sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Austrália

O sonho de Hércules é visitar a Austrália.
Mas ele é um menino pobre.
Sua família mora na periferia.
Seus amigos lhe perguntam.
- porquê a Austrália?
- porque eu gosto.
A resposta é simples assim.
Ele é um menino simples.
Seu quarto tem muito poster.
Todos da Austrália.
Imagens lindas.
Praias deslumbrantes.
Seus olhos brilham.
Sua imaginação voa.
Ele anda de skate pela rua.
Está quase de noite.
Ele se encontra com Heitor.
Ele é seu melhor amigo.
Os dois gostam de skate.
Hércules compartilha seu sonho com ele.
E quer levá-lo pra Austrália.
- porque você quer ir pra lá?
- porque meu pai gostava de lá.
(O pai de Hércules morreu)
- entendi.
- ele sempre via vídeos de lá.
Era seu sonho conhecer um dia.
Hércules olha pra o horizonte.
Seu olhar é triste.
Heitor bate no ombro dele.
- não fica assim, vamos embora.
Já é tarde.
Eles vão embora.
E o sonho o acompanha.
Por onde quer que vá.

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

um dia assim

Numa tarde abafada, a chuva começou a cair.
Eu estou na janela.
E vejo tudo acontecer.
Ele passa em frente a minha casa.
Com seu guarda chuva amarelo.
Léo é encantador.
Seu sorriso é radiante.
Ele olha pra mim.
E o sol se ilumina dentro de mim.
Eu faço um café.
Sento no sofá.
E aprecio o aroma da vida.
Ouço a chuva tamborilar no teto.
E penso em tanta coisa.
Etapas de minha vida.
Lembro de minha mãe.
De sua agonia.
A doença que lhe levou.
Mas eu não quero ser melancólico.
Isto não serve pra nada.
Lembrar, sim.
Ficar preso ao passado, não.
Ainda tem o meu pai.
Não nos damos bem.
Não sei porque.
É um mistério pra mim.
Coisas da vida.
Ele mora longe.
Eu moro aqui.
Hoje me deu vontade de nadar.
Começa a chover.
Eu não me importo.
Vou pra praia.
Vento é forte.
Céu está escuro.
Água é agitada.
Eu entro nela.
Estou seguro disso.
Nado com cuidado.
Me sinto em paz.
Gotas de chuva caem no meu rosto.
Me sinto tranquilo.
Praia é deserta.
Depois de um tempo, saio d'água.
Sento na areia molhada.
Ouço som das ondas.
Contemplo minha solidão.
Olho horizonte infinito.
Agradeço pela vida.
Vou pra casa.
Tomo um banho quente.
Faço um café.
Me deito na cama.
Tudo é silêncio.
Exceto pela melodia chuvosa.
A colcha me esquenta.
Eu fico sonolento.
O sono me visita.
Já é outro dia.
Hoje quero sair.
Ir numa pizzaria.
Eu quero ir com Léo.
Ele aceita o convite.
Encontro ele em casa.
Ele mora só.
E eu também.
Vamos pra pizzaria.
Está muito animado.
Muita gente alegre.
Percebi Léo triste.
- o que você tem?
- não é nada.
- você tem certeza?
- eu tenho sim.
- tudo bem então.
Nós pedimos a pizza.
Eu adoro 4 queijos.
Ele ama portuguesa.
Então nós comemos.
Dançamos um pouco.
Já é madrugada.
Nós vamos embora.
Chamo ele pra dormir lá em casa.
Ele então aceita.
Nós chegamos em casa.
Bebemos umas cervejas.
Conversamos um pouco.
E nos beijamos.
E fazemos amor.
Vamos pra cama.
Sono não chega.
Nós continuamos acordados.
De repente, ele chora.
Eu pergunto o que é.
Seu avô está doente.
Eu abraço ele 
- me desculpa por isso.
- porque?
- não queria estragar essa noite.
- você não estragou nada.
- obrigado pelo carinho.
nós nos abraçamos.
E vamos dormir.
Alguns dias depois.
Uma notícia triste.
O avô de Léo morreu.
Vou com ele ao enterro.
Esta tarde é quente.
Calor é sufocante.
Algo estranho aconteceu.
Caixão transborda d'água.
Terra fica encharcada.
Todos olham isto.
Ninguém parece se importar.
Ele é enterrado.
Todos vão pra casa.
Eu fico com Léo.
Nós vamos pra sorveteria.
Compramos um sorvete.
Matamos o tempo.
Leo olha pro nada.
Eu tento anima-lo.
