao sabor do vento.
Ao olhar pro outro lado, vejo uma garota com expressão triste.
De forma sensitiva, ela também olha pra mim.
Não sei o que deu em mim, mas me aproximo dela e pergunto se está tudo bem.
Ela me conta a história da mãe, vassoura e namorada que vcs já viram nos outros capítulos.
Eu vejo nisto uma forma de escrever uma crônica interessante pra mim.
Me ofereço pra ajudá-la recuperar a vassoura e ela aceita.
Então vamos lá.

Capítulo 4 (André)

Eu estou na minha sala.
Ligo a TV.
Vejo o jogo de futebol.
O time que já joguei ganhou.
O campeonato é deles.
Tomo um gole de cerveja.
Olho aqueles caras felizes.
Comemorando a vitória.
Lembro de mim.
Do tempo em que jogava.
Eu era famoso.
Hoje não sou nada.
Vivo de glórias do passado.
Sem nenhuma perspectiva.
Um presente vazio.
Um futuro incerto.
Bebo mais um pouco.
Minha cabeça gira.
Desligo a TV.
Vou pro quarto.
Me deito na cama.
Olho pro teto.
Meus pensamentos divagam.
Eu me lembro de clara.
Nós já ficamos.
Pego meu celular.
Ligo pra ela.
Pergunto se está tudo bem.
Ela responde que sim.
Pergunta o que eu quero.
Respondo que quero ela.
Ficar com ela.
Clara aceita o convite.
Vem ficar comigo.
Nós transamos.
Pergunto que ela tem feito.
Ela fala sobre Brenda.
A sua vassoura mágica.
Eu fico interessado.
Algo diferente pra mim.

Capitulo 5 (Benício)

Meu pai não dá mínima pra mim.
Sua fama de jogador acabou.
Sua atenção comigo também.
Ele desconta isto em mim.
Eu não tenho culpa.
Minha mãe o deixou.
Foram muitas traições.
Eu quis ficar com ele.
Não entendi a situação.
Agora eu me arrependo.
Não sei o que fazer.
Mas tenho que fazer algo.

Capítulo 6 (diva)

Minha voz não é mais a mesma.
Tudo para mim é difícil.
Eu sou uma grande estrela da ópera.
Você não me conhece?
Isto é impossível.
O meu nome é diva.

Capítulo 7 (Clementino)

Diva sempre foi uma filha insuportável pra mim.
Desde pequena, sempre me deu trabalho com seus caprichos.
Ela se tornou cantora de ópera.
Agora que é fracassada, está mais insuportável ainda.
Me casei por imposição social.
Não tinha vocação pra isso.
Culpa é minha.
Não tive coragem pra dizer não.
E deu nisto.
Minha filha nasceu.
Minha mulher morreu.
Agora eu tô aqui.
Aposentado e sem perspectiva.
Vivi uma vida cinza.
A única coisa que me conforta é a leitura.

Capítulo 8 (Gabriele)

Esta nossa vida não é fácil.
Deitar com vários homens.
Atraentes ou não.
Febris ou gentis.
Violentos ou não.
Escolha eu não tenho.
Isto é o que me resta.
Ainda bem que há exceção.
Brenda é uma delas.
Eu gosto de mulher.
Nos conhecemos por aí.
Um homem me agrediu.
Ela é defensora pública.
Resolveu me ajudar.
Tudo então começou.
Ela ficou comigo estes dias.
Me contou tudo.
A mãe. A namorada. A vassoura.
Eu fiquei puta da vida.
Falei que quero ajudar.
Mas não sei como.
Vou pensar nisto.
Coloco uma música latina.
Eu gosto deste estilo.
Me faz relaxar.

Capítulo 9 (Janice)

Meu nome é Janice.
Eu sou enfermeira.
Trabalho num hospital.
Eu gosto de selfie.
Queria ser modelo.
Mas não deu.
Eu nasci pobre.
Consegui um empréstimo.
E fiz enfermagem.
Fiz isto por dinheiro.
Eu confesso.
Mas não gosto disso.
Este trabalho não me agrada.
Uma mulher é atropelada.
Não é nada grave.
Seu nome é Brenda.
Ela é advogada.
Eu tomo conta dela.
Nós ficamos amigas.
Ela me conta tudo.
Eu me solidarizo com ela.

Capítulo 10 (Othon)

Eu tenho muita costura.
Já chega o final de ano.
Os pedidos não param.
Graças a Deus.
Tenho que ir na igreja.
Louvar ao senhor.
E pedir ajuda.
Que Janice me deixe em paz.
Ela é minha prima.
Quer ficar comigo.
Mas eu não posso fazer isso.
Prometi a minha castidade.
Sou devoto ao senhor.
Não posso me dar ao desfrute.
Ela não entende isso.
Vou fazê-la entender.
Hoje recebi uma encomenda.
Uma roupa de bruxa.
Uma tal Antônia me pediu isso.
Eu não gosto disto.
Mas trabalho é trabalho.
Então eu devo fazer isso.

Capítulo 11 (Brenda)

Um Gato dorme em minha cama.
Não sei de onde veio.
Eu olho pra ele.
Gabriele tá comigo.
Tivemos uma noite daquelas.
Ela é o meu apoio.
Seu carinho me consola.
Penso na vassoura.
Porque ela fez isso?
Eu não mereço.
Antônia me traiu.
Isto é imperdoável.
Gato me arranha.
Ele vai a cozinha.
Vou atrás dele.
Antônia está lá.
Vestida de bruxa.
Algo bem clichê.
Ela diz que me ama.
Quer voltar comigo.
Eu não a quero mais.
Peço que me devolva vassoura.
Ela fica furiosa.
Gabriele chega pra me ajudar.
Antônia lança um feitiço.
Gabrielle tenta impedir.
Mas não consegue.
Fico presa no espelho.
Ela quebra o espelho.
Agora tô só aqui.
Com a minha consciência.

Capítulo 12 (Antônia)

Eu aprendi uns feitiços.
Comprei um livro na internet.
Mandei fazer uma roupa de bruxa.
Estudei um tempo.
Dominei o vôo de vassoura.
Comprei um gato.
Eu Enfeiticei ele.
Mandei pra casa dela.
Meu espião felino.
Esta noite fui lá.
Tentei reatar nosso namoro.
Ela não quis.
Então fiquei maluca.
Lancei hum feitiço nela.
A prendi no espelho.
Quebrei o espelho.
Voltei pra casa.
Agora me arrependo.
Eu chorei muito.
Não adianta nada.
Queimo a vassoura e a roupa.
Jogo livro fora.
Gato faz carinho em mim.
Olho pra foto de Brenda.
Me pergunto que eu fiz.

Capítulo 13 (Clara)

Eu procurei Brenda.
Não a encontrei.
Fui a casa dela.
Tudo parecia normal.
Exceto um espelho quebrado.
Achei aquilo estranho.
Fui na casa da Antônia.
Falei com ela.
Perguntei por Brenda.
Ela diz que não sabe de nada.
Comentei que sei da história.
Que não creio nela.
Ela me manda ir embora sua casa.
Que eu não volte mais lá.
Eu vou a polícia.
Conto tudo a eles.
Eles prometem investigar.
Volto pra casa.
Porta está aberta.
Eu fico com medo.
Tento ligar pra polícia.
Sinal não pega.
Entro em casa.
Antônia está sentada no sofá.
"Eu falei pra vc não se meter comigo" ela diz.
Eu tento gritar.
Mas não consigo.
Minha boca tá fechada.
Ela aponta o dedo pra mim.
Eu me desfaço numa poeira.
Só minha consciência fica.

Capítulo 14 (André)

Eu ligo pra clara.
Ela não atende.
Acho que esta com raiva.
Porque? Eu não sei.
Tomo uma cerveja.
Para espantar o tédio.
Vejo uma bola no canto.
Eu pego ela.
Vou pro quintal.
Tarde é abafada.
Céu é cinzento.
Ameaça chover.
Mas não chove.
Começo a jogar bola.
Minha cabeça gira.
Eu fico tonto.
Tento me segurar.
Mas não consigo.
Minha visão escurece.
Eu então desmaio.
Bato com olho numa pedra.
Ele tá furado.
Meu filho me encontra.
Me leva pro hospital.
Acordo três dias depois.
Perdi o meu olho.
Isto me perturba.
Benício me consola.
Volto pra casa.
Uso um tapa olho.
Agora tô só.
Um passarinho canta.
Olho pela janela.
Um balão vermelho flutua.
Vem em minha direção.
Eu seguro na corda.
Balão voa pra longe.
Eu vou com ele.
Me perco nas nuvens.

Capítulo 15 (Benício)

Eu estou no mundo.
Bebo com amigos.
Picho muros pela cidade.
Estravaso a minha raiva.
Eu quero bater no meu pai.
Eu quero xingar ele.
Mas me contenho 
Eu não posso fazer isso.
Ele é meu pai.
Meus amigos vão embora.
Eu fico no parque.
Já é meia noite.
Calor é sufocante.
Não há ninguém na rua.
Me sento num banco.
Olho pra lua.
Ela é tão linda.
Algo chama minha atenção.
Olho pro lado.
Algo está estendido numa moita.
Eu me levanto banco.
Vou até lá.
Vejo um braço peludo 
Eu não grito.
Não sei porque.
Aquilo me fascina.
Eu me agacho.
Olho braço detidamente.
Não tem cheiro.
E nem fede 
Parece ser alguém jovem.
Não há mancha de sangue.
Corte é cirúrgico.
Trabalho de um artista.
Eu penso nisto.
Porque alguém faria isto?
Eu não sei
Ouço passos próximos a mim.
Um casal vem ao longe.
Eu me despeço daquele braço.
Volto pra casa.

Capítulo 16 (diva)

Eu estou enlouquecendo.
Ouco vozes em minha mente.
Os objetos dançam para mim.
A casa fala comigo.
Eu não sei o que fazer.
Estou muito nervosa.
Eu como cada vez mais.
Ganhei mais peso.
Minha vida desaba.
Telefono para meu pai.
Ele não me atende.
Nunca nos demos bem.
Ele me culpa pela morte de minha mãe.
Eu não tenho culpa disto 
Será que ele não entende?
Eu não sei o que fazer.
Telefone para os meus amigos.
Ninguém me atende 
Eu vou até a casa deles
Ninguém me recebe.
Todos dão uma desculpa qualquer.
Eu não sei o que fazer.
Não tenho mais vontade de nada.
Saio por aí.
Sem rumo e sem ilusão 
Paro diante de 1 ponte.
Vejo rio lá embaixo.
As águas seguem o seu curso.
Eu quero seguir com elas.

Capítulo 17 (Clementino)

Eu leio agora.
O telefone toca.
Vejo o visor.
É a minha filha.
Eu não atendo.
Não tô afim de nada.
Muito menos falar com ela.
Sei que não devia ser assim 
Tão rude com ela.
Mas me tira do sério.
Só a sua existência já me irrita.
Não sei o que fazer com isto.
Já tentei tudo.
Deus sabe que sim.
Mas não dá.
Simplesmente não dá.
É simples assim.
Volto pro meu livro.
É a única coisa que me conforta.
Me tira desta amargura.
Na literatura eu viajo.
Esqueço de tudo.
Vivo aqui e agora.

Capítulo 18 (Gabriele)

Passei a noite com Brenda.
Foi muito bom.
Um Gato apareceu.
Ele arranhou Brenda.
Vai pra cozinha.
Brenda vai atrás 
Um tempo passa.
Ouço gritos na cozinha.
Vou ver o que é.
Antônia está lá.
Vestida de bruxa.
Ela ameaça Brenda.
Eu tento impedir.
Mas não consigo.
Ela é presa num espelho.
Que é quebrado.
Eu tento pegar Antônia.
Mas ela some 
Num passe mágico.
Eu estou parada aqui.
Olhando pra o espelho.
Os pedaços pelo chão.
Minha mente entra em confusão.

