terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

o jardim esmeralda

Capítulo 1

Lá fora chuva cai.
Tudo é escuridão.
O que acontece com Breno Bolton? Eu não sei. 
Ele é uma lenda do boxe.
Ou pelo menos era.
Até matar aquele cara no ringue.
Foi um acidente.
Ele bateu no seu oponente.
Este caiu de mal jeito.
Quebrou o pescoço.
Breno saiu com a alma quebrada.
Começou a beber.
Não liga mais para nada.
Abandonou o boxe.
Trabalha como vigia.
Sua vida ficou simples.
Sua mente, perturbada.

Capítulo 2

Breno tem uma harpa.
Era de sua mãe.
Ela o ensinou a tocar.
Sempre foi companheira.
Ele pega harpa.
Pensa na sua mãe.
Na sua vida.
Fecha os olhos.
Toca o instrumento.
Parece uma cena insólita.
Um boxeador que toca harpa.
Tudo pode acontecer.
O mundo pára.
Sua mente se aquieta.
Os pássaros pousam na janela.
Ouvem a melodia.
Universo é infinito.
E a paz nestas horas também.
Breno pára de tocar.
Ele sente-se melhor.
Pensa na sua mãe.
Agradece a ela.
Os pássaros vão embora.
Alguém bate a sua porta.
Ele vai atender.
É uma mulher.
- olá, eu sou Quênia Curtis. Sou jornalista.
Ela mostra credencial.
- o que você quer?
- posso falar com você?
- tudo bem então.
Quênia Curtis entra.
Breno fecha a porta.

Capítulo 3

- e então o que você quer?
- eu soube de sua história.
- que história?
- sobre o acidente na luta.
- e daí?
- gostaria de escrever sobre isso.
- para que?
- você não gostaria de contar o seu lado na história?
- ninguém acredita em mim.
- nada como tempo.
- porque você quer fazer isso?
- porque eu pesquisei sobre você.
Breno olha para ela.
- eu acredito em você.
- não tenho nada para falar.
Ele abre a porta.
- agora pode ir.
- tudo bem então.
Quênia deixa um cartão na mesa.
- aqui é o meu número, caso você mude de ideia.
Ela vai embora.
Breno fecha a porta.
Ele vê o cartão.
Joga ele no chão.
E sai dali.

Capítulo 4

Breno compra flores.
Ele vai ao cemitério.
Visita o túmulo do rapaz morto.
Ele tenta chorar.
Mas não consegue.
Sua angústia é profunda.
Não lhe permite lágrimas.
Ele coloca flor no túmulo.
Olha para o céu.
Está azul e profundo.
Breno pede desculpas.
Uma árvore canta ao longe.
O vento lhe acompanha.
Uma folha amarela está no chão.
Ele a apanha.
O cheiro da folha é inebriante.
Breno fecha os olhos.
Sente a natureza ao redor.
Uma paz lhe invade.
Ele abre os olhos.
Ao seu redor, vê um jardim de esmeraldas.
Tudo é verde.
Árvores, flores e chão.
As pedras também.
Até o céu é esmeralda.
Ele fica encantado.
O mundo pára por um tempo.
Um momento infinito.

Capítulo 5

Agora estamos num bar.
Breno pede uma cerveja. 
Ele olha para o nada.
Parece procurar alguém.
Ao longe ele vê alguém.
Um homem interessante.
Olha para ele insistentemente.
Breno fica incomodado.
Ele muda de lugar.
O observador é Erik Elson.
Um escritor importante.
Ele tem uma ideia.
Quer escrever um livro.
E segue seu instinto.
Aquele homem vai ajudá-lo.
Erik vai até Breno.
- olá, meu nome é Erik.
Breno acena com a cabeça.
- eu sou escritor.
- o que você quer?
- eu quero sua ajuda para escrever.
- a minha ajuda?
- sim.
- eu não sou escritor.
- ótimo.
- então não entendi.
- eu vou escrever sobre relacionamento.
- e onde eu entro nisto?
- você vai se relacionar com umas pessoas.
- porque eu faria isso?
- porque eu pago a você.
- eu não sei se isso é bom.
- não precisa ser bom.
- como não precisa?
- eu resolvo isso.
Breno fica pensativo.
Erik fica empolgado.
- basta você dizer sim.
Breno olha para ele.
- que se foda. Eu aceito.
- ótimo, você não vai se arrepender.
Erik lhe entrega um cartao.
Breno dá um sorriso.
- mais um cartão.
- o que é?
- não é nada.
- tá bom então, me dá o seu número.
Breno pede papel e caneta.
Escreve o seu número.
Dá para Erik.
- ótimo. Eu entro em contato com você.
Os dois apertam as mãos.
Erik vai embora.
Breno pensa no assunto.
- cara maluco, Eu hein?