Ele dá um sorriso amarelo.
Nós vemos pra casa.
A noite cai.
A chuva começa.
O clima muda.
Ele dorme comigo.
Eu leio um pouco.
Para me distrair.
Pensamentos me atormentam.
Me desvio deles 
Minha barriga ronca.
Estou com fome.
Vou na cozinha.
Preparo um sanduíche.
Um copo de leite.
E me satisfaço.
Então vou dormir.
Alguns dias depois.
Eu vou à academia.
Treino um pouco.
Dou em cima do treinador.
Ele finge não entender.
Eu sei que isso não é bom.
Eu amo Léo.
Mas faz parte de mim.
Não me julguem.
Vou tentar melhor.
Volto pra casa.
Tomo um banho.
Assistir um filme.
E eu relaxo.
O telefone toca.
É minha madrasta.
Nós conversamos um pouco.
Eu pergunto por meu pai.
Ele tá bem, ela fala.
Que bom então.
Fico mais aliviado.
Ela pergunta quando vou lá.
Eu não sei.
Quando eu for, aviso.
Ela desliga o celular.
Eu penso no assunto.
Então me masturbo.
Para relaxar um pouco.
Eu vou trabalhar.
Dia é corrido.
A noite chega.
Começou a chover.
De repente, tenho uma ideia.
Vou fazer uma caminhada.
Sair pela floresta.
O vento é forte.
O clima é bom.
Floresta é imensa.
Caminho sozinho.
Vegetação é verde.
Sensação de liberdade.
Não penso em nada.
Só estou aqui e agora.
Árvores tão imensas.
Flores tão belas.
Nenhum animal a vista.
Silêncio é absoluto.
Me deparo com uma cabana.
Ela tá abandonada.
Eu entro nela.
Está relativamente conservada.
Chamo por alguém.
E ninguém aparece.
Acendo o fogão.
Coloco água no fogo.
Faço um café.
Vou pra varanda.
Me sento num banco de madeira.
Observo a paisagem.
Me sinto confortável.
Uma sensação serena.
A chuva pára.
Eu vou embora.
Volto pra casa.
Hoje é domingo.
Estou de folga.
Vou a praça.
Estou com Léo e sua sobrinha.
Ela brinca com bolha de sabão.
E nós conversamos.
Clima é quente.
Sol está radiante.
depois vamos embora.
começa a chover.
léo leva sua sobrinha em casa.
depois ele vai para minha.
lá nós transamos.
eu conto á ele sobre o treinador.
ele se senta na cama.
olha para janela.
chuva bate no vidro.
- voce nao vai dizer nada?
- eu sei o que acontece entre nós.
- e o que acontece?
- é só diversao e nada mais.
ele levanta e veste a roupa.
- para onde voce vai?
- eu vou embora.
- a chuva nao passou.
- nao tem problema.
ele me dá un beijo.
e vai embora.
sei que ele ficou chateado.
nao sei o que fazer.
eu tenho que mudar.
Uma sombra paira sobre mim.
Eu recebo uma má notícia.
Léo está morto.
Acidente de carro.
Eu fico em choque.
Não consigo falar nada.
Vou ao enterro.
Família está abalada 
Eu cumprimento seus pais.
Então vou embora.
Alguns dias se passam.
Fico pensando nisso.
Eu me desespero.
E tomo um porre.
Fico bêbado e desmaio.
Acordo no outro dia.
Cenário é estranho.
Estou numa sala azul.
Sofás e cortinas azuis.
Um gato aparece.
Ele se deita no sofá.
Eu tento falar e me mexer.
Mas não consigo.
Ele vem pro meu colo.
E olha para mim.
Eu vejo ele.
O gato fala comigo.
Não se preocupe.
Leo está bem.
Ele me pediu pra te avisar.
O gato vai embora.
Então eu durmo.
Acordo na minha casa.
1 mês depois.
Alguém bate na porta.
Eu atendo.
É uma cigana.
- preciso falar com vc.
- quem é você?
- meu nome é Brenda.
- o que você quer?
- preciso ler sua sorte.
- porque?
- sua energia me chamou.
- o que?
- não interessa.
- eu não acredito nisso.
- mas eu sim.
Ela pega minha mão.
A observa por um bom tempo.
Eu tento recuar.
Mas não consigo.
Uma energia me paralisa.
Então ele fala.
- isto é incrível.
- o que é incrível?
- sua história não termina aqui.
- como assim?
- o show deve continuar.
Ela não diz mais nada.
E vai embora.
Eu fico atônito.
Só tenho uma coisa pra dizer.
Isto é tudo, pessoal.