Capítulo 19 (Janice)

Eu vejo no noticiário algo sobre Brenda.
Repórter diz que ela desapareceu.
Eu olho a foto.
Vejo no meu celular.
Me lembro dela.
Achei uma mulher interessante.
Mais interessante do que a maioria.
Mas o que eu posso fazer?
Eu não tenho tempo para nada.
Só aqui neste hospital.
Minha vida é um tédio só.
Uma rotina sem fim.
Este é o mal do mundo.
Estamos todos cansados.
E desesperados também.
Não vejo mais futuro para mim.
Queria ser escritora.
Mas não deu.
Meu plantão neste inferno adabou.
Vou para casa.
Tomo uma cerveja.
É uma das poucas coisas boas de minha vida.
Pego o celular.
Tiro uma selfie.
Me olho na imagem.
Eu estou horrível 
Não consigo me ver.
Tantos anos de de solidão.
Eles acabaram comigo.
Não sou mais quem eu era.
Isto me angustia.
Jogo celular na parede.
Termino a cerveja.
Vou pra o meu quarto.
Abro a janela.
Rua tá calma.
Eu pulo dela.
Mergulho no invisível.

Capítulo 20 (Othon)

Eu fiz o que devia ter feito.
Vesti uma bruxa.
Paguei caro por isto.
A noite fui arrebatado.
Me vi fora do meu corpo 
Lá no espaço.
As estrelas me rodeavam.
Não sei como isto aconteceu.
Orei a Deus.
Só ouço silêncio.
Flutuo no espaço.
Vejo cometas e planetas.
Não sinto frio.
Tudo é tão escuro
Confuso eu estou.
Isto é uma benção?
Ou um castigo?
Será que minha hora já chegou?
Eu olho meu corpo.
Estou completamente nú.
Mas não sinto frio.
E nem calor 
Olho planeta daqui.
Tudo parece tão calmo.
E tão silencioso.
Isto deve ser um presente divino.
Só pode ser.
Não encontro outro motivo.
Fecho os meus olhos.
Toda minha vida passa diante de meus olhos.
Revejo tudo que vivi.
Tudo que passei 
Será que valeu a pena?
Lágrimas banham meu rosto 
Logo se transformam em cristais.
E se perdem no espaço.
Sinto muitas coisas.
Não consigo entender.
Apenas me entrego.
Deixo a vida acontecer.






domingo, 14 de setembro de 2025

o dia do balão

Capítulo um
(Por onde começar?)

Era uma vez uma arqueira chamada belinda.
Ele era uma sensação porque era única mulher a se tornar arqueira em todo grande reino infinito.
Foi treinada pelo seu pai (um grande guerreiro) desde muito cedo pois ele tinha maior orgulho de sua filha.
Mãe dela morreu ao dar-lhe a luz.
Ele nunca mais quis se casar.
E só restaram os dois.
Um dia seu pai morreu em combate e ela foi aceita no exército em honra pelo seu pai.
Sua fama ultrapassa os muros do reino e chegou até o grande Homero, um fauno que é o rei do grande reino dos faunos.
Ele ficou fascinado pelas habilidades desta humana.
E queria ela todo custo pra ser sua guardiã pessoal.
Mas ela não aceitou.
E o fauno ficou furioso.
Homero então foi até o grande rei dos humanos e fez uma proposta irrecusável - ou ele cedia belinda para o fauno ou os dois reinos entrariam em conflito.
Ahh, eu já ia me esquecendo.
Na verdade o rei é uma rainha.
E seu nome é Aretha.
Aretha ficou temerosa.
Pois os faunos são fortes.
E Homero é um rei terrível.
Além do mais o seu reino tinha enfrentado várias catástrofes naturais e guerras com seus outros vizinhos.
E no momento não podiam ter mais este contratempo.
Belinda foi chamada ao palácio.
- Pois não minha rainha?
- Eu preciso falar com vc, disse a majestade e lhe explicou toda situação na qual se encontra.
Belinda ouviu tudo atentamente.
- E então qual é a sua decisão?
Pergunta rainha.
- Eu sinto muito mas não posso aceitar, responde belinda.
- Meu pai me ensinou a virtude da liberdade e não ceder a nenhum capricho alheio.
- Você entende a situação do reino de disser não?
- Eu compreendo mas não se preocupe. Eu vou embora. Não lhe causarei mais problema.
- Tudo bem. Eu vou dar um dia vc para sair do reino. Até lá senão sair terei que prender vc e te entregar pra Homero, disse Aretha, triste.
Belinda agradece a gentileza da rainha e vai embora.

Capítulo dois 
(Um casamento indesejado)

Homero vai até a rainha Aretha.
- E então ela aceitou a proposta?
- Infelizmente não, responde a rainha.
- Onde ela está?
- Eu dei até amanhã pra ela sair do reino ou então irei prende-la, explica a rainha.
Homero fica furioso.
- Sua tola. Não é isso que quero. Eu a quero para mim.
- Eu não posso fazer nada, replica Aretha forma imperiosa.
- Pois então ou vc me ajuda a captura-la ou me casarei com vc.
Rainha fica surpresa.
- Eu não quero me casar com vc, diz ela.
- Você quer que eu comece uma guerra com seu reino enfraquecido? Você decide, ameaça o fauno.
Aretha fica pensativa.
Ela sabe que infelizmente não pode fazer nada no momento.
A rainha só espera poder ganhar tempo pra tramar algo contra Homero.
- Tudo bem então eu aceito ajudar vc, diz a rainha.
- Ótimo. Eu vou chamar alguém pra nos ajudar nesta caçada.
Ele joga um po mágico amarelo no chão e aparece hunt, o principal general exército Homero.
- Pois não mestre? Me chamou?
- Sim. Eu tenho um serviço pra você, fala o fauno.
E lhe explica situação.

Capítulo três 
(Um chá com Bullock)

Belinda caminha por um vilarejo quando começa a chover e ela vê uma casa de chá com o nome O GATO BRANCO.
Ela tá com fome e entra no recinto. Não há ninguém lá.
A não ser ela.
Um sujeito grande e corpulento aparece de avental, com um pano no ombro.
"Olá, minha cara. Seja bem-vinda. Meu nome é Bullock. Eu sou dono deste estabelecimento. O que você deseja?"
"Um chá verde, por favor"
"Ótimo. Já vou trazê-lo"
Belinda olha ao redor.
Tudo está limpo e arrumado.
Parece que o lugar nunca foi frequentado.
Bullock volta com o chá.
"Aqui está seu chá, senhorita"
"Obrigada"
Bullock fica parado ao seu lado e olha com um sorriso estampado no rosto pra ela.
"Posso lhe ajudar?"
"Você pode sim"
Diz Bullock e senta-se na mesa junto a ela.
"Você é nova por aqui?"
"Sim"
Bullock vê um arco e flechas na sua mochila.
"Não pode ser"
"O que é?"
"Você é belinda, não é? A arqueira"
"Sim, eu sou"
"Isto é incrível. Você é famosa em todo Reino. O que você faz por aqui? Está a passeio?"
"Digamos que sim"
Belinda desconversa para não dar mais explicação.
"Porque seu estabelecimento é tão vazio assim?"
Bullock olha pra ela forma tristonha e começa a chorar exageradamente.
"Me desculpa. Eu não queria lhe deixar assim"
Bullock olha pra ela com uma expressão delirante.
"A história que tenho pra contar é tão triste. Você quer ouvir?"
"Eu gostaria, mas..."
"Ótimo. Então se prepara que lá vem história"

Capitulo quatro 
(O gato branco)

Era uma vez uma linda história de meu casamento com a duquesa felina.
Ela era alucinada por gatos.
Criava muitos deles.
Seu pai era proprietário de muitos estabelecimentos comerciais.
Foi como taberneiro num deles que conheci a duquesa.
Nossa história de amor foi proibida porque o pai dela não queria o casamento da sua filha com um plebeu.
Então nós fugimos.
E tivemos uma Bela história de amor e desta forma nasceu Ananda, a nossa filha.
5 anos se passaram.
Até que o pai da minha esposa nos achou e tudo desmoronou.
Eu fui trancado num caixote.
Jogado no mar.
O meu sogro levou sua filha e neta com ele.
Fui salvo em alto mar por um grupo de piratas.
Eu queria voltar pra casa.
Eles descobriram que eu tinha vários talentos.
Fizemos um trato.
Fiquei com eles por 10 anos.
Vivi muitas aventuras.
Fui bem tratado por todos.
Ao final do prazo, eles me deram um baú cheio de tesouros.
Me trouxeram de volta pra casa.
Procurei minha amada e minha filha por todos os lugares.
Não os achei.
Eu fiquei muito triste.
Quis me matar.
Então eu fui iluminado.
Sabia que de alguma forma nos encontraríamos novamente.
Abri este estabelecimento.
6 meses depois, minha filha apareceu aqui.
Assim como vc, ela estava triste e perdida no tempo.
Ela me contou sua história sobre a separação do pai.
A mãe dela morreu de desgosto.
Ananda fugiu do avô.
Por uma providência do destino ela veio parar aqui.
Eu contei minha versão pra ela desta história.
Aqui estamos.

Capítulo 5
(Eu não aguento mais)

Belinda assente com a cabeça.
- Sua história é muito triste.
- Obrigado, responde Bullock.
- De nada, diz belinda.
- Sabe, eu venho levando uma vida turbulenta há muito tempo e isto tem me deixado perturbada, confessa ela.
- Compreendo, confirma Bullock.
- O que vc pretende fazer?
Pergunta ele.
- Eu não sei. Com o rei Homero me caçando, tudo se complicou pra mim. Eu só quero paz.
- Porque você não casa comigo?
Propõe Bullock.
- Como é?
Belinda olha pra ele forma espantada.
- Vamos nos casar e ir embora deste lugar. Nós podemos recomeçar. Eu gostei de vc.
- Por favor, não complique o que já é difícil pra mim, diz belinda.
- Ah, não faz isso. Diz que sim, vai.
Bullock olha pra ela como um cachorro que caiu da mudança.
Começa a chover.
Belinda sente frio.
- Eu estou cansada e quero me deitar um pouco. Pode ser?
- Tudo bem então. Eu espero a sua resposta, fala Bullock.
Ele chama Ananda que a leva pra um quarto.
Ela se deita.
Olha pra o teto.
Pensa no ocorrido.
"Era só o que faltava. Eu não aguento mais."

Capítulo 6
(A fuga)

No meio da noite, belinda decide fugir.
Ela não quer mais complicação para sua vida.
Sai noite adentro.
Ao amanhecer, Bullock vai levar café da manhã para ela.
Não está mais lá.
Bullock fica triste.
"Porque você fez isso comigo?"
Ele não desiste dela.
Vai em Seu encalço.
Ananda fica indignada.
- Papai, ela é uma estranha. Porque o senhor vai fazer isso?
- Porque eu a amo, e é com ela que eu quero ficar.
- Ela fugiu daqui. Isto não lhe diz nada?
- Isto diz que ela não sabe ainda me ama, mas ela vai saber.
- Mas papai...
- Chega. Não quero ouvir mais nada.
Ele pega umas coisas.
Parte numa jornada.
Ananda olha para ele.
"Isto não vai ficar assim."
Ela fecha o bar.
Também pega umas coisas.
Vai atrás dele.