Capítulo seis

Erik chega em casa.
Um buquê está no seu quarto.
Há um cartão.
Ele lê a mensagem.
"Com amor para você. Ilana" 
Erik passa mão no rosto.
Sua expressão fica grave.
"Tinha que ser ela".
Ele ouve um barulho no banheiro.
Chuveiro está ligado.
Erik vai olhar o que é.
Ilana Klein toma banho.
Ele abre a porta.
- o que você faz aqui?
- eu espero você meu amor.
- deixa de brincadeira.
Ela desliga o chuveiro.
Sai nua do banheiro.
- você gostou do buquê?
- sim, obrigado.
- nossa, que agradecimento frio.
- o que você quer?
- eu quero isso aqui.
Ela beija ele.
Os dois vão para cama.
Eles fazem sexo.
Erik vai tomar banho.
Ilana Klein se veste.
Ele sai do banho.
Ela olha para ele.
- e então você gostou?
- sim.
- só vai dizer isso?
- eu vou dizer outra coisa.
- o que é?
- saia já daqui.
- como você é grosso.
- você que insiste nisto.
- eu vou embora.
- ótimo.
- mas isso não vai ficar assim.
- tá bom então.
Ilana Klein vai embora.
Erik dá um sorriso irônico.
- idiota.
As flores do buquê murcham.
E viram pó.

Capítulo sete

O telefone toca.
Breno atende.
É Jano harvos.
Um músico amigo seu.
- olá Breno.
- oi Jano.
- você está livre agora?
- sim, porque?
- eu vou tocar num bar.
- ótimo.
- você quer vir hoje?
- tá bom então.
- beleza, eu te mando endereço.
- OK.
- até mais.
Breno desliga o celular.
Toma um banho.
Troca de roupa.
Vai pro local combinado.
Lá encontra o amigo.
Jano toca no bar.
Breno se diverte.
Depois eles saem.
E vao a uma boate.
Jano pergunta como ele está.
Breno conta tudo.
Jano fica perplexo.
- que loucura cara.
- pois é.
- e você aceitou?
- sim.
- você tem que ter cuidado.
- porque?
- você não conhece este pessoal.
- relaxa, tá tudo bem.
- tá bom então.
Eles pagam a conta.
Breno dá uma carona para Jano.
Jano cochila durante a viagem.
No meio do caminho, Breno vê um duende verde.
O duende encara ele.
Breno fica pensativo.
Ele olha para jano.
- você viu isso?
- o que?
Breno pensa por um momento.
- nada não.
- certo.
Breno imagina que bebeu demais.
Esta vendo coisas.
Ele deixa Jano em casa.
E vai para sua.

Capítulo oito 

Nian Norton é um amante de Erik.
Rejeitado por ele.
Porém nian não aceita isto.
Ele está numa cafeteria.
Erik chega no mesmo ambiente.
Pede um café.
Nian se aproxima dele.
- olá Erik.
- oi, já faz tempo hein?
- pois é.
Os dois se abraçam.
Nian cobiça Erik.
- e aí o que tem feito?
- tô escrevendo um novo livro.
- que bom.
- e você o que está fazendo?
- ainda fazendo plantão.
- ótimo, isto é bom.
Os dois sentam numa mesa.
Nian passa mão na perna de Erik.
- não começa com isto.
- com o que?
- com esta atitude.
- eu não sei de nada.
- lhe conheço bem.
- seu livro é sobre o que?
- relacionamentos variados.
- é bem a sua cara mesmo.
- não seja cínico.
- é precisamente o que eu sou.
Erik se levanta.
- eu já vou.
- tudo bem então.
Os dois se abraçam.
Nian segura mão de Erik.
- posso ajudar no seu livro?
- você pode sim.
- ótimo.
- passa lá em casa amanhã.
- até amanhã então.
Erik vai embora.
Nian retém um pensamento.
"Amanhã você não me escapa" 