sábado, 11 de janeiro de 2025

a gatinha Marie

Capítulo 1

Era uma vez uma gatinha chamada Marie.
Ela tinha o pelo branco como a neve.
E os olhos azuis como um dia ensolarado de ceu azul.
Ela vivia com a sua dona, que se chamava Maria.
Dona Maria era uma mulher apaixonada por animais.
E a gatinha Marie era menina dos seus olhos.
Mas um dia, Marie quis passear e foi parar num jardim em frente a sua casa.
Estava lá ela toda contente, brincando com as folhas quando, de repente, ela viu um esquilo apressado correndo pelo jardim, com um livro.

Capítulo 2

A gatinha Marie foi atrás do esquilo, e viu que ele subia numa pequena escada de madeira até entrar num buraco feito no meio do tronco da árvore.
Sem pensar em nada, Marie também subiu a escada de madeira, e quando chegou no buraco, ao entrar, ela se deparou com um lugar escuro.
Ela tropeçou em algo pelo chão e ficou temerosa (será que havia animais ali prontos pra devora-la?)
Até que ela viu uma luz no fim do túnel, e passou pelo portal.
O que ela viu foi algo inacreditável.
Uma grande biblioteca, com estantes por todos os lados, repletos de livros, num salão enorme.
No meio daquele salão, ela vê uma poltrona confortável e uma pequena mesinha ao lado.
Ela senta-se na poltrona.
Vê que na mesa há uma xícara de café, um prato com cookies, e um livro aberto.
Ela pega o livro e lê o título (a história de minha vida).
Ela toma café.
E come um cookie.
Marie folheia as páginas do livro.
Está todo em branco.
Uma porta ao longe se abre.
E uma raposa aparece.

Capítulo 3

A raposa cumprimenta a gata.
- Olá minha cara. O que você faz aqui?
- Olá senhor raposa. Eu segui um esquilo com um livro pelo jardim e vim parar aqui.
- Hum. Que interessante. O esquilo vai fazer uma leitura pra o rei leão.
- Uma leitura pra o rei leão?
- Sim. O nosso rei gosta de livros.
- Cada vez mais curioso.
- Pois é. Eu também gostaria de ir pra esta leitura, mas eu não posso.
- E porque você não pode?
- Meus filhotes estão doentes.
- Pobrezinhos. O que eles tem?
- Estão com dor de dente e não tenho com quem deixá-los.
- E a mãe deles?
- Ela morreu num incêndio florestal.
- Tadinhos. Eu posso ficar com eles pra você.
- Tem certeza? Eu não quero atrapalhar.
- Não me atrapalha.
- Então venha comigo.
Neste momento, a raposa lança um olhar malicioso para gatinha, mas ela não percebe.
Os dois seguem pela floresta.

Capítulo 4

Ao chegar perto Duma fazenda abandonada, ela entra num celeiro escuro.
- eu não vejo nada.
Os olhos da raposa cintilam.
- mas é claro que não, sua estúpida. Não tem ninguém aqui.
- o que?
A porta do celeiro se fecha.
A gatinha Marie grita.
- me tira daqui.
- sinto muito minha querida. Hoje a noite, você vai ser o meu jantar.
A raposa dá uma gargalhada vilanesca.
E sai dali.
Nossa heroína se vê em apuros.
- meu deus, o que eu faço agora?
Ela tentou percorrer o celeiro pra achar uma saída.
Mas tudo é escuro.
Ela não viu nada.
De repente, ela escuta passos do lado de fora.
- socorro, por favor. Alguém me ajuda.
Uma sombra para diante da porta.
- quem é você?
- meu nome é Marie. Eu fui presa aqui por uma raposa. Ela quer me devorar.
A porta se abre.
Ela vê um cão.
- olá gatinha. Meu nome é Kiko.
- olá Kiko. Eu preciso sair daqui. Antes que a raposa volte.
- aquela raposa não tem jeito. Ela já fez isso várias vezes. Nunca aprende. Para onde vc vai?
- eu estava seguindo um esquilo com um livro. Ele ia fazer uma leitura pra o rei leão.
- ah. Entendi. Então venha comigo. Eu te levo até ele.
- obrigada.
Eles saem dali.
E começa a chover.