Capítulo 7
(A minha barba na cabeça)

Belinda está na floresta há vários dias.
Ela caça para sobreviver.
O tempo muda.
Chuva e sol.
Frio e calor.
Dia e noite.
A sua atitude é estóica.
(Se vocês não sabem que é isso, procurem no dicionário).
Um dia, ela vê uma cabana.
Belinda está cansada.
Ela bate na porta.
Feriu o pé.
Procura ajuda para si.
Quem atende é Eufrásia, uma camponesa.
- Olá, quem é você?
Pergunta ela.
- Meu nome é belinda.
Responde nossa heroína.
- Ahh, então é você.
- Você me conhece?
- Sua fama é grande por aqui.
- Eu estou ferida. Você pode me ajudar?
- Sim, entre.
Eufrásia a coloca para dentro.
- Meu nome é Eufrásia.
- Prazer em conhecê-la.
- Igualmente.
Ela cuida da ferida de belinda.
As duas se tornam amigas.
Mais alguns dias se passam.
Enquanto isso, Bullock continua sua caçada.
"Onde está aquela garota?"
Pensa o comerciante.
Ele fica cansado.
Tira um cochilo.
Ao longe, sua filha o observa.
Depois, ele acorda.
Vai fazer a barba.
Seu maior orgulho.
De repente, Homero aparece.
Olha para Bullock.
- O que fazes aqui?
O comerciante se assusta.
- Eu faço uma caminhada.
O fauno percebe a mentira.
- Mentiroso tu és.
- Mas eu não...
- Cala-te. Uma tarefa te dou.
- Que tarefa?
- Ajude-me a encontrar a arqueira.
- Que arqueira?
- Tu sabes quem é. Não me testes.
- Quem é você?
- Homero, o rei dos faunos.
Bullock engole em seco.
- O que eu ganho com isso?
O fauno olha para ele.
- A sua barba na cabeça.
Homero vai embora.
Bullock fica aflito.
Continua sua jornada.
Ananda vê tudo ao longe.
Ela fica assustada.
"Eufrásia mora por aqui."
Pensa ela.
"Talvez possa me ajudar."

Capítulo 8
(A dança mágica)

Ananda bate na porta de Eufrásia.
Ela esconde Belinda.
Esquece uma coisa.
O arco da heroína.
Eufrásia fica surpresa.
As duas se abraçam.
- O que você faz aqui?
- Eu preciso de sua ajuda.
Ananda explica a situação.
Eufrásia diz que não sabe de nada.
Ela convida Ananda para um chá.
Ela aceita.
Eufrásia vai a cozinha.
Ananda senta-se.
Ela olha o ambiente.
Repara no arco.
Ela fica intrigada.
Eufrásia pergunta como vai a sua vida.
Ananda fala no automático.
Seu pensamento é alerta.
Belinda ouve tudo no quarto.
Eufrásia volta com o chá.
Entrega pra Ananda.
- Porque você mentiu pra mim?
- Do que você está falando?
- Eu vi o arco.
Ela aponta na direção do objeto.
Eufrásia fica desconcertada.
- Eu posso explicar.
Belinda sai do quarto.
- Eu tô aqui.
- Aí está você - diz Ananda.
- Eu preciso de sua ajuda.
- Eu já ouvi tudo - responde belinda.
- Então me ajude por favor.
- Eu já disse que estou cansada de guerra.
- Meu pai corre perigo.
- Ele veio porque quis.
- Você é uma ingrata. Depois de tudo que ele fez por você - fala Ananda.
Ela pega uma espada.
As duas vão lutar.
Eufrásia intervém nisto.
- Parem já as duas.
- Porque você mentiu pra mim? - pergunta Ananda.
- Este segredo não é meu - responde ela.
- O que vc vai fazer? - Belinda encara Ananda.
- Eu tenho uma solução - diz Eufrásia.
- Meu pai é um grande mágico. Ele poderá nos ajudar a dar um jeito nesse assunto - Ela completa.
Belinda pergunta como será isso.
Eufrásia responde que elas precisam fazer uma dança mágica pra chegar até o pai dela.
Lá ele as aconselhará.
Ananda pergunta que dança é esta.
- Não se preocupe. Sigam os meus passos e tudo dará certo - responde ela.
Eufrásia começa a dançar.
As outras a seguem.
Um vento começa a soprar.
Neve cai lá fora.
Os objetos flutuam.
Luzes coloridas surgem.
Um portal de abre.
Neste momento a porta é arrombada.
Surge o general Hunt e seus soldados.
Elas fogem pelo portal.
Não sem antes Hunt jogar uma adaga no peito de Eufrásia.
Elas saem dali.
O portal se fecha.

Capítulo 9
(Tudo junto e misturado)

Ananda, Belinda e Eufrásia chegam num salão rosa.
Eufrásia desmaia.
Belinda chama por ajuda.
Aparece alguém vestido de pele dourada, com camiseta branca (estrela vermelha estampada), uma calça boca de sino, sapato alto e na cabeça um chapéu de pirata.
Eles a levam pra cama.
Nosso novo personagem cuida de Eufrásia.
Belinda pergunta quem é ele.
- Eu sou flakael, pai dela.
- E você quem é? - ele pergunta.
Belinda conta tudo.
Enquanto isso na floresta, Hunt e seus soldados encontram Homero.
O rei fauno pergunta por belinda.
Hunt responde que elas fugiram.
conta todo ocorrido.
Homero ouve tudo.
Vai pra sua tenda.
Hunt o segue.
Os dois se beijam.
O general fala que faz tudo por ele.
Homero responde que sabe disso.
Hunt promete capturar Belinda.
Vai atrás dela.

Capítulo 10
(Enquanto você dormia)

Ananda fala que flakael se veste de um jeito diferente.
Ele diz que vem dum universo paralelo.
Ela pergunta o que é isso.
Flakael explica que é um mundo parecido com deles mas com detalhes diferentes.
Outras versões deles.
Belinda pergunta como isso é possível.
Ele responde que não entende.
Simplesmente um dia ele sofre um acidente no outro mundo.
Entra em coma.
Anos depois acorda neste mundo.
Detalhe - no outro universo ele era mulher.
É ajudado por uma camponesa.
Os dois se apaixonam.
Ele conta sua história.
Ela não se importa.
Os dois se casam.
Eufrásia é o fruto desta situação.
Outro adendo - neste universo, flakael é mágico.
(Isto não faz o mínimo sentido pra vocês? Não se preocupem. É uma história de fantasia. Então esqueçam a lógica e continuem no clima de aventura).
Belinda não se surpreende.
Este é um mundo mágico.
Eufrásia acorda.
Ananda a beija.
Eufrásia agradece ajuda do pai.
Flakael pergunta o que acontece.
Belinda explica a trama.
Ele diz que só tem um jeito de acabarem com este assunto - desafiar Homero pra uma luta no seu próprio Reino.
Belinda aceita o desafio.
Quando ela se prepara pra ir até o fauno, alguém bate na porta de flakael.
Ele atende.
Eis que surge Idalina.

Capítulo 11
(A cigana)

Flakael e Idalina se abraçam.
Flakael - Olá minha querida. Que bom que vc está aqui. Preciso de sua ajuda.
Idalina - Com certeza meu amor. As cartas me falaram de vc.
Eufrásia - As cartas?
Flakael - Idalina é uma cigana meu amor.
(Idalina senta-se)
Idalina - Cada dia vc está mais garboso.
Flakael - Obrigade. Você também é. Aceita um café?
Idalina - Com certeza sim. Você sabe que não resisto ao seu delicioso café. Pois então o que aconteceu?
(Flakael apresenta as meninas e conta tudo; enquanto isso no Reino de Aretha)
Aretha (para si mesma) - Oh meu Deus. O que aconteceu com Belinda. Me sinto tão culpada por ter cedido a chantagem de fauno. Mas eu não vou mais permitir isso.
(Ele chama o seu general)
General - Pois não minha rainha?
Aretha - Eu quero que vc reúna as tropas. Nós vamos enfrentar fauno.
General - A senhora tem certeza disto?
Aretha - Sim. Que rainha sou eu se me deixar dominar por uma chantagem deste tipo?
General - Pois bem então eu vou preparar as tropas.
(O general sai e Aretha fica pensativa; agora voltamos ao salão rosa)
Idalina - Muito bem. Se isto é tudo, está na hora de agirmos.
Belinda - E como faremos isto?
Idalina - Temos que reunir um exército rebelde pra bater de frente com Homero.
Eufrásia - E onde vamos achar este exército?
Ananda - Eu sei onde. Vamos falar com o meu pai.

Capítulo 12
(De volta ao começo)

(Eles fazem 1 viagem de volta até a estalagem - pai - Ananda)
(Ao chegarem lá é tudo fechado)
Ananda - onde é o meu pai?
(Ela vê 1 bilhete na mesa e lê)
Bilhete - minha querida filha. Se vc voltar aqui e não me encontrar eu fui atrás de meu grande amor - Belinda)
Belinda - isso é loucura.
Eufrásia - e agora o que faremos?
(Elas ouvem ruídos de cavalos na rua)
Cavaleiro - ouçam todos: a rainha Aretha pede a todos os súditos que se unam ao nosso exército para lutar contra tirania - Homero. Quem quiser se juntar a nós, estaremos perto do rio.
(Eles vão embora)
Belinda - isso não é possível. Eu não quero mais guerra.
(Ela sai correndo, chega perto de uma planície e vê ao seu redor várias antenas parabólicas)
(As antenas começam a emitir várias ondas e Belinda sente-se conectada elas)
(Homero chega junto dela com o exército)
Homero - muito bem. Agora você não escapa.
(Belinda tenta escapar mas não consegue e é pega por eles)
(As meninas chegam lá mas eles já foram embora)

Capítulo 13
(O dia do balão)

(No Reino de faunos, Belinda é aprisionada no calabouço)
(Enquanto isso, no Reino de Aretha, Alana, Eufrásia e Idalina se unem a rainha para lhe contar o que aconteceu e juntos vão marchar com exército até o reino de Homero pra resgatar Belinda)
(Então chega jano, o poeta da corte de Homero, que solicita uma audiência com a rainha)
(Ele traz uma mensagem de seu rei)
Mensagem - eu, Homero, rei dos faunos, desafio a rainha Aretha e seu exército para 1 batalha em campo neutro. Se eu ganhar, fico com tudo. Se vc ganhar, fica com tudo e eu me rendo.
(Rainha aceita e todo mundo vai ao campo de batalha)
(Lá os exércitos se enfrentam, Belinda consegue fugir, general Hunt mata Ananda)
(Neste momento, chega Bullock com alguns amigos, vê a cena do assassinato de sua filha, briga com Hunt e mata ele)
(Exército - Homero é mais numeroso e cerca rainha Aretha)
Homero - Desista, tu não vencerás.
Aretha - Nunca me renderei.
Homero - Então morras pela minha espada.
(Quando Homero vai golpea-la, Belinda dá um grito e todo exército inimigo juntamente a Homero começa a virar balão colorido)
(Todos ficam surpresos com isso inclusive Belinda)
(Os balões coloridos vão ao céu até sumirem no espaço)
(Nossos heróis comemoram e preparam 1 grande banquete)
(Eles sentem pela morte de Ananda e agradecem ajuda - Bullock)
(Uns dias depois, o banquete acontece e todos se divertem)
(Nossas heroínas são feitas cavaleiras pela rainha Aretha e Belinda é nomeada general)
Belinda - Mesmo não querendo entrar em guerra, eu reconheço que não há paz sem vigilância. Então pelo bem do reino e deste povo que lutou por mim e pela liberdade deste reino, eu aceito esta honra com gratidão.
Passada a festa, todos vão descansar.
Quando Belinda se prepara pra dormir, uma bola de luz vêm ao seu encontro e preenche o quarto com uma luz intensa.
Então eu dou por mim mesmo, sentado na minha escrivaninha, pronto para ouvir minha inspiração e terminar esta história agora, enquanto escuto uma música lá fora tocando na vitrola.