Capítulo nove 

Quênia Curtis está na redação jornal.
Ela espera ligação de Breno.
Até agora nada.
Ela decide procurá-lo novamente.
Seu telefone toca.
Ela atende.
- alô?
- aqui é Breno. 
- Oi.
- eu decidi falar com você.
- ótimo e quando pode ser?
- que tal amanhã?
- por mim tudo bem.
- aqui em casa.
- perfeito.
- até amanhã então 
Breno desliga o celular.
Ela está radiante.
Conseguiu que queria.
Mal pode conter a empolgação.

Capítulo dez

Breno está na sua cama.
Ele fecha os olhos.
Tenta relaxar.
Estes dias foram corridos.
Seu quarto é tomado pela água.
Ela sobe até o nível de sua cama.
Breno abre os olhos.
Senta-se na cama.
Koi se espalham pelo quarto.
Aquele lago absurdo.
Água é límpida.
Breno não se espanta.
Tudo parece normal.
Ele sente uma paz interior.
Toca na água.
Um peixe Koi se aproxima.
A campainha toca.
Ele olha pra porta.
Volta sua atenção pro quarto.
O lago sumiu.
Os peixes também.
Ele agradece a visão.
Vai atender a porta.
Um belo rapaz está a espera.
- Ruan?
- olá Breno.
- o que você quer?
- eu quero falar com você.
Breno suspira alto.
Aquele vai ser mais um dia.
Um dia bem longo.

Capítulo 11

- eu não acredito nisso.
- nisso que?
- porque você voltou?
- para falar com você.
- depois de dez anos?
- eu vi o que aconteceu.
- você e todo mundo.
- por favor Breno.
- chega disso Ruan.
- eu sei que errei.
- você sabe mesmo?
- escutei quem não devia. 
- pois é e aconteceu isso.
- eu tive que fazer a minha vida.
- e não falou comigo.
- senti a sua falta.
- dez anos depois.
- isso não tem tempo.
- vá embora daqui.
- não faz isso comigo.
Breno abre a porta.
Olha pra Ruan.
- e o que você fez comigo?
Ruan beija Breno.
Ele o afasta de si.
- vá embora por favor.
- você tem certeza disso?
- sim.
- tá bom então mas isto não vai ficar assim.
Ruan vai embora.
Breno fecha porta.
Ele se atira no sofá.
Sua cabeça gira.
- mas o que tá acontecendo aqui?
Ele pega chave e sai.

Capítulo 12

Breno dirige por aí.
Na estrada, vê uma placa verde neon.
Ela sinaliza para entrar a esquerda.
Ele fica curioso.
Decide seguir o sinal.
Entra numa floresta.
Para o carro numa clareira.
Há uma cabana ali perto.
Do lado, uma cerejeira.
E embaixo está Erik Elson.
Ele escreve algo.
Olha pra Breno.
Acena para ele.
Breno desce do carro.
Vai até ele.
- o que você faz aqui?
- aqui é minha cabana.
- que interessante.
- o que é interessante.
- eu segui um sinal até aqui.
- que sinal?
- uma placa verde neon.
- não tem placa nenhuma.
- então não sei o que é.
- isto mostra que você deveria estar aqui.
- eu não entendi.
- deixa pra lá. Você está pronto?
- pronto para que?
- para me ajudar no livro?
- tudo bem então.
- ótimo, aqui está seu dinheiro.
Erik lhe entrega um pacote de dinheiro.
Breno confere tudo.
- o que eu devo fazer?
- vá até Quênia Curtis e transe com ela.
- o que?
- isso que voce ouviu.
- eu não posso fazer isso.
- você pode sim.
- como você sabe dela?
- isto não interessa.
- eu não vou fazer isso.
- você vai sim.
- e se eu não fizer?
- então eu vou fazer isso com você.
Erik sussurra algo ao seu ouvido.
Breno fica pensativo.
- você é louco.
- você não viu nada.
Breno entra no carro.
Ele vai embora.
Erik admira paisagem.
Vai para cabana.

