terça-feira, 19 de dezembro de 2023

os Roberts

1.
Era uma vez 
Uma tribo do reino mágico
Chamado os Roberts.
Eles viviam numa vila
Afastada da agitação
Das grandes cidades.
Eles eram de todos os
Tamanhos, formas e cores.
Suas roupas eram 
Das mais extravagantes
Até as mais discretas.
Os Roberts possuem 
Uma personalidade fascinante
Onde muitos deles
Vão dos aventureiros
Até os mais caseiros.
Suas casas eram 
No alto das árvores.
Elas eram feitas
De vidro e metal
Dando um aspecto
Cintilante e futurista
Nas copas das árvores.
E para descer ao chão
Usavam cordas elásticas.
A vila era muito pacata
Até que um dia
Algo estranho aconteceu.

2.
Uma estranha névoa
Tomou conta da vila
E todos dormiram.
Menos um Robert
A isto sucumbiu.
Seu nome é dolkien
Considerado o mais
Aventureiro deles.
Quando uma festa
Acontecia ali a noite
Os Roberts foram 
Pegos de surpresa.
Caiam de sono
Aos montes por aí
E dolkien ficou tenso.
Acordar ele tentou
Mas ninguém conseguia
Sair daquele sono.
Sem saber o que fazer
Um cavalo ao longe
Ele então escutou.
Um cavaleiro branco
Aparece de repente e 
Alma de todos
Ele logo suga
Com uma espada mágica.
Dolkien vê aquilo
E fica assustado
Logo pensa em fugir.
Mas o cavaleiro branco
Olha para ele
E vai em sua direção.
- Porque você não dorme.
- Eu não sei.
- Isto é estranho.
- O que vc quer.
- Eu quero suas almas.
Então aponta sua espada
Para o Robert
Mas nada acontece.
O cavaleiro branco
Então logo pensa
Que ele é especial.
E lhe concede um desejo
- O que vc deseja.
- Eu quero minha vila de volta.
- Eu lhe darei 3 desafios. E se vc conseguir, eu devolvo alma deles.
- Tudo bem então. E quais são os 3 desafios.
- Eu lhe direi em sonho.
O cavalo do cavaleiro
Que tbm é branco
Cria lindas asas
E voa para longe.
Logo some entre
As brancas nuvens.

3. Primeiro sonho-desafio
Atravessar uma fazenda de fogo e resgatar um porco-submarino.

4.
Só ao acordar
Dolkien vê no céu
Uma seta amarela
Que aponta pra
O lado norte.
Depois de muito
Caminhar na relva
Ele vê uma fazenda
Cheia de fogo.
Ninguém nela habita
Mas pode perceber
No seu centro
Um chiqueiro dourado.
E dentro dele
Um porco - submarino
Que está num
Lindo grande aquário
Cheio d'óleo de amêndoas.
Dolkien pensa em como
Entrar naquele lugar
Sem se queimar.
Só em chegar perto
Fogo lhe arde
A pele toda.
Ele vê um lago
Ali bem perto
E tem um plano.
Molha sua capa
Na água tão fria
E se cobre com o pano.
O Robert então
Corre a toda velocidade
Mas ao entrar no lugar
Sua capa pega fogo
E um círculo
Se forma ao seu redor.
Ele fica com medo
E não vê saída
A fumaça lhe sufoca
E ele desmaia.
No seu inconsciente
Um mago cinza
Olha para ele
E aponta uma pedra.
Em cima dela 
Há vassoura mágica
Pronta pra usar.
Quando dolkien toca
Nela então acorda.
E ao seu lado
Uma vassoura está.
Ele monta nela
E voa acima do fogo
Até o chiqueiro dourado.
O porco - submarino
Olha pro Robert
De forma desconfiada
Enquanto nosso herói
Pega o aquário
Que parece pesado
Mas é leve
Como uma pluma.
E foge dali
Com o incêndio
Destruindo tudo por lá.
Ele pousa perto
Do lago tranquilo
E tira o animal
Daquele aquário estranho.
O bicho então
Se esfrega na perna dele
Como um agradecimento.
Ronca soltando bolhas
E corre para o lago
Onde some nas águas.
Sua primeira missão
Então é terminada.