FIM.

















domingo, 10 de agosto de 2025

narciso

As crônicas de narciso 
...
A lagoa existe 
De forma pura -
Narciso aí está.
...
Em forma de flor.
Perfeição natural.
Esta flor sou eu.
...
Meu nome é narciso -
Há muito tempo 
Vivo na paisagem.
...
Da nobre beocia 
Este é o meu berço -
Sou fruto do amor.
...
Cefiso é meu pai.
Deus do Rio.
Uma força divina.
...
Minha mãe é liriope.
Uma ninfa apaixonada.
Onda de desejo.
...
Numa tarde primaveril
Os dois se encontram -
A paixão acontece.
...
Deste romance dourado 
A luz eu vim -
Encanto pra todos.
...
Algo sublime acontece.
Os deuses me abençoam.
A beleza me pertence.
...
Minha mãe me protege.
Meu pai me acompanha.
Até zeus se deslumbra.
...
Um oráculo é consultado 
Por minha mãe.
- Ele viverá muito tempo?
...
Eis a sua pergunta.
- Isso só tempo dirá.
Eis a sua resposta.
...
Os anos passam.
Eu cresço vigorosamente.
Sem noção de como sou.
...
Uma coisa certa é.
A caça eu amo.
Livre sinto-me assim.
...
Pela natureza correr.
Andar descalço por aí.
Sentir o sol e o vento.
...
Água no rosto 
Que me refresca -
Dias de verão.
...
Solidão eu amo.
É tudo pra mim.
Não preciso de nada.
...
Nem de ninguém.
Mas não fui compreendido.
Ainda não sou.
...
Homens e mulheres -
Vários se apaixonaram 
Por minha pessoa.
...
A nenhum eu quis -
Vontade nunca senti 
De um relacionamento.
...
Natureza para mim é 
Algo imprescindível -
É tão difícil entender?
...
Até que um dia ela surge 
Na minha vida -
Tudo muda pra sempre.
...
Eco é seu nome.
Ninfa também ela é.
Assim como minha mãe.
...
Uma paixão por mim surgiu.
Declarações ela me fez.
Também não quis saber.
...
Isso muito tempo durou.
Não sei dizer quanto.
Cansativo isto é.
...
Que culpa tenho Eu 
De ser quem sou?
Cada um é o que é.
...
Algo estranho aconteceu.
Verborragia ela perdeu.
De poucas palavras ficou.
...
Só repetia o que eu dizia.
Desagradável isso era.
Já não aguentava mais.
...
Com ela eu briguei.
Não me procurasse mais.
Chorando se foi.
...
Mas aí de mim.
Preço amargo eu paguei.
Pois nêmesis enfim chegou.
...
Como deusa da vingança 
Sua ajuda eco pediu -
Impune eu não ficaria.
...
A minha beleza 
Foi meu castigo -
Eis o ocorrido.
...
Como castigo para mim 
Olhei minha imagem n'agua -
Minha obsessão foi intensa.
...
Tão bela é minha imagem.
Tão atraído senti-me.
Por mim traído fui.
...
Nada mais me interessava.
A não ser minha imagem.
Eu fui meu maior caso de amor.
...
Paixão, desejo e loucura.
Contemplava-me sem parar.
Até da caça esqueci.
...
Natureza já não importa.
Os dias se misturam.
Tudo é confusão.
...
Já não pude mais 
Ficar tão longe de mim -
Às águas me joguei.
...
Meus pais tristes ficaram.
Tentaram me ajudar.
Mas não conseguiram.
...
Perdi - me nas aparências.
Minha flor então brotou.
O resto é história.
...
As crônicas de eco 
...
Uma ninfa oreade 
Eu sou -
Eco é meu nome 
...
Meu lugar a
Montanha é -
Falar é meu dom 
...
Dizem que tagarela 
Eu sou -
Não sei porque 
...
Castigada eu fui
Por hera -
A deusa mãe 
...
Zeus a traia -
Com ela eu falava 
Sempre que podia 
...
Disto ela não gostou 
E me castigou -
A fala perdi 
...
Só respondia aos outros 
Suas últimas palavras -
Como um eco 
...
Um dia narciso conheci -
Fiquei tão feliz 
E a ele amei 
...
Mas ele não me amou.
Triste eu fiquei.
Nada fazia sentido.
...
Meu coração se partiu.
Então eu fugi.
Fui pra floresta.
...
Escondi-me nas cavernas.
Meu corpo desapareceu.
Só minha voz ficou.
...
O que vcs lêem 
É o eco -
A minha existência.
...
Fim.




segunda-feira, 4 de agosto de 2025

o samurai

Capítulo 1
...
A cerejeira está em flor.
A tarde chove.
O samurai chora.
...
Um terremoto aconteceu.
Sua família morreu.
Ele sobreviveu.
...
O samurai é jovem.
Não têm experiência.
A vida lhe assusta.
...
Cidade foi destruída.
Tudo pegou fogo.
Sua casa desmoronou.
...
Há muita gente morta.
Cheiro é insuportável.
Visão é terrível.
...
Ele perambula pela montanha.
Vento lhe castiga.
Sua mente está vazia.
...
Ele só pensa numa coisa.
Quer se matar.
Não encontra mais honra.
...
Nem sentido pela vida.
Ele chega num precipício.
Se atira de lá.
...
Capítulo 2
...
Tudo é escuridão.
Samurai olha em volta.
Ele está no campo.
...
Não entende nada.
Nem o que aconteceu.
Como foi parar ali?
...
Ele se levanta.
Começa a andar.
Escuta um barulho ao longe.
...
Vê uma casa de chá.
Ela é simples.
Parece uma visão.
...
Ele entra na casa de chá.
Lá dentro há uma gueixa.
Ela toca samisen.
...
Samurai gosta de música.
Ele senta-se no futon.
Aprecia melodia.
...
Gueixa para tocar.
Dá as boas vindas.
Oferece-lhe chá.
...
O samurai aceita.
Ele toma chá.
Gueixa junta-se a ele.
...
- O que aconteceu?
Ela pergunta-lhe.
- Minha família morreu.
...
- Eu sinto muito.
Diz a gueixa.
O samurai agradece.
...
- O que vc quer?
Ela questiona o samurai.
- Eu não sei.
...
- Você está confuso.
- Eu tentei me matar.
- Esta não é a solução.
...
- O que eu faço?
- Venha comigo.
A gueixa levanta-se.
...
Eles vão pro quarto.
Lá fazem amor.
O samurai adormece.
...
Ele acorda depois.
A gueixa sumiu.
Casa vazia está.
...
Capítulo 3
...
Alguém bate na porta.
Ele vai atender.
O Ronin aparece.
...
Eles começam a lutar.
Ronin tenta mata-lo.
Samurai consegue desarma-lo.
...
- Quem é vc?
Pergunta o samurai.
- Eu sou Ronin.
...
- O que vc quer?
- Onde está minha gueixa.
- Ela sumiu.
...
- Isto é mentira.
Contesta o Ronin.
- Eu não sabia sobre vocês.
...
Ronin olha pela janela.
Começa a nevar.
Samurai conta sua história.
...
Ronin também conta sua.
Gueixa é sua prima.
Era filha de um daymio.
...
Ele era samurai deste homem.
Daymio entrou em guerra.
Perdeu a batalha.
...
Ele cometeu sepuku.
Sua filha virou escrava.
Ele se tornou Ronin.
...
Ajudou ela fugir.
Se transformou numa gueixa.
Tiveram um caso.
...
E aqui estamos.
Samurai percebe algo.
Agora ele é Ronin.
...
O outro lhe pede desculpas.
O samurai aceita.
Decide ir embora.
...
- O que vc vai fazer?
Pergunta o Ronin.
- Vou caminhar por aí.
...
- Ver o que o destino me reserva.
Eles se despedem.
Samurai vai embora.
...
Capítulo 4
...
Nosso herói caminha por aí.
Muitos dias se passam.
Ele está cansado.
...
Encontra uma cerejeira.
Decide descansar ali.
Sono lhe alcança.
...
Ele ouve passos.
Abre os olhos.
Um ancião lhe observa.
...
- Olá.
Diz o ancião.
- Posso me juntar a você?
...
Samurai confirma com a cabeça.
Ancião senta-se junto dele.
- Tempo está frio.
...
- É verdade.
Afirma o samurai.
Ancião pega papel e tinta.
...
- Você é poeta?
Pergunta o samurai.
- Sim, responde o velho.
...
- Qual é o seu nome?
- Matsuo Basho.
Samurai fica impressionado.
...
- Aprecio seu trabalho.
Diz o samurai.
O Poeta agradece.
...
- O que vc tem?
Pergunta Basho San.
- Eu estou triste.
...
- Percebi isso nos seus olhos.
Folhas de cerejeira caem.
Formam um tapete.
...
O samurai levanta-se.
Ele olha pra o sol.
Tarde já vai indo.
...
Um pássaro pousa no galho.
Seu canto ecoa ali.
Banho San observa - lhe.
...
Escreve um Haikai.
Vai até o samurai.
Entrega-lhe o poema.
...
- Espero que lhe ajude.
O samurai agradece.
Matsuo Basho vai embora.
...
Nosso personagem 
Olha o poema -
Ele fica comovido.
...
" O pássaro canta 
Mesmo ao entardecer -
Isso também passa"
...
Capítulo 5
...
O samurai cavalga 
Pelos prados verdejantes -
Brisa é suave.
...
Uma raposa ao longe 
Observa o herói -
Algo lhe interessa.
...
Samurai encontra uma cabana.
Ela está abandonada.
Ele resolve ficar lá.
...
Ajeita o lugar como pode.
Não há muita coisa.
Só o básico.
...
Existe um riacho perto.
Ele se banha lá.
Um pomar é descoberto.
...
Tudo é silêncio e solidão.
A noite deita-se na relva.
Observa as estrelas.
...
Sua família vem a mente.
Uma tristeza lhe invade.
Ele se põe a chorar.
...
Pela manhã desperta.
Raposa dorme ao seu lado.
Samurai fica surpreso.
...
Raposa também acorda.
Foge pela porta.
Ela é desconfiada.
...
Vários dias se passam.
Samurai continua ali.
Raposa acompanha ao longe.
...
Ele oferece-lhe frutas.
Animal pega oferenda.
Não fica ali.
...
Vai pra floresta.
Samurai acha engraçado.
Enfim tem companhia.
...
Um dia samurai adoece.
Ele tem febre.
Fica de cama.
...
Raposa procura por ele.
Não o vê.
Vai até a cabana.
...
Samurai arde em febre.
Não consegue levantar.
Raposa chega perto dele.
...
Não consegue se mexer.
Está muito fraco.
Boca está seca.
...
Raposa olha pra ele 
Com expressão curiosa -
Cheira sua mão caída.
...
Animal pega um pano.
Vai até o riacho.
Molha o pano.
...
Sobe em cima da cama -
Coloca o pano 
Na cabeça do samurai.
...
Ele abre os olhos.
Esboça um sorriso.
Adormece novamente.
...
Alguns dias passam -
Raposa coloca frutas 
Em sua cama.
...
Samurai começa a comer.
Suas forças voltam.
Ele fica melhor.
...
Raposa já não teme ele.
Os dois fazem amizade.
Tudo se ajeita.
...
O destino não dá trégua.
Situação está Prestes a mudar.
Isso são coisas da vida.
...
O samurai cavalga.
Raposa lhe acompanha.
Uma batalha surge.
...
Dois exércitos se enfrentam.
Samurai fica no fogo cruzado.
Raposa fica acuada.
...
Samurai tenta lhe salvar.
Ele é atingido.
Perde a consciência.
...
Capítulo 6
...
Samurai acorda num castelo.
Não sabe onde está.
Alguém conhecido aparece.
...
- É você?
Pergunta o samurai.
- Sim, diz o Ronin.
...
- Porque você está aqui?
- Eu sirvo ao xogum.
Responde o Ronin.
...
- Onde está raposa?
- Ela desapareceu.
- Você encontrou a geisha?
...
- Nunca mais a vi.
- Compreendo.
Diz o samurai.
...
O xogum aparece.
Eles fazem reverência.
- Então você é o samurai.
...
Pergunta o xogum.
Samurai conta sua história.
Xogum ouve tudo.
...
- Muito bem.
O que você quer?
Pergunta o xogum.
...
- Eu quero minha liberdade.
Diz o samurai.
- E vc a terá.
...
- Com uma condição.
- Qual?
Questiona o samurai.
...
- Você irá até a caverna secreta 
E trará ele pra mim -
O livro dourado.
...
- O que tem neste livro?
- Algo importante pra mim.
O samurai aceita.
...
Ronin vai com ele.
Os dois partem na jornada -
Uma nova a aventura.
...
Capítulo 7
...
Eles chegam a caverna secreta.
Lugar é iluminado.
Rodeado por balões coloridos.
...
Eles pegam suas espadas.
Adentram a caverna.
Lá tudo é silêncio.
...
As paredes são cor de creme.
Há várias escadas.
Cada uma de uma forma.
...
Ambiente é diferente.
Existem muitos salões.
Cortinas vermelhas.
...
Eles procuram pelo livro.
Vários dias se passam.
Tempo é indistinto.
...
Até que encontram 
Um salão oval -
Lá está o livro.
...
Em cima de uma 
Mesa de vidro -
Ele brilha intensamente.
...
Samurai pega o livro.
Eles esperam algo.
Mas nada acontece.
...
Voltam ao castelo.
Xogum recebe o livro.
Liberta o samurai.
...
Ele agradece ao Ronin 
Por sua ajuda -
Vai embora dali.
...
Capítulo 8
...
A noite chega.
A chuva cai.
Ele se abriga num templo.
...
Ao longe vê um cemitério.
Lembra de sua família.
Dos momentos íntimos.
...
Pensa no carinho 
De sua mãe -
Nas brigas com seu pai.
...
Nas aventuras com 
O seu irmão -
Tudo junto e misturado.
...
Mais uma vez 
Ele pensa em se matar -
Acabar com isso.
...
Será que vale a pena?
Ele se questiona.
Vida deve ser algo mais.
...
Samurai vê uma 
Estátua de Buda -
Ele senta-se e medita.
...
Fecha os olhos.
Concentra-se na respiração.
Ouvem o som - chuva.
...
Agora é tudo ou nada.
Momento decisivo.
Sua opinião final.
...
Ele sente uma mão 
No seu ombro -
Abre os olhos.
...
Eis um espírito.
Ali na sua frente.
Samurai se espanta.
...
- Não fique assim.
Diz o espírito.
- Vim lhe ajudar.
...
- Ajudar em que?
Pergunta o samurai.
- A tomar uma decisão.
...
- Quem é vc?
- Um espírito protetor.
Samurai fica surpreso.
...
- Porque você não 
Protegeu minha família?
Ele questiona o espírito.
...
- Eles estão bem.
Não sofrem mais.
Estão no infinito.
...
- E como eu fico aqui?
Não tenho nada.
Não tenho ninguém.
...
- Não diga isso.
Eu estou com vc -
Consola o espírito.
...
- Eu me sinto só.
Diz o samurai.
Ele vai pra chuva.
...
Olha o céu -
A água escorre 
Por seu rosto.
...
Espírito vai até ele.
Dá-lhe um abraço.
O samurai agradece.
...
- Agora viva bem.
Faça valer a pena -
Aconselha o espírito.
...
A entidade some.
A chuva pára.
O dia amanhece.
...
Samurai olha o sol.
Respira profundamente.
Ele sente-se melhor.
...
Segue o seu caminho -
Numa colina distante 
A raposa lhe observa.
...
Fim.