Capítulo 5

Kiko e Marie param perto de uma caverna e ficam ali até a chuva passar.
O cão então resolve contar uma história para ela.
- um dia eu estava na casa de meus donos, quando eles foram abordados no meio da noite por pessoas mascaradas e sumiram. Nunca mais eu os vi. Dias e dias se passaram. Eu fiquei sozinho naquela casa imensa. Eu latia para os vizinhos mas ninguém me escutava.
Então já morrendo de fome, eu pulei pela janela e me vi livre.
Todo bairro estava abandonado.
Não sei por qual motivo.
Fui em todas as casas.
Mas elas estavam abandonandas.
Comi os restos que encontrei.
E depois isto acabou também.
Sem mais o que fazer, eu vim para floresta e aqui estou até hoje.
- nossa, que história mais triste. Você nunca mais vi os seus donos?
- não. E sabe o que é mais engraçado?
- o que?
- que eles caíram na mesma história que você.
A gatinha Marie olha para ele espantada.
- como assim?
Kiko olha para ela forma perversa.
- eu me mostrei para eles como um cão dócil e abandonado. Até que eles me adotaram, e depois dum tempo eu devorei todos eles.
Sem esperar mais um segundo, Kiko rosna para o lado dela e tenta morde-la.
Ela da um arranhão na cara dele e sai correndo no meio chuva.
O cão está em seu encalço.
Um trovão soa ao longe.
Até que Marie cai dum barranco, bate a cabeça e desmaia.

Lar, doce lar, 05 de janeiro 

Olá querido diário.
Estou escrevendo para vc para te contar sobre as coisas que passei nesta minha aventura pelo jardim 
Já faz algum tempo desde que cai daquele barranco e desmaiei.
Então quando eu acordei estava num quarto deitada.
E ao meu lado encontrei um livreiro.
Eu me assustei mas ele me acalmou.
- olá minha querida. Não tenha medo. Eu sou o livreiro. Estava passeando por aí quando encontrei vc desmaiada. Te trouxe pra cá. Tome uma sopa. Você deve estar com fome.
Eu fiquei desconfiada.
Ele percebeu e disse.
- não precisa ficar assim. Eu saio se você quiser.
Eu fiz que sim com a cabeça.
- tudo bem então. A sopa está aqui. Qualquer coisa é só me chamar.
Ele saiu do quarto 
Eu dei uma boa olhada no lugar.
Todas as paredes estavam cheias de livros.
Eu me senti fraca e tonta.
Tomei a sopa.
Sono chegou novamente.
E eu dormi.
Depois eu acordei.
E não vi ninguém.
Sai do quarto.
E entrei numa grande sala.
E para minha surpresa ela está repleta de livros.
...
O livreiro está sentado numa cadeira de vidro, tomando chá numa mesa também de vidro.
- olá minha querida. Que bom que vc acordou. Está sentindo-se bem?
- sim, obrigado.
- ótimo, então venha tomar um chá comigo.
Eu me sento e não paro de olhar os livros.
- são muitos livros não é?
- sim, eu sou apaixonado por literatura.
- eu percebi isso.
Não sei porque mas me senti mais confiante nele.
E contei toda minha história até ali.
- história interessante a sua é.
- pois então.
- você quer jogar?
- jogar o que?
- o jogo do inconsciente.
- e como é isso?
- eu escolho palavras aleatórias e você me dá o seu significado para elas.
Eu refleti por um instante.
E resolvi aceitar.
Quero me divertir um pouco.
- tudo bem então vamos lá.
...
Lar, doce lar, 06 de janeiro 