Capítulo 13

Quênia Curtis tá no banho.
A campainha toca.
Ela vai atender.
Breno está na porta.
- o que você faz aqui?
- eu vim falar com você.
- não ia ser na sua casa?
- eu prefiro aqui.
- eu acho melhor num lugar público.
- você está com medo de mim?
- claro que não.
- senão quiser vou embora.
- espera um pouco.
- tá bom então.
- vou trocar de roupa.
- OK.
- você quer beber alguma coisa?
- não obrigado.
- eu já volto. Pode sentar aí.
- obrigado.
Ela vai pro quarto.
Breno senta-se.
Um pensamento passa por ele.
"O que estou fazendo aqui?" 
Ele se levanta.
Quer ir embora.
Lembra que Erik disse.
Muda de ideia.
Volta sentar-se.
Quênia Curtis volta.
Está com um gravador.
Senta-se perto dele.
- e então podemos começar?
- sim.
- tem certeza que não quer nada?
- eu tenho sim.
- tá bom então.
- na verdade eu quero sim.
- o que é?
- você.
Ele se atira para cima dela.
Quênia tenta se livrar dele.
Derruba o gravador.
Ela fica perturbada.
- o que você tá fazendo?
- eu quero você.
Ela tenta resistir.
Percebe que é inútil.
Ela tenta gritar.
Mas não consegue.
Ele tapa boca dela.
Enfia língua nela.
Ela morde a língua dele.
Ele sai de cima dela.
Ela corre para porta.
Ao abrir se depara com Erik.
- olá Quênia Curtis.
- Erik?
Ele sopra um pó dourado nela.
Ela desmaia.
Breno fica desesperado com a cena.
Sua boca sangra muito.
Erik fecha porta.
Se aproxima de Breno.
- não se preocupe.
Breno tapa boca com a mão.
Erik fecha os olhos.
Murmura alguma coisa.
Abre os olhos.
- agora tire a mão da boca.
Breno atende o pedido.
Sua língua está inteira.
Não sangra mais.
Ele olha para Erik.
- como você fez isso?
- é um truque antigo.
- quem é você?
- nem queira saber.
Breno olha para Quênia.
- o que você fez com ela?
Corre até a jornalista.
Erik faz pouco caso.
- ela está bem.
Breno fica furioso.
Coloca Erik na parede.
- eu arrebento você.
O escritor ri.
- faça isso e eu coloco você na cadeia novamente.
- tô nem aí.
- lembre-se que lhe falei.
Breno recua para longe dele.
- maldita hora que aceitei isso.
- agora já é tarde.
- o que você quer de mim hein?
- que me ajude a colocá-la na cama.
Os dois a levam para o quarto.
Erik pega uma maleta que ficou no corredor.
Breno olha desconfiado.
- o que você tem aí?
- você vai ver.
Erik abre a maleta.
Duas mambas negras saem dela.
Breno fica horrorizado.
Erik debocha dele.
- não tenha medo.
- para que isso?
- minhas filhas são tudo para mim.
Ela acaricia as cobras.
Breno fica enojado.
- você é louco.
- com certeza sim.
- o que você vai fazer com ela?
- agora saia daqui.
- eu não vou deixar você fazer mal a ela.
Erik olha para ele.
Seus olhos estão furiosos.
- eu disse agora saia daqui.
Breno fica arrepiado.
Não sabe porque.
Aquele homem o domina.
Paralisa sua vontade.
Ele vai saindo.
Erik o chama novamente.
- nem pense em chamar a polícia.
Breno fica calado.
Vai embora dali.
Erik olha para Quênia Curtis.
- agora somos só nós dois.
Ele olha pras cobras.
- vão meus amores e façam o seu trabalho.
As cobras rastejam até Quênia.
Ela ainda está desmaiada.
Uma mamba fica na cabeça dela.
A outra a seus pés.
De repente uma hera verde toma conta da cama.
Cobre os animais e Quênia.
Nada mais resta.
Só um túmulo verde.
Erik fica fascinado.
- isto é perfeito.
Tira uma câmera Polaroid.
Fotografa a cena.
Vai embora dali.