terça-feira, 29 de julho de 2025

a dama verde

...
É noite na floresta.
Chove e está frio.
O silêncio se faz presente.
Passos se escutam ao longe.
É de Abel.
Um soldado perdido.
De uma guerra qualquer.
Ele tenta voltar pra casa.
Mas não consegue.
Não lembra o caminho de casa.
Nem como chegou ali.
Ele tá cansado.
E com fome.
Seus pés doem.
Ele andou muito.
De repente, ele se vê numa clareira.
Percebe uma cabana ao longe.
Fumaça saí da chaminé.
Há luz lá dentro.
Ele tenta a sorte.
Bate na porta.
Ela se abre.
A dama verde aparece.
Lhe convida pra entrar.
Ele aceita o convite.
Lhe conta a sua história.
Foi convocado pra guerra.
Atravessou o oceano.
Matou muita gente.
Foi ferido também.
Ele fica triste.
A dama verde lhe consola.
Abel é levado pra um quarto.
Ele toma banho.
Troca de roupa.
Vai pra cozinha.
A dama verde lhe serve.
Bolo e café.
Ele agradece a gentileza.
Ela o convida a passar a noite ali.
Ele aceita.
O sono chega.
Ele sente um aroma de rosa.
Um sentimento de paz o envolve.
Ele fecha os olhos.
O sono lhe abençoa.
O dia amanhece.
A luz do sol desperta abel.
Ele sente-se melhor.
O cheiro de café envolve a cabana.
Ele se veste.
Vai pra cozinha.
A dama verde lhe espera.
Diz que tem uma surpresa pra ele.
Os dois tomam café.
Eles vão até a beira do rio.
Uma jangada o espera.
A dama de despede dele.
Diz que deve seguir em frente.
Abel fala que tem medo.
Não sabe o que esperar.
A dama verde lhe abraça.
"Tudo dará certo".
Ele sente-se mais confiante.
Entra na jangada.
Parte em direção ao Horizonte.
Os pássaros cantam.
O vento sopra suave.
...
O tempo passa.
Tudo é quieto.
O cemitério é vazio.
Chronos continua lá.
Todos já foram.
Parece que foi ontem.
Sua infância feliz.
O seu pai amoroso.
Amor dele por relógio.
Por isso seu nome.
Chronos.
O senhor do tempo.
Ele volta pra casa.
Ambiente é silencioso.
Café ainda está na mesa.
Chronos tenta chorar.
Mas não consegue.
Seu sentimento é embotado.
Ele sente-se esgotado.
Cansaço toma conta dele.
vai dormir.
Para esquecer a dor.
A perda do pai.
A noite cai.
Uma voz chama na escuridão.
Chronos acorda assustado.
Ele toma banho.
Prepara um chá.
Vai pra varanda.
Lembra de um relógio de bolso.
Presente do pai.
Quando ele andou de bicicleta.
Pela primeira vez.
Ele procura por toda casa.
Não encontra nada.
Um vazio lhe toca.
Ele chora em silêncio.
O tempo está mudo.
Seu sentido se perdeu.
As cores sumiram.
O som desapareceu.
Ele folheia um caderno antigo.
É de seu pai.
Imagens de uma floresta surgem.
Chronos se fascina com elas.
Ele percebe uma anotação.
"Lugar onde fui feliz."
Aquilo lhe dá um sentido.
Ele não quer continuar ali.
Quer ir pra floresta.
Algo lhe chama pra lá.
Ele arranja uma mochila.
Fecha a casa.
Leva o caderno consigo.
Sua jornada começa.
A noite cai.
É tempo de inverno.
Surge a chuva.
Ele não se preocupa.
Quer ser abençoado por ela.
A floresta aparece.
Chronos se deixa levar.
Ali é o seu novo lar.
A madrugada vem.
O sol resplandece.
Ele vê algo ao longe.
Um rio ali perto.
Uma jangada se vai.
Alguém nela está.
Ele a contempla em silêncio.
Este alguém olha pra ele.
Em sua direção.
Não diz nada.
Segue o seu destino.
Chronos segue o dele.
Suave passa o tempo.
Ele descansa na relva.
Tudo é harmonia.
Atmosfera ali é mágica.
Parece a realidade.
Mas não é ela.
Tem sua própria lei.
Um cão aparece.
Deita aos seus pés.
Chronos o acaricia.
Ambos dormem placidamente.
Nosso herói acorda.
O cão sumiu.
Ele tenta procurá-lo.
Mas pensa em algo.
Talvez tenha sido uma ilusão.
Ele agradece o conforto.
Segue em frente.
A paisagem é a mesma do livro.
Mas algo é diferente.
Ele não sabe explicar.
Chronos se depara com uma ponte.
Ele hesita e pensa.
Tem medo de altura.
Porém ele quer mudar.
Tem que se arriscar.
Atravessa a ponte.
Chega ao outro lado.
A ponte desaparece.
Chronos fica surpreso.
Uma cabana aparece.
Bem a sua frente.
Há um grande relógio.
No meio de uma fonte.
Ele adora relógios.
Admira a beleza dele.
- Lindo não é?
Diz a dama verde.
Chronos olha pra ela.
- Quem é vc?
Ele pergunta.
- Eu sei o que você quer.
E quem vc é.
Ela responde.
- Então onde está?
- Venha comigo.
Ela o convida.
Eles entram na cabana.
A dama verde lhe serve um chá.
Dentro dele há números.
Formam composições infinitas.
Chronos o saboreia.
O gosto é amargo.
A lembrança é doce.
- Você sabe onde está?
Ele pergunta pra ela.
- Seu pai era um amigo.
A dama responde.
- Eu perdi o seu relógio.
- Ele está comigo.
Ela sai pra cozinha.
O tempo passa.
Chronos sente a solidão.
Tudo é verde.
Esperança e juventude.
A dama verde volta.
Com o relógio na sua mão.
Ela entrega a ele.
Nosso personagem se emociona.
O relógio está parado.
Mas volta funcionar.
Seus olhos brilham.
O tempo voa.
Chronos percebe um piano.
Olha pra ele.
A dama verde vai até lá.
Senta-se e toca.
Ele admira beleza da cena.
A porta se abre.
Ele escuta o som do mar.
Vai pra fora.
Surge uma praia.
Areia branca e brilhante.
Água azul e cristalina.
Espuma branca e quente.
Chronos esquece a dama verde.
O relógio flutua.
Foge de suas mãos.
Se refugia no mar.
Chronos fica calmo.
O tempo descansa em paz.
Ele se deixa levar pelo sol.
...
Uma serenata ao luar.
Música ao longe.
Um incêndio na noite.
Flores se vão no fogo.
Erica não sabe disso.
Ela tá em outro lugar.
Junto com alguém.
A notícia chega.
Ela fica triste.
Isto é sua vida.
O mundo das flores.
Tradição de família.
Sua avó e sua mãe.
Agora ela também.
As coisas acontecem.
Não como queremos.
A vida é como é.
Cansada de tudo.
Assim ela se sente.
Uma viagem Érica faz.
Se desligar de tudo.
Ver o que vai ser.
O que pode fazer.
A lua azul brilha.
O céu é tudo.
A estrada é longa.
O horizonte infinito.
A noite por testemunha.
O vento canta pra ela.
Erica pensa no fogo.
Nas flores mortas.
Ela respira fundo.
Não quer pensar nisto.
Uma voz surge ao longe.
Erica presta atenção.
Há uma canção no ar.
Ela fala de renascimento.
Nossa heroína fica curiosa.
Ela vai investigar.
Encontra dama verde.
Dança nua como a vida.
Canta como rouxinol.
A solidão é sua companhia.
Erica fica fascinada.
Uma energia lhe envolve.
Ela sente-se acolhida.
A dama verde olha pra ela.
Chama-lhe com um gesto.
Erica está hipnotizada.
Se despe de tudo.
Viaja com as folhas de outono.
O mundo lhe pertence.
O sono também.
O fogo termina.
A terra chama.
A natureza floresce.
O seu espírito cresce.
A chuva aparece.
Erica volta da ilusão.
Está no jardim da Babilônia.
Onde tudo são flores.
...
Francis sente falta dele.
Seu amor era tudo.
Sem ele não é nada.
O piano lhe acompanha.
A música não vive.
Tudo foi em vão.
Loucura é tudo isso.
Francis não acredita.
Não quer acreditar.
Foram cinco anos.
Os melhores de sua vida.
Agora já não é mais.
Nem o sol brilha.
O céu é cinza.
A casa lhe sufoca.
O pianista se vai.
Estradas por aí.
É tudo que ele vê.
Nuvens vêm e vão.
As árvores se sucedem.
Tudo é nebuloso.
Francis tem as suas cinzas.
Sua última recordação.
Transformada em pó.
Isto é demais pra ele.
Para na beira de uma estrada.
Agora está frio.
Para combinar com ele.
Com seu espírito gelado.
Francis não pensa.
Entra na floresta.
Tudo é tão verde.
Esmeralda em todo lugar.
Aquilo é um deboche.
Francis imagina isto.
A natureza ri dele.
Corre a toda velocidade.
Quer deixar a tristeza pra trás.
Ele não consegue.
Ela tá dentro dele.
Francis tropeça numa pedra.
Cai e derruba o pó.
Ele não quer levantar.
Quer ficar ali no chão.
Sentir o gosto da derrota.
Que o vazio o leve dali.
Francis quer chorar.
Mas não consegue.
- Levanta daí e vem comigo.
Diz uma voz altiva.
Ele olha pra cima.
É a dama verde.
Ela lhe estende a mão.
Ele não diz nada.
Apenas aceita oferta.
Pega o pote.
Vão embora dali.
Estão na cabana.
Este tão conhecido ambiente.
A dama lhe prepara um chá verde.
Francis aceita bom grado.
- Eu sinto muito por vc.
Fala dama verde.
Ele agradece a gentileza.
- Quem é vc?
Francis pergunta ela.
- Alguém que você precisa.
Ela lhe responde.
- E do que eu preciso?
- Você precisa de música.
Ela o conduz até o piano.
Ele não quer tocar.
- Você precisa fazer isso por ele.
Diz a dama verde.
Ela aponta pra o pote.
Francis entende a situação.
Ele toca pra seu amado.
O ambiente se ilumina.
O pianista fica em paz.
- Agora você precisa deixá-lo ir.
Fala dama verde.
Francis concorda com isso.
A dama o pega pela mão.
Ele pega o pote.
Eles vão pra um lindo jardim.
Lá existe um grande relógio.
Ele não tem ponteiros.
Nem números também.
Apenas símbolos estranhos.
Mesmo assim algo acontece.
O relógio bate 13 horas.
- Já está na hora.
A dama aponta para o Jardim.
Francis entende a frase.
- Adeus meu amor.
Em breve nos encontramos.
Ele espalha as cinzas.
Elas se transformam em gotas.
Orvalho da madrugada.
Que brilha sobre as flores.
A dama verde lhe abraça.
- Agora vá e fique em paz.
Ordena nossa personagem.
Francis lhe agradece.
Entrega-lhe o pote.
Vai embora dali.
Para não mais voltar.
Pelo menos por enquanto.
...
Jaqueline dança na cozinha.
A música termina.
- O que vc achou?
Ela pergunta pra planta.
A flor não sabe o que dizer.
Jaqueline fica com raiva.
Ela quebra um prato.
Senta-se na cadeira.
Não sabe o que fazer.
Ela é escritora.
Sucesso crítico e público.
Era muito inspirada.
Agora não é mais.
Isto é terrível.
Sempre foi o seu sonho.
Famosa pelas letras.
Ganhou vários prêmios.
Já se passaram cinco anos.
Não fez mais nada.
Seu nome está esquecido.
Ela se casou.
Ficou grávida.
Abortou.
Seu marido lhe traiu.
Ela também o traiu.
O casamento acabou.
Só restou o álcool.
E as drogas.
Isto é triste e clichê.
Porém é verdade.
Jaqueline não sabe o que vai ser.
Dela e sua vida.
Já pensou em suicídio.
Várias vezes.
Não tem coragem.
Agora ela pretende ter.
Ir até o fim.
O sono chega.
Ela vai dormir.
Quem sabe amanhã?
Ela acorda desnorteada.
Encontra uma carta na cama.
Ela não entende o que aconteceu.
Abre o envelope.
Apenas uma frase.
"Vá na cabana da floresta".
Jaqueline conhece este lugar.
Já esteve lá com família.
Com amigos também.
Ela decide ir.
Não tem mais nada pra perder.
É tudo ou nada.
Ela vai pra floresta.
A chuva cai.
A noite surge.
A escritora anda a esmo.
Tropeça nas pedras.
Continua sempre em frente.
De repente cai num barranco.
Está escuro ali.
Jaqueline não percebeu.
Ela acaba desmaiando.
Acorda no meio de um vulcão.
Ele tá adormecido.
Ela se espanta.
As paredes são enormes.
Jaqueline girta por ajuda.