5.
Segundo sonho - desafio
Buscar a estrela mais cintilante no céu e levá-la para o mar 

6.
Ao acordar cedo
Dolkien vê um grifo
E juntos eles vão
Em direção ao céu.
Numa noite estrelada
Muitas estrelas brilham
Sem nuvens brancas.
Mas a mais radiante
Ele vê rodeada por 
Tartarugas voadoras de gelo
Que dominam o ambiente.
Ao chegar mais perto
Uma das tartarugas
Sopra um raio de gelo
Em direção ao grifo
E antes que o animal
Seja logo atingido
O Robert pula dele
E se agarra a outra estrela.
Enquanto isto o grifo
Congelado cai rapidamente
E se espatifa no chão.
O nosso herói
Sobe na estrela
E observa ao longe
O seu alvo.
Ele imagina o que
Vai fazer agora
Que está distante.
Ele então senta-se
E começa a meditar
No que fazer.
Ao fechar os olhos
Tudo ao seu redor
Fica muito branco.
Uma tartaruga voadora
Se aproxima dele
E lhe pergunta
- O que vc quer.
- A estrela cintilante.
- Porque.
- Preciso salvar o meu povo.
- Então demonstre sua bondade.
Dolkien então arranca
O seu coração
E lhe oferece
A tartaruga voadora.
O animal sopra 
Uma brisa gelada
E seu coração
Fica todo congelado.
O herói adormece
E ao abrir os olhos
A estrela cintilante
Chega perto dele
Carregada por 4 tartarugas.
O Robert sobe nela
E é carregado até o mar
Onde a estrela
Se afunda no 
Grande mistério aquático.
Antes disto uma tartaruga
Lhe oferece suas costas
Enquanto tudo acontece.
Ao desaparecer no mar
Sua superfície brilha
E depois se apaga.
Nosso herói então
É levado pra terra firme
E as tartarugas se vão.
Mais uma missão
É logo concluída.

7.
Terceiro sonho-desafio
Encontrar a chave dentro de 3 tortas, sendo uma que dá sonho, outra que Mata e outra que tem a chave 

8.
Dolkien então chega
Num serão nublado
Onde os cactos
Estão sempre floridos.
E numa mesa de madeira
Estão 3 tortas
E o cavaleiro branco
Aponta para as tortas.
Vermelho, azul e amarelo
São as cores delas.
Ao comer a torta vermelha
Ele tem um sonho
Onde um grande corvo
Lhe persegue no deserto
E acaba caindo num
Buraco de minhoca
Onde ele vê o espaço
Que está brilhando
Em todo lugar.
Ao chegar perto de
Uma estrela cadente
E tocar na sua cauda
Ele acorda do sonho.
Depois escolhe a torta azul
Onde está a chave.
Resta ao cavaleiro
Comer a última torta 
Ele a come
E morre como
Fumaça ao vento.
Uma porta branca
Aparece em sua frente
E quando ele usa chave
A porta se abre
E ele é sugado
Por um buraco negro.
Tudo fica vazio
O tempo parece parar
E ao acordar
Ele percebe que só
Ele estava dormir
E os Roberts
Estavam todos acordados.

domingo, 10 de dezembro de 2023

o colar amarelo

1.
Com você eu fui mais feliz.
Por um dia que seja.
Quando cruzei o limite do céu, Olhei nos seus olhos
E vi que o vento lembra de nós.
Notei que o relógio me convidou Para andar por aí sem rumo.
Querendo uma maneira de Recomeçar e ter pelo que lutar.
E quando eu menos mereci você Me amou assim do seu jeito.
Naquela viagem pelas luzes da Cidade, vi aquele colar amarelo. Combina com o seu sonho.
Comprei ele para você.
Ficou tão feliz.
Sua felicidade é minha.
Mas tudo desmoronou.

2.
Você então partiu.
Cansado de tudo.
Quis um tempo só seu.
Eu respeito a sua decisão.
Mas não aguento por muito Tempo, então te procuro.
Você não está mais lá.
Fugiu pra o sonho.
Deixou o colar amarelo.
Então eu choro.
Faço uma promessa.
Vou te encontrar.
Fazer você ficar.
Logo fui dormir.
No sonho te encontrar.