 Capítulo 14

Breno chega em casa.
Ele está desesperado.
Pensa em ir embora 
Arruma a mala.
Pega o dinheiro que Erik deu.
Ele quer fugir.
O celular toca.
Ele tem medo de atender.
Crê que pode ser Erik.
Olha a chamada.
Quem ligar é Jano harvos.
- oi cara, tudo bem?
- oi Jano.
- como você está?
- bem.
- você quer sair comigo?
Breno se surpreende com pedido.
- Eu quero sim.
Jano fica feliz por isso.
- onde podemos nos encontrar?
- na cafeteria de sempre.
- beleza, até mais então.
- até daqui a uma hora.
Os dois desligam.
De alguma forma Breno confia em Jano harvos. 
Vai lhe pedir ajuda.
Contar o que aconteceu.
Ele tem que ajudar.
Breno não sabe mais o que fazer.
Ele sai pra o encontro.

Capítulo quinze 

Breno encontra Janos na rua.
- oi.
- olá.
- Eu quero te pedir uma coisa.
- o que é?
- nós podemos ir a sua casa?
Jano fica surpreso.
- porque?
- precisa falar com você.
- você tem certeza disso?
- eu tenho sim.
- tá bom então vamos.
Eles chegam na casa do músico.
Janos faz um drink para eles.
- agora me conta o que é.
Breno fala tudo para ele.
Janos fica sem saber o que fazer.
- me dá só um momento.
Ele levanta e vai até a janela.
- você me acha louco né?
- de fato isso não é normal.
- eu sei disso.
- então porque você aceitou?
- francamente eu não sei.
Breno fica com olhar distante.
- que droga. Porque eu sou assim? Porque?
Coloca cabeça entre as mãos.
Janos senta perto dele.
- não fica assim, vamos dar um jeito nisso.
Esfrega as costas dele.
Breno levanta a cabeça.
Olha pra ele.
Os dois se beijam.
E fazem o que vocês estão pensando.
Um tempo se passa.
Os dois assistem um filme antigo na TV.
Janos prepara algo para eles comerem.
Breno fica envergonhado.
- me desculpa por isso.
- não tem porque.
- só vim te dar problema.
- você é maravilhoso.
Eles se abraçam.
De repente, uma ventania começa.
Um furacão levanta casa de janos.
- o que é isso?
- eu não sei.
Eles caem da cama.
Os móveis se despedaçam.
A casa rodopia no ar.
Janos cai da janela.
Breno grita por ele.
Bate com a cabeça no guarda roupa e desmaia.

Capítulo quinze 

Breno acorda.
Ele olha ao seu redor.
Vê o jardim esmeralda novamente.
Ele se levanta.
Vê a casa do Janos destruída.
Ele procura pelo amigo.
Chama seu nome.
Ninguém responde.
Breno observa o jardim.
Ele está maior que antes.
Um gato branco surge entre as flores e roça na perna dele.
Breno faz carinho no gato.
- ele é lindo, não é?
Breno olha para frente.
Nian Norton está ali.
Sentado a sua frente.
Numa cadeira vermelha.
Breno questiona ele.
- quem é você?
- meu nome é nian Norton.
- onde eu estou?
- na sua mente.
- como isso é possível?
- eu não sei.
- cada vez mais curioso.
- com certeza sim.
- se a mente é minha, porque você está aqui?
- já disse que não sei, eu estava dormindo e acordei aqui.
- você viu o Janos?
- não, só você.
- meu Deus, que loucura é essa?
- o que interessa é que você está aqui.
- eu tenho que sair daqui.
- e você vai.
- como?
- é uma intuição.
O gato deita aos pés do nian.
Ele acaricia o animal.
- eu tenho uma missão para você.
- mais um.
- eu sei o que Erik está fazendo com você.
- eu nem vou perguntar como.
- pois é, nem pergunte.
- eu faço tudo para me livrar dele.
- ótimo.
- eu quero que você transforme Ilana Klein numa árvore.
- como é?
- eu vou te explicar tudo.
Eles tem uma conversa.
Não vou revelar aqui.
Vai ser um momento - surpresa.
Nian Norton conta tudo a Breno.
- então é isso?
- é isso sim.
- tá bom então.
- ótimo.
- só tem um probleminha.
- e qual é?
- eu tenho que sair daqui.
Uma voz além chama o seu nome.
- você ouviu isso? Esta é a sua deixa.
Uma voz o chama novamente.
Breno se vê desaparecendo.
Nian Norton também está desaparecendo.
- te vejo do outro lado.
- espero que isso dê certo.
- vai dar sim.
Os dois desaparecem.
O gatinho observa os dois.
O jardim esmeralda é tranquilo.
Ele volta a dormir.
Breno acorda num hospital.