Ninguém responde a ela.
Uma luz aparece.
Um portal surge.
Ela não pensa duas vezes.
Corre pra o portal.
Atravessa a fronteira.
Chega numa biblioteca.
Lá tudo é diferente.
No lugar de livros, Pedras.
Não há mesas e cadeiras.
Apenas toras de madeira.
Ela não entende a situação.
Uma porta vermelha se abre.
A dama verde aparece.
- Eu vim lhe ajudar.
- Você mandou a carta?
- Sim.
- O que você quer?
- Aliviar a sua dor.
Jaqueline olha ao seu redor.
- Que pedras são estas?
- Elas são Pedras.
- Como isso pode me ajudar?
- Toque nelas.
Ela toca numa pedra.
A pedra se ilumina.
Se aquece ao seu toque.
Ela fica hipnotizada.
Seus olhos brilham.
Seu corpo levita.
Algo acontece.
Jaqueline desperta longe dali.
Ela tá numa noite de autógrafo.
Há muitas pessoas na fila.
Drinques são servidos.
Ela não entende o que aconteceu.
Porém está feliz.
Aquilo é do que gosta.
Deste tipo de sensação.
Ela vê alguém na fila.
É a dama verde.
Ela tá com um livro.
Jaqueline acena com a cabeça.
A dama corresponde ao ato.
Alguém lhe pede um autógrafo.
Ela aproveita noite.
...
A lua é brilhante.
Sua força é magnética.
Luan tá lá.
Ele é astronauta.
Está numa missão qualquer.
Junto com uma equipe.
Admira a paisagem.
O som do silêncio.
Tudo é tranquilidade.
Eles terminam a missão.
Voltam pra casa.
Dão entrevistas.
Participam de programas.
São homenageados.
Os Dias passam.
Luan se adapta rotina.
Ele mora só.
Já foi casado.
Não deu certo.
Filho não tem.
Sua mãe já morreu.
Com seu pai não fala.
Ambos não se dão bem.
Ele filho único é.
Só a solidão lhe acompanha.
Seu trabalho é tudo.
Está prestes a se aposentar.
Luan fica desiludido.
Sente que não tem mais nada.
Vai beber com amigos.
Encontra alguém.
Passa noite com alguém.
De manhã vão embora.
Ele tá só novamente.
A solidão volta.
Fica um gosto amargo.
O astronauta chora.
O fim de semana chega.
Ele vai pra um hotel fazenda.
Sempre gostou da natureza.
Se recarrega nela.
Vai fazer uma trilha.
Ouve os pássaros.
Admira o riacho.
A brisa lhe acaricia.
Ele olha o céu.
Azul e límpido.
O cheiro dos pinheiros.
Um som atrai sua atenção.
Uma flauta toca ao longe.
Luan segue a melodia.
Ela vem duma cabana.
A música é linda.
Uma neblina envolve o lugar.
Ele não vê o caminho de volta.
Não vê outro jeito.
Decide ficar ali.
Bate na porta.
A música pára.
A dama de verde aparece.
Luan lhe explica situação.
Ela o convida pra entrar.
Um chá é preparado.
Ele pergunta pela música.
Ela diz que é um presente.
A flauta mágica.
Um pianista lhe deu.
A dama volta tocar.
Ele toma chá.
O sono se aproxima.
A lua entra pela janela.
A luz inunda sala.
Luan lembra do espaço.
Pensa na sua vida.
Angústia toma conta dele.
Começa a chorar.
A dama verde lhe consola.
Ele fica sonolento.
Tudo fica quieto.
O astronauta dorme.
Um sonho acontece.
Ele entra num balão.
Junto com a dama verde.
Eles voam além das nuvens.
Se aproximam lua cheia.
O balão pousa lá.
Luan pensa em tocá-la.
Caminhar sobre ela.
Ele olha pra dama.
Ela acena para ele.
Ele caminha pela Lua.
Deita-se no solo.
Finalmente há paz.
...
O estúdio está bagunçado.
Tudo é revirado.
Tintas pelo chão.
Quadros são rasgados.
Ele procura por Nicéia.
Nicéia foge dele.
Um casamento infeliz.
É isso que seria.
A pintora gosta dele.
Mas como amigo.
E não como marido.
Ela rejeita ele.
Ele fica furioso.
E promete mata-la.
Nicéia foge de casa.
Sabe como ele é.
Não vai parar por nada.
Ela aluga uma cabana.
Tenta esfriar a cabeça.
Começa a pintar.
Então Nicéia chora.
- O que aconteceu comigo?
Ela se pergunta.
Está tão triste.
Sua vida não tem sentido.
Antes era perfeita.
Agora tudo desmoronou.
Sua família renegou.
Ela queria uma vida.
Sua família queria outra.
A vida é dela.
Ninguém pode manipula-la.
A dama verde está na tela.
Nicéia a pinta.
Recebeu uma inspiração.
A dama lhe observa do quadro.
A pintora está inconsolável.
Nossa heroína fala com ela.
- Porque você está assim?
Nicéia está tão triste.
Não se espanta com nada.
- Minha vida é uma porcaria.
Não tenho mais vontade de viver.
- Você ainda tem muito que viver.
Nicéia enxuga as lágrimas.
- Quem é vc?
- Eu sou a dama verde.
Ela sai do quadro.
- Eu posso ajudar vc.
- Como?
- Dando a você a vida que deseja.
Você aceita minha ajuda?
- Eu não sei.
- Você tem até amanhã.
- Amanhã para que?
- Para me dar uma resposta.
- Tudo bem então.
Cachorros latem lá fora.
Niceia rixa assustada.
- O que é isso?
- Ele está aqui.
Responde a dama verde.
- Mas não se preocupe.
Ela faz a cabana ficar invisível.
Nicéia fica admirada.
Olha pela janela.
Vê ele de carro.
Procura por ela.
Não vê nada.
Acaba indo embora.
- Como ele veio até aqui?
- Ele conhece vc.
- Eu estou cansada e vou dormir.
- Vá descansar.
Amanhã é um novo dia.
Um novo dia chega.
Nicéia vai até a floresta.
Uma fogueira lhe espera.
A dama verde está lá.
Ela lhe explica situação.
- Você terá que queimar.
Sua nova vida vai chegar.
Nicéia fica perturbada.
A dama lhe consola.
- Não se preocupe.
Tudo ficará bem.
Confie em mim.
A pintora aceita.
Ela se coloca na fogueira.
A dama verde diz um feitiço.
Uma chama azul aparece.
Toma conta de Nicéia.
Ela sente um sono profundo.
Tudo fica azul.
Ela acorda num palco.
Uma multidão olha pra ela.
Inclusive a dama verde.
Nossa heroína levanta-se.
Olha pra dama.
Acena para ela.
Canta uma canção.
Todos lhe aplaudem.
As cortinas fecham.
...
Patrícia não sabe o que fazer.
Sua mãe lhe expulsou casa.
Jogou suas coisas na rua.
- Porque a senhora faz isso?
- Minha casa, minhas regras.
Já é noite.
Patrícia pega suas coisas.
Caminha por aí.
Sem rumo, sem direção.
Está frio agora.
Começa a chover.
Ela está com raiva.
Quer chorar.
Não consegue.
Está cansada para isso.
Ela pára num ponto de ônibus.
Faz um travesseiro seu casaco.
Deita e dorme.
Patrícia acorda numa cabana.
No meio da floresta.
Ela não entende nada.
Como foi parar ali?
Um cheiro chama sua atenção.
Ela vai até a cozinha.
Quem está lá?
Nossa querida dama verde.
- Olá minha querida.
Seja bem-vinda.
- Quem é vc?
- Todos me perguntam isso.
- O que?
- Não é nada.
Sente-se e tome café.
Patrícia olha pra mesa.
Está uma maravilha.
Um verdadeiro banquete.
Ela não lembra quando comeu.
Ela é desconfiada.
- Não tenha medo.
Não vou te fazer mal.
Explica dama verde.
Algo estranho acontece.
Patrícia sente-se segura.
Não sabe porque.
Está cansada para saber.
Senta-se e toma café.
Tudo é delicioso.
De repente, vem uma tristeza.
Seu peito aperta.
Patrícia começa a chorar.
Ela olha pra dama de verde.
Fica envergonhada.
- Não tenha vergonha. Desabafe.
Fará bem pra vc.
As duas se abraçam.
Um tempo se passa.
Patrícia está na varanda.
Olha pra natureza.
É uma floresta linda.
Serena e tranquila.
Ela sente-se acolhida.
A dama verde aparece.
- Você quer falar comigo?
Pergunta personagem.
Patrícia olha o horizonte.
Ela diz tudo.
A indiferença da mãe.
Falta de apoio.
Morte do pai.
A piora da relação das duas.
O seu relacionamento lésbico.
A descoberta do caso.
A recusa da mãe.
A expulsão de casa.
- Onde está sua namorada?
- Ela viajou a trabalho.
- Ela sabe disso?
- Sim.
- Porque não fica com ela?
- Ela mora com os pais.
- Eles não sabem dela?
- Não. É uma família religiosa.
- Compreendo.
- É uma questão complicada.
Não quero estragar a vida dela.
- Entendo seu ponto de vista.
- Como vim parar aqui?
- Isto não tem explicação.
Apenas vc está aqui.
- Eu não sei o que fazer.
- Então não faça nada.
Deixe o fluxo te levar.
Tudo será resolvido.
- Obrigada por me ajudar.
- Esta é a minha natureza.
Agora descansa.
Tudo vai ficar bem.
Patrícia ouve os pássaros.
Ela fecha os olhos.
Escuta o som da água.
Ao acordar, está em outro lugar.
Com a sua namorada.
Ela fica desorientada.
Olha pra seu amor.
Abraça ela bem forte.
- O que aconteceu, Patrícia?
Você estava sonhando.
Começou a chorar.
As duas se entreolham.
- Então foi tudo um sonho?
Ela ri de contentamento.
Namorada beija ela.
- Vou preparar o café.
- Tá bom amor.
Elas se beijam.
Sua namorada sai.
Patrícia fica pensativa.
"O que está acontecendo?"
Ela olha janela.
Um pássaro verde pousa nela.
Ela sente o cheiro da cabana.
Entende o que aconteceu.
Sorri pro passarinho.
Murmura um agradecimento.
O pássaro voa.
Sol brilha lá fora.
...
Thalia canta uma música.
Sua melodia é triste.
Ela olha pra um salgueiro.
O vento toca sua face.
Uma lágrima cai.
Ela está pensativa.
O olimpo não lhe pertence mais.
A musa foi expulsa de lá.
Tudo por causa da comédia.
Ela inspirou uma peça teatral.
Dionísio se meteu no meio.
Os atores beberam demais.
Eles ridicularizaram zeus.
O rei dos deuses soube disto.
Ele culpou Thalia.
Agora ela está aqui.
No bosque da dama verde.
As duas se encontram.
- Olá dama verde.
Há quanto tempo.
- Pois é. O que você faz aqui?
- Eu fui expulsa do Olimpo.
- Porque?
- Armação de Dionísio.
Ele tem inveja de mim.
- Compreendo.
- Você pode me ajudar?
- Como?
- Falando com zeus.
- Você sabe como ele é.
- Eu sei sim.
- Pois é.
- Ajude-me por favor.
A Dama verde pensa um pouco.
- Muito bem. Eu falo com ele.
Só tem uma condição.
- E qual é?
- Conte uma história absurda.
- Certo então vamos lá.
Um galo canta no telhado.
O vento brinca com ele.
O jogo começa.
O fogo ri dele.
O galinheiro pega fogo.
Sua família morreu.
O galo fica triste.
O grilo parece.
- Eu posso ajudar vc.
- Como?
- Eu trago sua família de volta.
- De que jeito?
- Traga 3 objetos para mim.
- Que objetos?
- Tinta, papel e caneta.
O galo sai pelo mundo.
Ele encontra uma casa.
Vê papéis pela janela.
Entra pela chaminé.
Um gato dorme.
Ele pega os papéis.
Tropeça numa cadeira.
O gato acorda.
Persegue o galo.
Ele foge pela chaminé.
Depois encontra uma carroça.
Abandonada na estrada.
Ele vê um pote de tinta.
Só tem um porém.
Uma cobra está envolta dela.
O galo tenta pegar o pote.
A cobra desperta.
Se enrosca nele.
Ele bica a cobra.
Ela se solta.
Foge dali.
O galo pega tinta.
Vai embora também.
Um tempo passa.
Ele dorme numa loja.
Ela está fechada.
Ao acordar vê um rato.
O rato carrega uma caneta.
O galo briga com ele.
Consegue pegar a caneta.
Também foge dali.
Ele encontra o grilo.
Dá-lhe os objetos.
O grilo começa a escrever.
Uma surpresa acontece.
- Que surpresa?
Pergunta Thalia.
- Olha ao seu redor.
Diz a dama verde.
A musa está no Olimpo.
- Como isso aconteceu?
Questiona ela.
- É um mistério.
Fala dama de verde.
Thalia agradece a ela.
Nossa heroína vai embora.