3.
Um café quente
É tudo que preciso.
Acordo no seu mundo.
Tempo e espaço
Aqui são invertidos.
Como todo sonho.
Rios de leite
Molham meus pés.
Conto as estrelas.
Que vivem nas árvores.
Ruas tão quietas
Que dormem nas esquinas.
E logo aparece
A primeira pista
Uma gaveta solitária
Aparece na grama.
E dentro dela
Há uma fotografia.
Um livro vermelho
Com o título de
Rosa dos ventos.
E na capa o leste
Está marcado com
Uma fita rosa.
Então é para lá
Que eu vou.

4.
O colar amarelo
Sempre me acompanha.
E quando olho ele
Eu penso em você.
Indo para o leste
Eu vejo uma árvore
Que é prateada.
Em cima desta árvore
Há uma casa de madeira.
Ela parece novinha.
Então eu subo
Para olhar o que há lá.
Uma serpente dourada
Repousa sobre um ovo azul.
Ela olha para mim
E sai do ninho.
Eu fico tenso
Mas nada faço.
Logo eu vejo
Que junto do ovo
Há um bilhete 
Onde se lê
"Quebre-me"
Então eu quebro
E dentro dele
Sai um anel.
Sem pensar muito
Coloco no dedo.
Um holograma aparece.
Eu vejo uma imagem
De um viveiro de pássaros
Numa cabana isolada.
Logo vou para lá.

5.
Então pelo caminho
Eu vejo a cabana.
Entro nela e
Numa sala arrumada
Está o viveiro.
Muitos pássaros cantam
E são coloridos.
E no meio deles 
Há um pombo.
Em seu peito
Há um pergaminho.
Eu pego ele
E leio o conteúdo
"Quando eu me for
Não procure por mim
No meio da floresta.
Mas sim no fundo do rio
Onde mora o silêncio"
Então me pergunto
Onde será este rio.
O colar amarelo
Começa a brilhar.
E um pensamento
Logo me guia
Para fora da cabana.
Um barco pequeno
Vejo por trás 
Duma clareira ali perto.
Colar brilha mais forte
E eu percebo
Que ele me guiará.
Subo neste barco
E comeco a navegar.

6.
No curso só rio
Um pássaro pousa
Junto a mim.
E me pede
Para que eu
Lhe conte uma história.
E eu conto a história
Dum castelo encantado.
Lá vivia uma senhora
Que tomava conta
Dum mágico triste.
Ele está triste
Porque perdeu a magia
Que vive dentro de si.
E agora no mundo
Nada mais o encanta.
A senhora pensa
No que pode fazer
Para trazê-lo de volta
Para o mundo mágico.
Ela então se lembra
Que na sua infância
Havia um jardim
Onde no meio dele
Uma tulipa mágica
Era sua melhor amiga.
E lhe dava alegria.
A senhora então
Viaja pelo tempo-espaco
E volta na infância
Do menino triste.
No meio daquele jardim
Ela procura pela tulipa
E a encontra numa 
Redoma de vidro.
Ela a leva
Para o castelo encantado
E a coloca junto
A cama do mágico.
Ao acordar ele percebe
Sua amiga esquecida.
E uma alegria
Toma conta dele
Fazendo esquecer logo
Toda tristeza que sentia.
O sol voltou a brilhar
E o castelo mágico
Ficou mais encantado.
O pássaro então
Agradeceu pela história.
E voou para longe.
No meio daquele rio
Um vórtice aparece.
Eu me atiro nele
E caio numa toca.

7.
Dentro desta toca
Um quadro em branco
Reflete minha imagem.
Todo o chão
Está coberto por flores
Que iluminam o teto
Num ambiente tranquilo.
O lugar está vazio
Mas sobre a mesa
Um chá é servido
E o bolo ainda
Está bem quente
Numa linda travessa
De motivos florais.
Me sento na mesa
E olho pra tudo
Com infinita atenção.
Tudo é silêncio
Naquele lugar perfeito.
Então eu me sirvo
E o sabor daquilo
Lembra minha infância
Onde minha mãe
De forma gentil
Me abraça forte
Quando eu tropeço
E me oferece chocolate
Além de tranquilidade.
Eu me sinto triste
E choro devagar.
Cada lágrima silenciosa
Percorre o meu rosto.
E eu choro tanto
Que um dilúvio
Se apossa do lugar.
Então eu nado
Para não me afogar.
Uma porta atrás de mim
Logo se abre.
E eu passo por ela
E chego num jardim.