Oi 
Desculpa a demora.
Tive um monte de coisa pra resolver hoje.
Mas agora estou aqui.
Então vamos continuar a narrativa.
O livreiro me fez a seguinte pergunta.
- o que você acha do bispo?
- uma vez o bispo de nossa cidade foi a nossa casa jantar, convidado pelos meus humanos. Daí ele derramou sem querer meu pires de leite, e eu arranhei a cara dele.
Nunca mais acompanhei os meus donos a igreja.
- o que você pensa do peão?
- ele é um idiota.
- porque você acha isso?
- porque ele só faz o que os outros querem e sempre se dá mal no final.
- e do cavalo?
- há "animais" piores.
- como assim? Eu não entendi.
- prefiro não comentar. Que vc (e o leitor) usem a imaginação.
- tá bom então e sobre o rei?
- é um idiota porque só faz o que a rainha manda.
- e a rainha?
- ah, esta daí é muito esperta.
- e por último, o que tem a me dizer sobre a torre?
- uma vez os meus humanos me levaram a Paris, e eu adorei lá.
- ótimo. Agora você está preparada para viagem.
- que viagem?
- aquela que vc está fazendo.
- hum, entendi (só que não).
- já que vc está indo, vou lhe dar um presente de recordação.
- eu estou indo?
- com certeza sim.
Então ele me deu de presente uma caneta tinteiro.
E eu perguntei o que ia fazer com aquilo.
Ele respondeu que não sabe. 
Que para esta pergunta, só o tempo tem a resposta.
Logo fui embora dali.
Agora estou com sono.
Eu vou Dormir.
Amanhã te conto mais.
Tchau.
...
(A gatinha Marie caminha pela floresta)
(Ela encontra dois patos - tini e Toni)

TINI
oi. O que você faz aqui?
TONI
e quem é você?
MARIE 
Meu nome é Marie. Eu quero ir pro encontro de leitura rei leão.
TINI
hum. Isto é tão bom. Meu nome é tini.
TONI
é sim. Nós vamos participar leitura também. Meu nome é Toni.

TINI
você quer vir conosco?
MARIE
Sim por favor 

(Eles vão caminhando até que finalmente chegam numa clareira)
(Marie fica espantada. Vários bichos estão lá mas eles são estátuas de pedra)

MARIE
que coisa mais interessante.
TINI & TONI
É sim.
MARIE 
mas onde está o rei leão?

(Entra o esquilo)

ESQUILO 
logo ele chega.
MARIE (surpresa)
Você está aqui.
ESQUILO 
sim. Eu sou leitor oficial do rei.
MARIE 
que legal. Vocês viram isso?

(Ela procura dupla de Patos mas eles sumiram)

MARIE 
Ué. Onde eles estão?
ESQUILO 
não se preocupa. Eles não importam mais.
MARIE 
Como assim?
ESQUILO 
é assim que as coisas funcionam por aqui.

(Entra o rei leão)

REI LEÃO 
Olá a todos.
É um prazer tê-los aqui.
(Ele olha pra gatinha Marie)
Vejo que temos uma convidada hoje.
ESQUILO 
sim meu amo. Ela se chama Marie 
REI LEÃO 
Ótimo. Seja bem-vinda. Que a história comece.
 
(Marie fica pronta pra ouvir a história)
...
A história final vem de um lugar desconhecido.
Todos viram a floresta queimar.
E nenhum animal saiu vivo.
Isto foi há muito tempo.
Mas eles ainda lembram.
E o fogo também.
O céu hoje é quente.
As folhas não se mexem.
As árvores estão preguiçosas.
Até mesmo vento tirou uma folga.
O rei leão foi escolhido.
E a gatinha Marie também.
Tudo foi um plano.
Para que ela aqui viesse.
(Marie fica espantada)
- Vocês me escolheram pra que?
O rei leão respondeu.
- Para você ser a nova rainha da floresta.
- Porque eu?
- Porque eu já estou velho e o meu tempo chegou ao fim. Além do maís, o oráculo nos mostrou a sua imagem como a responsável pelo equilíbrio deste lugar.
- Mas eu não posso aceitar porque eu vivo em outro lugar. E não saberia o que fazer.
O esquilo diz.
- Você vive indo pra onde deve estar. Tudo acontece naturalmente.
A gatinha Marie não sabe o que fazer.
O rei leão lhe propõe um dia pra pensar no assunto.
Ela concorda com isso.
...
Capítulo final 