Fim.









terça-feira, 17 de junho de 2025

arrebatados

Capítulo 1

Quando todos viviam sua vida normalmente, eis que uma trombeta poderosa se faz ouvir em todo mundo.
E depois deste som, muita gente desaparece sem deixar rastro.
Quase a metade população planeta sumiu em menos de 5 minutos.
Os que ficaram, entraram em desespero. 
Houve uma verdadeira histeria coletiva e, principalmente, religiosa.
procuraram pelos desaparecidos por 5 anos.
Este fenômeno ficou conhecido como arrebatamento.
E os desaparecidos, Como os arrebatados.

Capítulo 2

5 anos depois do ocorrido.
Débora é uma escritora.
Ela folheia seus livros antigos.
Lê algumas críticas sobre eles.
Hoje é seu aniversário.
Mas ela não está bem.
Sente falta de Pina, sua esposa.
Ela é uma das arrebatadas.
A campainha toca.
Ela vai atender.
É Pepe, seu vizinho italiano.
Ele traz uma pizza de queijo.
A preferida de Débora.
Ele dá os parabéns.
E um abraço.
Débora agradece a gentileza.
E eles vão comer a pizza.

Capítulo 3

Nicolas briga com Derek, seu filho.
Ele voltou a beber.
Ele tem este problema.
E desde que sua irmã sumiu, isso só piorou.
Os dois discutem.
E Derek vai para rua.
A filha de Nikolas também foi arrebatada.
E Nicolas tenta viver da melhor maneira possível com este fato.
Ele liga para Débora.
Eles se conhecem há anos.
Nicolas é editor dela.
E a parabeniza pelo aniversário.
Depois disso, ele deita na cama.
E olha pro teto.
Fica sem saber o que fazer.
Então, ele decide dar uma volta.
E fazer uma caminhada.
Nicolas vai para o parque.
Lá ele encontra Rômulo, um amigo que é policial e tem um irmão arrebatado.
Os dois conversam.
Cada um fala de seus problemas.
Eles vão beber alguma coisa.

Capítulo 4 

Derek vai para casa de Luke que é seu namorado.
Luke percebe que ele está bêbado.
E tenta conversar com ele.
Derek fica arredio.
"Já não basta o que escuto em casa e agora vem você também?"
"Tudo bem. Eu não quero brigar. Só quero seu bem."
Luke conversa com ele.
E o convence a tomar banho.
Está frio agora.
Luke o agasalha bem.
Lhe dá um café.
E deita na cama com ele.
Os dois cochilam.
Enquanto isso, chove lá fora.

Capítulo 5

Ao mesmo tempo, concórdia, a mãe de Luke, está no teatro municipal.
Ela vê o ensaio dum grupo de balé.
Ela já foi bailarina.
Mas agora está aposentada.
Enquanto eles ensaiam, concórdia imagina o tempo que ela teve como bailarina, se vê dançando naquele palco.
O celular toca.
Ela atende.
Luke explica situação.
Ela vai para casa.
Lá, ela vê o estado de Derek.
Ele dorme profundamente.
Concórdia pergunta se é esta vida que Luke quer para ele.
O filho diz que tem esperança que Derek mude.
Sua mãe fica resignada.
E vai preparar um chá.

Capítulo 6

Pepe vai passear pelo parque.
Ele pensa em Débora.
Já tentou várias vezes dizer a ela que a ama, mas ele sabe que Débora ainda pensa em pina.
E sabe que neste jogo não tem como ganhar a partida.
Durante a caminhada, ele é picado por uma abelha mágica.
E então desmaia.
Ele se vê numa estufa de cristal prateado, rodeado de vários tipos de flores luminosas.
E pina aparece para ele.
Ele pergunta onde ela está.
Ela fala que está num lugar ensolarado.
E que em breve voltará.
Quando ele tenta perguntar quando, acaba adormecendo.
E acorda no meio da chuva.
Ele vai para casa.
Toma um banho.
Prepara um café.
E pensa no acontecimento.

Capítulo 7

Maurício é um músico e amigo da Débora.
Ele a procura para um projeto.
Quer escrever uma peça musical.
E Débora escreverá as letras.
Ela pensa um pouco e aceita.
Eles saem para jantar.
Débora sente-se triste.
Maurício pergunta porque.
Ele fala que sente falta de Pina.
Maurício tenta consolar ela.
Mas não consegue.
Ela quer ir para casa.
Maurício a leva.
Os dois se despedem.
Maurício vai embora.
Débora se prepara para dormir.
O telefone toca.
Ela atende.
É Pepe que diz que precisa conversar com ela.
E eles marcam um encontro para o dia seguinte.

Capítulo 8

No outro dia, Pepe espera Débora num jardim japonês perto do centro.
Ela chega e o cumprimenta.
Débora pergunta o que ele quer.
Mas quando Pepe começa a falar, um vento forte sopra sobre eles.
E Pepe é arrastado até bater com a cabeça numa pedra.
Ele fica desacordado.
Débora o leva para o hospital.
Ela liga para Nicolas.
E pede sua ajuda.
Ele chega no hospital.
Pergunta o que aconteceu.
Débora explica situação.
Uma hora se passa.
O médico aparece.
Débora pergunta como Pepe está.
O médico fala que ele acordou.
Mas está cego.
Débora e Nicolas ficam surpresos.

Capítulo 9

Derek Caminha pela floresta.
Ele não trabalha.
Pois é sustentado pelo seu pai.
Ele gosta de natureza.
Aproveita para tentar escapar um pouco de seu vício.
Até que ele se depara com uma cabana no meio da floresta.
Ele tem certeza que aquela cabana não existe.
Pois ele passou por aquele lugar várias vezes antes.
A curiosidade se apodera dele.
E decide ir até lá.
Para ver quem mora neste lugar.
Antes de bater na porta, a mesma se abre sozinha.
E ele vê um gato branco no corredor.
O gato mia em sua direção.
E sobe uma escada.
Nosso personagem entra.
Chama por alguém.
Mas ninguém atende.
Derek decide seguir o gato.
Pois ele gosta de gatos.
E ao chegar no andar de cima, ele vê uma porta vermelha fechada.
Está porta também se abre misteriosamente sozinha.
O gato entra no quarto.
Derek pensa por um momento em voltar pra floresta.
Mas sua vida é entediante.
E ele encontra nesta situação um momento prazeroso.
E segue em frente.
Ele entra no quarto.
E vê uma imagem surreal.