8.
E neste jardim
Eu descubro que
Perdi o colar amarelo.
Não sei onde foi
Mas sinto falta dele.
Não há o que fazer.
Eu me levanto
E olho ao redor.
Tudo é tão extravagante
Que não acredito.
Uma nuvem de fumaça
Entra pela chaminé
Duma cada esquecida.
E quando entro nela
Um esquilo de cartola
Me passa uma carta
De baralho verde.
Nesta carta há uma foto
Do meu amado
Segurando um peixe.
E este peixe
Sorri para foto.
Pergunto onde fica
Este peixe estranho.
O esquilo me diz
Que fica num castelo
Perto daquele lugar.
Ele me aponta direção
E vou até lá.
E quando chego
Uma menina de óculos
Vestida de rosa
Me atende a porta 
E pede para entrar.
Eu então entro
E lá está meu amado.
O peixe está na mesa
Dum grande banquete
Com peças coloridas
Dum tipo plástico.
Nós nós abraçamos
E eu peço para
Você voltar comigo.
Mas se nega
E diz que ainda
Tem muito a viajar.
Então me dá um beijo
De despedida solitária
E some no ar.
Em pensamento pergunto
Porque não me leva
E você me diz
Que para onde vai
Eu não posso ir.
Logo o peixe
Sorri para mim
E me oferece
Uma taça de vinho.
Triste eu aceito
E ao beber
Eu pego no sono.
Então acordo em 
Um submarino amarelo.
Ele me leva para
O continente perdido.
E no meu pescoço
Eu vejo que está
Um colar amarelo.


terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Toddy Sonja

Toddy Sonja é um espírito de luz que vive nas nuvens junto com os seus amigos. Ele gosta de escutar Enya.
Balok é um espírito que é obcecado por sorvetes.
O seu sonho é experimentar todos os sabores de sorvete do mundo.
Naluka é a sua outra amiga que gosta de compor haikai.
...
faca na praia
corta a areia
onda no mar
...
Num belo dia de sol, o grande espírito lhes dá uma missão.
Eles devem ir até a terra e salvar uma mulher que quer se matar.
Ela está triste porque o marido lhe deixou.
E não vê mais graça no mundo.
Mas só tem um porém.
Os espíritos devem lhe ajudar por meio de sonhos e sugestões.
Você ouviu isso, Balok, pergunta o grande espírito.
Ele estava tomando sorvete de chocolate distraído.
E com olhar desconfiando diz que sim.
Os três então descem a terra prontos para jornada.
...
a lua divina
brilha na prata
casa abandonada
...
A mulher se chama Selena.
E neste momento ela dirige um carro a toda velocidade.
Atravessa uma ponte.
Cai no rio.
Ela se solta cinto de segurança.
Carro então afunda.
Ela flutua pelo fundo do rio.
E vê uma bolha cintilante.
Esta bolha envolve forma sutil.
Ela então adormece.
E tem um sonho.
Neste sonho ela se encontra numa cabana isolada.
Neste lugar Toddy Sonja lhe aparece.
Mas ela não tem medo.
Uma luz irradia sua mão.
E penetra pelos olhos dela.
Uma sensação de nadar pelo ar toma conta de si.
Então ela acorda boiando na superfície do rio.
Selena chega até a beira do rio 
Pensa no que aconteceu.
Ela não sente nada.
Apenas um profundo alheiamento a tudo.
Nada lhe espanta.
Balok toma uma forma humana.
Senta-se perto dela.
Toma um pouco de sorvete.
Oferece pra ela.
Selena então aceita.
E sem dizer nada eles contemplam o sol se pôr no horizonte.
...
vida que vai
de qualquer jeito
horizonte vão
...
Toddy Sonja plana pelo espaço.
Ouve gritos e sorrisos.
Pensa em tempos de amor.
Momentos de guerra.
Quando foi ferido em batalha.
Conquistas amorosas.
Tudo que ele foi enquanto ser material agora é lembrança.
No escuro da noite pensamentos vem e vão.
Saudades que não voltam.
Experiência tão intensa.
Ele sorri de tudo.
E contempla o vazio.
Pousa num rochedo.
Naluka aparece perto dele.
Ela o olha com ternura.
E lhe dá um haikai.
...
tudo que vivi
foi um sonho
agora é ilusão
...
Pensamento - Selena