Um dia depois, Marie pensa no assunto.
Ela está decidida a não ficar ali.
Pois seu lugar é outro.
O que ela resolve fazer é fugir a noite.
E no meio da floresta, ela encontra um barco ancorado num rio.
A gatinha Marie entra neste barco e vai embora com um vento suave deslizando pela superfície daquele rio.
Ela passa por construções abandonadas, árvores caídas, animais que correm ao primeiro ruído do barco.
Tudo lhe Fascina.
A chuva começa.
O céu escurece.
Mas a nossa heroína continua firme e forte na sua decisão.
A chuva passa.
A neve cai 
O sol volta.
Numa Noite estrelada, ela adormece.
E ao acordar pela manhã, ela se encontra deitada no seu jardim.

FIM 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Lua de papel

Caminhei por aí 
Numa estrada deserta 
Quando eu vi algo 
...
No chão há um papel 
Todo em branco 
E neste momento 
...
Me deu vontade 
De escrever 
Uma história mágica 
...
Então fui pra casa 
E lá comecei 
A escrever assim 
...
Prédios de metal 
Dominam o horizonte 
O mestre olha tudo 
...
A metrópole é imensa 
E o seu céu é límpido 
As pessoas vibram
...
Em contato com a harmonia 
E a natureza 
Que vislumbra a vida 
...
A heroína trabalha
Com flores silvestres 
E vive tranquila 
...
Na sua rotina 
A paz impera 
E todos gostam dela 
...
Seus amigos lhe amam 
E seus amores 
Lhe veneram muito 
...
Até que um dia 
Ela conhece o herói 
Que vai comprar flores 
...
Para o seu pai 
Que faz aniversário 
Eles se olham 
...
Uma conexão se estabelece 
Seus olhos brilham
O coração acelera 
...
O herói vai embora 
A mocinha pensa nele 
E no seu perfume 
...
Muitos dias se passam 
O ano novo chegou 
Cidade está em festa 
...
A heroína vai ao centro 
Festejar com os amigos 
Música por todo lado 
...
Todos estão alegres 
Risos e champanhe 
Ruas coloridas cintilam
...
O mestre da cidade 
Vai dar um discurso 
Todos o ouvem 
...
E de repente 
A mocinha vê ao seu lado 
O nosso herói 
...
O seu pai 
É o mestre 
Ela fica surpresa 
...
O mocinho vê 
A sua amada 
No meio da multidão
...
Eles se olham 
O suor aparece
E tudo se agita 
...
A festa continua 
O herói vai procurá-la 
Eles marcam um encontro 
...
Eles vão num restaurante famoso 
Lá é muito bom 
Eles se divertem
...
Conversam sobre muitas coisas 
Ele bebe vinho
Seu deleite preferido
...
Eles conversam sobre tudo 
A mocinha vai até o palco 
E canta algo para ele
...
O herói fica maravilhado 
Ele a beija
Tudo é perfeito 
...
Até que o chefe 
Fecha todo lugar
E com ajuda 
...
Dos seus assistentes
Fazem todos de reféns 
Ele se manifesta 
...
Diz que todos
Vão apreciar os seus pratos 
E parabenizá-lo por isso 
...
Os convidados se desesperam 
Nosso casal protagonista
Tenta manter a calma
...
Vários pratos são servidos 
Eles comem forçadamente 
Armas apontadas para eles
...
O chefe pede aplausos 
E todos aplaudem 
Ele escolhe um casal
...
Para ir com ele a cozinha 
Os outros são liberados 
A polícia chegou 
...
Os nossos protagonistas 
Estão lá fora 
E ouvem tiros
...
A polícia entra
Mas está tudo acabado.
Todos estão mortos 
...
A heroína fica traumatizada 
O galã vai visitá-la 
O seu pai também 
...
Dias se passam
E ninguém consegue explicar
O que aconteceu 
...
Isto apenas aconteceu 
A mocinha se restabelece
O seu namoro continua
...