Capítulo dezesseis 

Breno é levado a Casa - Ilana Klein.
Ela espionou Erik.
Soube de Tudo.
E resolveu Agir.
Breno fica Confuso.
- quem é Vc agora?
- meu nome é Ilana Klein.
- não te Conheço.
- e nem Precisa.
- porque não?
- porque agora Vc é Meu.
- como é?
- é isso mesmo.
- eu não Entendi.
Como Vcs podem ver esta Trama anda bem Complexa.
Ilana Klein lhe serve uma Sopa.
- tome isso, vai te fazer Bem.
Breno ainda está Fraco.
Ele lembra do que nian Falou.
- onde está Janos?
- ele Desapareceu. Casa onde Vcs estavam desabou. Ninguém sabe Porque.
- meu Deus, que Loucura é essa?
- pois é, o Mundo é Louco.
Breno toma Sopa.
Ilana Klein cuida das Flores.
Elas estão por todo Lugar.
O boxeador as Admira.
- você gosta mesmo delas.
- sim, as Flores são minha Vida.
E a Vida deste Mundo tbm.
- com certeza Sim.
- agora descanse Bem.
- tudo bem então.
- amanhã nós Conversamos.
Ilana Klein sai do Quarto.
Breno a vê Sair.
Ele pensa no que Tem que Fazer.
Amanhã será 1 dia Decisivo.
O amanhã Chega.
Ilana Klein dorme Tranquilamente no seu Quarto.
De repente ela Desperta.
Sente cheiro de Fumaça.
Suas plantas Gritam.
Ela se Desespera.
- o que tá Acontecendo?
Ela tenta Sair do Quarto.
Porta tá Trancada.
- socorro, me tirem Daqui.
Sua casa pega Fogo.
Ela tenta pular a Janela.
Fumaça a Sufoca.
Ela cai no Chão.
Lembra-se Breno.
De alguma forma sabe que foi Ele.
- seu Desgraçado, você me Enganou.
Ela desmaia.
Seu corpo se desfaz em Folhas.
Casa se Incendeia de vez.
Breno está Longe Dali.
No carro - nian Norton.
- muito bom, Você foi Ótimo.
Eles vão Embora.

Capítulo 17

Agora o teatro fica mais absurdo.
Breno está num navio.
Este navio é mágico.
Nenhum ser humano o comanda.
E sim a vontade do dono.
Que por acaso é nian Norton.
Breno fica admirado com isso.
- para onde você está me levando?
Nian Norton olha para o horizonte.
- para casa.
- minha casa não é aqui.
- mas agora será.
- isto nunca vai acabar?
- claro que sim.
- quando?
- quando eu disser que vai.
- e quanto a Erik Elson?
- deixe ele comigo.
Eles desembarcam numa praia belíssima, com linda areia branca e um mar azul turquesa.
O céu é esplêndido.
No fundo, há uma mansão.
Nian Norton aponta para ela.
- é lá que você vai ficar.
Breno olha o lugar.
- você tem certeza disso?
- sim.
Breno vai em direção a casa.
Nian chama o seu nome.
- em breve, eu volto.
Breno acena para ele.
Segue em frente.
Fala com o navio.
- vamos voltar pra casa.
O navio muda de cor.
Como um tipo de resposta.
O navio sai.
Breno vê a cena.
Sol tá se pondo.
Calor é sufocante.
As ondas quebram na praia.
Brisa balança os coqueiros.
O boxeador chega perto casa.
Uma porta vermelha se abre.
Breno pensa por 1 minuto.
Ele já foi longe demais.
Não dá pra voltar.
Entra na casa.