Olho para o nada.
Penso em tudo.
O que faço de minha vida?
Depois disto nada existe.
Ou será que sim?
Hoje aconteceu algo estranho.
Tentei acabar comigo.
Um anjo me salvou.
Tomei sorvete com ele.
Devia achar isso estranho.
Mas não acho.
Pois mais estranho é este mundo.
Tudo é silêncio.
E só agora percebi isso.
Eu quero mudar.
E quero recomeçar.
Dar um sentido pra tudo.
E melhorar ainda mais.
...
Balok entra numa sorveteria.
Cheia de gente.
Alegria por todo lugar.
Cheiro de sorvete no ar.
Uma família toma sorvete.
Em espírito se une a eles.
Criança é tão feliz.
Boca rosa de morango.
Riso tão fácil.
Olhar é radiante.
Os pais conversam 
Irmã olha pela janela.
Tudo é tão novo 
Balok se expande.
Agradece o momento.
Olha ao redor.
E vai embora.
...
acontece uma nuvem
chuva que vem
pelo caminho deserto
...
Numa fábrica deserta
Naluka se deita
No chão frio
Olha pro teto
Ele está caído 
Estrelas brilham
Lua é cheia
Lembra de caminhos
Que muito andou
De repente aconteceu
Luz no fim do túnel
Uma nova chance
Para tudo mudar
Sem remorso
Sem arrependimento
Apenas a liberdade
De poder ser
O que se é
Uma corrente balança
Num lugar qualquer
Muitos são presos
Pelo mundo aparente
Essência é negada
Todos são perdidos
Precisam de um norte
Sua missão é
Ser este norte
...
Selena joga fora
Roupas e discos
Fotos são queimadas
Livros são jogados
Muda a aparência
Corta o cabelo
Vai tomar café
Num lugar novo
Toddy Sonja acompanha
Cada passo seu
Lhe inspira sorriso
Mantém seu sono leve
Cuida de seu sonho
Nele tudo é silêncio
Um lago perfumado
Grama verde
Café na varanda
Deitada ao sol
Nuvens brancas passam
Melodias no ar
Os pássaros cantam
Respira tão leve
Que seu corpo
Se torna puro
Os olhos brilham
Com o caminho
Que tem pela frente
...
Natal está aí.
Luzes coloridas
Brilham pela cidade.
Selena contempla
O pinheiro solitário
No meio da praça.
Toddy Sonja,
Balok e Naluka
Se dão as mãos.
E giram ao redor
Da nossa personagem.
O tempo pára.
Uma gota de orvalho
Cai na sua mão.
Os nossos heróis
Rodopiam pelo ar
E levantam Selena.
As pessoas somem.
Só ela existe.
E lá no céu
Com neve ao redor
Que cai por aí
Ela então percebe
Que apesar de tudo
Ainda vale a pena.

o clube da lua

Capitulo 1


A reunião


Numa noite quente e silenciosa, cinco amigos se unem pra mais uma reuniao fantastica.

A cada seis meses, eles se reunem para contar uma historia absurda.

Senao fizerem isto, eles podem morrer.

Pois foram amaldiçoados durante uma visita a um museu de cera, pelo guia do lugar que não foi com a cara deles.

Estes amigos que se detestam fazem entao um pacto com o guia do museu.

Depois deles contarem 3 anos Histórias fantásticas nestas Reuniões,eles vao repassar esta tarefa para outras pessoas que eles conhecem e ficarem livre desta praga.

Guia então aceita o pacto.

E por coincidência já se passaram 3 anos.

Esta Será Última reunião do clube da lua original.

Que as Histórias comecem.


Capitulo 2


Derek (amigo 1)


Depois de dar uma tesoura pra o meu cachorro como presente de aniversario,ele ficou desapontado.

Mordeu minha mão com raiva.

Então eu resolvi dar uma lição nele.

Levei o meu cachorro pra uma floresta.

Deixei ele na cabana duma bruxa.

Ela faz doces de vento.

E o cachorro ia colher vento pra ela com os seus latidos.

Em troca ela lhe deu um rabo novo pois o seu caiu.