Capítulo 10

Ele vê Luke na cama com seu pai.
Os dois se assustam.
Derek sai da cabana.
Nicolas tenta alcançar o filho.
Mas não consegue.
Ele volta para cabana.
Luke pergunta o que vão fazer.
Nicolas diz que não sabe.
Precisa pensar no assunto.
Eles se vestem.
E vão embora dali.
Enquanto isso, concórdia vai para estreia do espetáculo de bale.
Ela fica deslumbrada com apresentação.
E quando sai do teatro, uma coisa estranha acontece.
Do outro lado da calçada, um clone seu lhe observa ao longe.
Concórdia fica intrigada com aquilo.
E resolve ir atrás do seu clone.
Só que ela fica desnorteada.
E acaba sendo atropelada.
Ela então é levada para o mesmo hospital onde Pepe está.

Capítulo 11

Nicolas chega em casa e vê o filho bêbado.
Derek pergunta porque eles fizeram isso com ele.
Nicolas tenta se explicar.
Mas Derek dá um tapa na cara dele e sai.
Nicolas tenta impedi-lo.
Mas não consegue.
Derek vai para pra casa de Luke.
Lá os dois brigam.
Derek saca uma arma.
E atira em Luke.
Então ele morre.
Derek se arrepende que fez.
Tenta ajudar Luke.
Mas já é tarde demais.
Ele pega arma.
E atira na cabeça.
Enquanto isso Nicolas liga pra o celular filho.
Mas ele não atende.
Ele também liga para Luke.
Ocorre a mesma coisa.
Ele vai na casa de Luke.
Ao chegar lá ele tem uma surpresa.
Encontra o corpo dos dois.
E junto deles, uma roseira crescendo bem no meio da sala.
Nicolas se desespera.
E chama polícia.

Capítulo 12

Passam-se algumas semanas.
Pepe sai hospital.
E volta para casa.
Débora cuida dele.
Pepe continua cego.
Ela pergunta para ele o que queria falar com ela no dia acidente.
Pepe tenta desconversar.
Diz que ela não acreditará.
Mas ela insiste.
Ele revela o seu sonho com Pina.
Débora fica pasma.
Não sabe o que pensar.
Ultimamente ela está em choque.
Tanto pelo que aconteceu com Pepe quanto pelo que aconteceu com Nicolas e seu filho.
Pepe pergunta o que ela acha disso.
Ela diz que não sabe o que pensar.
Precisa de um tempo.
Ela vai fazer um chá pra ambos.
Pepe diz que prefere café.
Débora vai fazer o café.
Na cozinha, Débora liga para Nicolas.
Pergunta como ele tá.
Ele diz que vai indo.
Ainda não acredita no que aconteceu.
Débora o consola.
Ele agradece.
Diz que precisa ir.
Pois tem que ir fazer uma entrevista com o detetive.
Ele desliga o celular.
E vai a delegacia.

Capítulo 13

Na delegacia, Rômulo,o detetive, interroga Nicolas.
Ele diz mesma coisa.
Que o filho bebia.
Brigou com o namorado.
E fez o que fez.
O detetive pergunta se é só isso.
Nicolas confirma que sim.
Rômulo não crê nisso totalmente.
A vergonha de Nicolas o impede de contar toda verdade.
Por enquanto, Rômulo se dá por satisfeito e dispensa o editor.
Nicolas vai embora.
O telefone toca.
Rômulo atende.
Quem liga para ele é Suzie, uma amiga dele que o chama para almoçar.
Ela é advogada e tem câncer.
Rômulo aceita o convite.
E se encontra com ela no restaurante.
O detetive pergunta como ela está.
Suzie diz que está melhor.
O tratamento está indo bem.
Rômulo fica feliz por ela.
Os dois conversam.
Rômulo diz que nesta data fazem exatamente 5 anos que o seu irmão foi arrebatado.
Suzie se solidariza com ele.
E lhe dá um beijo.
Rômulo olha de forma carinhosa para ela.
A tarde passa.
E a vida continua.
A nossa história também.

Capítulo 14 

Débora está escrevendo um artigo para uma revista local enquanto a tv está ligada.
De repente, ocorre uma notícia que alguns arrebatados estão voltando para casa ao redor do mundo.
Débora olha para TV de forma incrédula.
Ela pensa no que Pepe disse.
Quando a campainha sua casa toca.
Ela vai atender.
E se depara com Pina bem na sua frente.
Ela fica confusa e emocionada.
Não diz nada.
Dá um abraço forte em pina.
Pina pergunta o que aconteceu.
Débora pergunta se ela não lembra de nada.
Pina fica sem entender o que ocorreu.
Débora explica situação.
E a sua mulher diz que não lembra de nada e que não foi a lugar nenhum.
Enquanto isso, Rômulo recebe uma notificação de celular sobre a notícia dos arrebatados.
E pensa que talvez seu irmão possa voltar também.
Ele liga tv para ver a notícia.
Vê a história de pina.
E decide procurá-la para tentar encontrar alguma coisa sobre o seu irmão.

Capítulo 15

Débora apresenta pina a Pepe.
Ela lhe conta sobre a visão de Pepe.
Pina fica interessada.
Diz que nunca viu ele antes.
Débora o conhece a 3 anos.
Pepe veio da Itália.
E explica isso para ela.
Pina pergunta o que aconteceu com a visão dele.
Débora também explica isso.
Pina fica pensativa.
Pepe a questiona sobre estes 5 anos. E onde ela esteve.
Pina diz que não lembra de nada.
É como se o tempo não tivesse passado para ela.
Alguém bate na porta.
Débora vai atender.
Rômulo se apresenta.
Fala que quer conversar com pina.
Ele explica situação de seu irmão.
Pina se prontifica a ajudá-lo.
Mas conta mesma história.
Rômulo fica decepcionado e triste.
Agradece a gentileza.
Lhe dá um cartão.
Se ela lembrar de algo.
Pode ligar pra ele.
E vai embora.

Capítulo 16

Nós agora somos transportados para o cenário de um cemitério.
Lá, estão enterrados Luke e Derek.
Concórdia deposita flores no túmulo do seu filho.
Nicolas aparece lá.
Deposita uma rosa para Luke.
Concórdia agradece o gesto.
Nicolas diz que precisa conversar com ela.
E a convida para um chá em sua casa.
Concórdia aceita.
No dia marcado, lá está ela na casa dele.
Então, sem mais rodeios, Nicolas conta a verdadeira história daquele momento a ela.
Ele se apaixonou por Luke.
Luke também gostou dele.
Ambos tiveram um caso.
Até Derek descobrir tudo.
E o resto vocês sabem.
Concórdia fica calada.
Não sabe o que dizer.
Nicolas fala que não espera o seu perdão.
Ele contou tudo isso para tirar um peso de suas costas.
Se pudesse, voltaria no tempo.
Mudaria sua atitude.
Mas não adianta pensar assim.
O que passou já foi.
Concórdia continua calada.
Nicolas pergunta se ela não vai dizer nada.
Concórdia olha para ele com expressão neutra.
Agradece o convite.
E vai embora.
Nicolas fica intrigado com esta reação dela.
Ao chegar em casa, concórdia vai pro quarto do filho.
Olha as fotos dele.
E começa a chorar.
De repente, ela ouve passos na escada, e sua cópia entra no quarto.
Seu clone fala para ela não ter medo. Só quer ajudá-la.
Concórdia fica apreensiva no começo.
Mas, depois, o medo dá lugar a tristeza, e concórdia a abraça.
O seu doppelganger a consola.
"Eu sei porque você está assim. É por causa dele, não é? Se você quiser, eu posso fazê-lo pagar por isso tudo. O que você acha?"
Concórdia nega com a cabeça.
E vai pro seu quarto.

Capítulo 17

Enquanto isso, Débora tenta recuperar os 5 anos perdidos com Pina. Elas saem para muitos lugares.
E convidam Nicolas para jantar.
Além de Pepe, é claro.
Mas o italiano não está contente com isso.
Ele gosta de Débora.
E pina está na parada.
Ele não quer odiar a sua rival.
Mas este sentimento cada dia mais toma conta dele.
O jantar transcorre normalmente.
Pepe tenta ser o mais neutro possível.
Até que, de repente, todos se sentem sonolentos com o vinho.
E pegam no sono.

Capítulo 17

Quando eles acordam, todos estão amarrados na cadeira.
Débora pergunta o que é isso.
Pepe está de pé.
E segura um livro.
Ele olha fixamente para cada um deles.
E diz que tentou tudo para conquista-la, mas não deu.
Agora é hora de tomar outra atitude.
Pina pergunta se ele voltou a enxergar.
Ele diz que sim e já faz algum tempo.
Nicolas pergunta o que ele vai fazer.
Pepe diz que dará a cada um seu destino, conforme o livro mágico.
Ele abre o livro, e lê que para pina está reservado o destino da seda.
Débora pede para ele não fazer isso.
Pina, então começa a se contorcer e vira um grande tecido de seda branca.
Débora grita, chora e xinga ele.
Pepe abre outra página ao acaso e lê que o destino de Nicolas é o do pássaro.
Nicolas se contrai e vira um beija flor, que vai embora.
Pepe lê outra página.
Fecha o livro.
Olha para Débora.
Ela diz que ele vai pagar por isso.
Ele fala que o destino dela é se transformar numa borboleta.
Débora desmaia.
E seu corpo é envolto numa luz.
E uma borboleta voa ao seu redor.
E sai pela janela.
Pepe joga o livro no chão.
Olha a sala vazia.
E vai embora.
O livro some.

Capítulo 18

Concórdia está deitada.
Mas não consegue dormir.
Ela pensa no filho.
O telefone toca.
É Rômulo.
Ele avisa que Nicolas desapareceu.
E quer falar com ela.
No outro dia, ela vai a delegacia.
Rômulo pergunta se ela sabe alguma coisa a respeito do desaparecimento de Nicolas.
Ela diz que não.
Ele fala que recebeu uma ligacão da editora, informando que Nicolas não aparece no trabalho há 3 dias.
Concórdia pergunta o que tem a ver com isso.
Rômulo diz que Nicolas o procurou.
E contou toda história.
Inclusive, o seu encontro com ela.
Ela diz que não fez nada.
Na noite do desaparecimento, estava em casa.
Rômulo toma seu depoimento.
E diz que ela não saia da cidade.
Até isso se resolver.
Concórdia volta para casa.
Ela está deprimida.
E não vê mais sentido em nada.
A sua outra versão aparece.
E diz que pode ajudá-la.
Fazê-la desaparecer.
E esquecer tudo isso.
Concórdia olha para ela.
Pensa um momento.
E aceita a proposta.
A outra coloca o lago dos cisnes para tocar.
Elas dançam balé.
As duas se abraçam.
E tudo está terminado.

Capítulo 19

Pepe pega um ônibus.
Ele sai por aí sem destino.
E para no parque da cidade.
Ele caminha entre as árvores.
Escuta os passarinhos.
Ele pensa no que aconteceu.
E uma frase vem a sua cabeça.
"Porque você me obrigou a fazer isso?"
Ele tenta chorar.
Mas não consegue.
Já foi longe demais.
E não têm como voltar.
A noite cai.
Começa a chover.
Ele entra numa caverna.
E olha escuridao.
Ele procura sentir algo.
Mas está vazio.
Ele olha pro céu.
E só pede que aquele dia acabe.
Ele se deita no chão frio.
Fecha os olhos.
E o abismo se fecha ao seu redor.

Capítulo 20 

Suzie recebe uma notícia ruim.
Seu câncer não melhorou.
Ele progrediu.
Ela só tem 6 meses de vida.
No máximo.
Ela não se desespera.
Só agradece o tempo que teve.
E quer aproveitar o que lhe resta.
Ela conta isto para Rômulo.
Ele a abraça.
Ela lhe pede um favor.
Quer ficar uma noite com ele.
Ele aceita.
Os dois transam.
3 semanas passam.
Eles vão a um conserto.
Maurício criou um show de orquestra em homenagem a Débora.
A noite é inesquecível.
O show é magnífico.
Suzie sente-se segura com Rômulo.
Ele está conectado no momento presente.
A vida continua.

Fim.