Capítulo 18

Breno olha para casa 
Ela é linda 
Toda em mármore branco 
Colunas de estilo grego 
Um salão ornamental 
Várias estátuas perfeitas
Tudo parece 1 sonho 
De repente aparece Ruan Rangel 
Breno fica espantado 
- o que você faz aqui?
- eu vim ajudar você 
- eu não entendi 
- nian Norton pediu minha ajuda 
- como ele conhece vc?
- ele pesquisou sobre nós 
- sou bem requisitado mesmo 
- com certeza sim 
- isto tudo foi planejado?
- sim 
- eu não sei o que pensar 
- então não pense 
- porque você voltou?
- eu já disse 
- você quer se redimir 
- sim 
- me dá um tempo 
- tem um templo lindo aqui perto 
- um templo?
- sim, você quer ver?
- eu quero sim 
Eles saem da mansão 
Percorrem um imenso jardim 
Chegam no templo 
Ele é do jeito que vcs imaginam 
Breno fica impressionado 
- é lindo mesmo 
Ruan olha pra ele 
- assim como vc 
- não começa com isto 
- eu não posso evitar 
- você pode sim 
Ruan se aproxima dele 
Os dois se beijam 
O resto vcs criam na imaginação 
Chuva começa a cair 
Eles se protegem no templo 
Os dois sentam no chão 
Ouvem a chuva 
O vento sopra 
Só há natureza 
E a companhia 1 do outro 
Por um momento, tudo é paz.

Capítulo 19

Diário de Breno 
...
Eu trouxe este diário comigo porque é a única forma que eu tenho me comunicar com o mundo.
Não sou bom com palavras.
Mas tento me fazer compreender por um mundo que é cada vez mais incompreensível para mim.
Eu não sou uma pessoa ruim.
Mas tomei decisões ruins em minha vida.
Tudo que eu queria era melhorar de vida.
Porém fui caindo numa armadilha após a outra.
Agora tô aqui.
Recebendo ajuda de estranhos.
Me sinto tão só.
Desde que perdi a minha família várias formas, um vazio infinito toma conta de mim.
Eu tento dissimular isso com todo tipo de distração.
A farsa não se sustenta por muito tempo.
Minha verdade vem a tona.
Eu não tenho nada.
Não sou ninguém.
Que Deus ou o que que seja me ajude.
Não sei mais o que fazer.
Estou aqui em silêncio.
Escrevo estas palavras na tentativa de diminuir esta angústia no meu pensamento.

Capítulo 20

Agora deixamos Breno com seus pensamentos no diário e vamos acompanhar nian Norton indo até a casa Erik Elson.
- olá meu caro Erik.
- e então nian? Como vai nosso querido boxeador?
- ele tá bem.
- eu soube que você tirou ele de mim.
- não é bem assim.
- é bem assim mesmo.
- não seja egoísta.
- eu não sou.
- sei que não.
Nian olha pra mesa de Erik.
Há muito papel manuscrito.
Ele pega um deles e lê.
- você está muito adiantado na história não é?
- com certeza sim.
- tem um personagem pra mim?
- óbvio que sim.
- me sinto lisonjeado.
- não se sinta.
- porque não?
- você é só mais uma peça deste tabuleiro.
- hum, que cruel você é.
Nian tenta beija-lo.
Erik rejeita o flerte.
- não faça isso.
- só o boxeador pode fazer?
Erik olha maliciosamente pra nian.
- só ele pode fazer isso.
Aponta para o teto.
Nian vê um corvo no lustre.
O pássaro desce.
Ataca nian Norton.
Ele foge escritório.
Tropeça na escada.
Cai & morre.
Erik observa tudo.
O corvo vem até ele.
Pousa em seu ombro.
Ele desce as escadas.
Se agacha junto a nian.
Olha pra o corvo.
- agora meu amigo, revele os segredos dele pra mim.
O pássaro arranca os olhos do defunto.
Erik vê tudo que nian viu nos últimos dias.
Ele fala consigo mesmo.
- agora somos nós, Breno.
O corvo voa pra longe.

Capítulo 21

Breno dorme Tranquilamente. 
É noite alta. 
Tudo é frio e escuro. 
As cortinas esvoaçam. 
Vento sopra forte. 
Breno acorda com o som do silêncio. 
Ruan dorme sono pesado 🪨 
Breno escuta alguém lhe chamar.
Ele olha pela janela 🪟
Para sua surpresa,o jardim esmeralda reapareceu.
O mar sumiu.
Ele não sabe como isso acontece.
Ao longe, ele vê 1 silhueta observando fixamente.
Ele pensa em chamar Ruan.
Muda de ideia💡 
Vai até o jardim esmeralda.
Chega perto silhueta 👥 
Percebe que é Erik Elson.
- o que você tá fazendo aqui?
- esta casa 🏡 é minha.
Como é? Então nian Norton me Enganou?
- não 🚫 meu querido, eu enganei ele.
- porque você 🫵 tá fazendo isso comigo?
- porque eu preciso de vc.
- eu só quero ficar em paz 🕊️ 
- eu só quero terminar meu livro.
- eu vou acabar com vc.
Breno tenta dar um soco.
Mas passa através do Erik.
Como se ele fosse fumaça.
Erik dá risada 😀 
- isso é um sonho.
Breno fica perplexo 😖 
Tenta voltar ◀️ pra casa 🏡 
Mas ela sumiu.
Erik coloca mão 🫱 no ombro dele.
- você 🫵 não 🚫 pode fugir 💨 
Breno olha para o horizonte.
Seu olhar tá perdido.
- só tem um jeito de acabar com isso.
Breno olha para ele.
Erik aponta para o meio do jardim.
Ruan tá deitado num caixão ⚰️ vidro.
Ele tá adormecido.
Erik dá uma adaga 🗡️ a Breno.
- mate ele & eu liberto você 🫵 
- porque você 🫵 quer isto?
- porque é minha vontade.
Breno vai até Ruan.
Olha pra ele.
Dá um beijo 💋 
Aponta adaga 🗡️ pro coração ❤️ 
Sua mão ✋ treme.
Ele não 🚫 tem coragem.
Olha pra Erik.
- já chega tanto sofrimento.
Ele se apunhala no estômago.
Cai no chão.
Sangue 🆎 escorre pelo chão.
Erik vai até ele.
- seu tolo, isso não 🚫 acaba aqui.
Finalmente, Breno desmaia.
Tudo fica escuro 🌑 

Capítulo 22

Breno acorda num hospício.
Preso numa camisa 👕 força.
Ele tá desorientado.
Uma luz 🕯️ intensa no quarto 🌓 
Ele pensa em toda sua jornada até agora.
Será que enlouqueceu?
Isto não 🚫 pode ser possível.
Ele já ouviu falar sobre isso.
Mas não 🚫 pensou que pudesse acontecer isso com ele.
De repente, ouve passos no corredor.
Duas pessoas param em frente a porta 🚪 sua cela.
Uma chave 🔑 vira na fechadura 🗝️ 
Porta 🚪 se abre.
Entram 1 homem que ele não conhece.
- olá Breno. Vc tá bem ⁉️ 
Este homem o ajuda a levantar.
- o doutor 🩻 quer vê-lo.
- que doutor 🩻 que lugar é esse?
- se comporte hein?
O homem o conduz por 1 corredor.
Param em frente a 1 porta 🚪 vermelha 🍎 
O homem bate.
- pode entrar.
Fala 1 voz 🗣️ lá dentro 💠 
O homem abre a porta 🚪 
Aponta o caminho 🛣️ 
Breno tá desconfiado.
Mesmo assim, ele entra.
Erik tá de pé 👣 
Com uniforme branco 🤍 
Sorri pra Breno.
Boxeador tenta sair.
Erik aponta pra Breno.
- nem pense nisso.
Breno desiste de fugir 💨 
Erik senta-se na mesa.
- agora sente-se.
Sem alternativa, Breno senta-se.
- bom menino.
Ele mostra 1 livro 📔 a Breno.
- o que é isso?
- a sua história.
Breno joga o livro 📕 no chão.
- isto não 🚫 é meu.
Erik lhe olha com reprovação.
- menino mal, eu disse que isto não  havia terminado ainda.
Breno começa a chorar 😭 
- porque você 🫵 não 🚫 acaba logo comigo.
Erik vai até ele.
O abraça por trás.
Sussurra no seu ouvido.
- ora meu bem 😘 nosso show tá apenas começando.
Os dois olham pela janela 🪟 
O jardim esmeralda tá lá.
A cerejeira 🌸 tá em flor 🌹 
Ciclo se repete.

Fim.