Depois dum ano, eu fui pega-lo.

Só que ele tinha sumido.

Comeu tanto doce deste tipo que o vento levou.

EU contei esta historia pro meu pai.

E agora o pacto está com ele.


Capi­tulo 3


Klinta (amiga 2)


Eu adorava minha cama cor de rosa.

Ela era quente, fofa e cheirosa.

Tinha perfume de água.

Eu nao trocava ela por nada neste mundo.

Só que minha mae teve o mal gosto de comprar outra cama sem minha autorizacao.

E mesmo sabendo que eu idolatrava minha cama, ela jogou no lixo.

Eu fiquei triste.

Fui ate o lixão.

Mas não quiseram me devolver.

Eu fiquei revoltada.

Voltei pra casa.

Embrulhei minha mãe num saco cheio de nada.

Amarrei com fita de led.

E joguei no ceu.

Agora ela anda pelas nuvens.

E meu irmão que se vire com o pacto.


Capitulo 4


Heitor (amigo 3)


Depois de morrer em Troia,eu viajei pra um teatro abandonado.

No meio dos escombros, encontrei um dia perdido.

E neste dia perdido, eu vi uma foto do silêncio.

Ele estava tão feliz.

Falava como sempre.

E na praia, os gregos me mandaram a mensagem de que Helena me abandonou.

Com raiva então eu encenei uma peca com o Silêncio.

E não dissemos nada.

Agora liguei pra Helena.

Lhe dei este presente de grego.


Capítulo 5


Leandra (amiga 4)


Eu conheci um garoto pela internet que vive na Itália.

Ele é pintor.

Mas ao chegar eu descobri que ele é casado com uma fada.

Ela descobriu tudo e então o matou e me jogou uma praga (mais uma).

Me transformou numa coelha e disse que eu só voltaria ao normal se encontrasse um anel de prata no fundo de um lago de chocolate.

Então eu passei sete dias nadando naquele lago até que encontrei o anel dentro duma ostra.

Eu voltei ao normal.

Fui para casa.

Contei isso a minha irmã.

Agora ela está com a bola.


Capítulo 6


Tom (amigo 5)


Eu tomo conta de um viveiro de pássaros.

E neste viveiro, há um corvo que lê Shakespeare.

Ele leu Othelo.

E teve uma ideia.

Willy (o corvo leitor de Shakespeare) gosta de uma coruja - Melina.

Mas Melina gosta de outra coruja - Branquito.

Willy então resolve fazer uma armadilha.

Chama Branquito num canto e diz que Melina está lhe traindo com um papagaio.

Ele lhe diz que ela se encontrará com o papagaio a noite, numa cerejeira.

Branquito resolve ir até lá.

Mas no local nada ele encontra.

Então Willy aparece.

E o mata soltando uma pedra em sua cabeça.

Eu sei disto tudo através de revelação em sonho.

Eu então mando Willy como castigo para ilha das cobras.

E deixo este pacto agora com você que leu isto até agora.

domingo, 3 de dezembro de 2023

Amêndoa

Capítulo 1


Numa tarde nublada, Amêndoa passeia com suas roupas de estimação.

Pois neste universo, as roupas,as vezes,ganham vida própria.

Um lindo vestido vermelho esvoaçante flutua alegremente por uma larga avenida arborizada junto com sua dona.

Há muito tempo, Amêndoa tem um limite mágico em sua vida.

Ela possui dois irmãos, Lírio e Zênite.

Numa batalha a muito tempo atrás,o reino mágico entrou em guerra com reino rival.

E nesta guerra, Lírio lutou pelo seu país.

Enquanto Zênite lutou pelo reino inimigo, já que ele acha o seu rei um tirano.

O reino vizinho perdeu.

E Zênite foi obrigado a se exilar do seu país natal.

Mas ele jurou que um dia se vingaria de todos.

E é neste momento que a nossa história começa.


Capítulo 2


Há muito tempo, o atual rei do reino mágico foi abençoado em seu nascimento com um presente mágico de seu padrinho mágico, durante uma festa de comemoração do seu nascimento.

Este padrinho mágico lhe deu um unicórnio mágico ainda bebê, e disse aos pais do príncipe,na época, que este unicórnio protegeria o filho deles de toda maldade humana.

Mas o animal fantástico teria que viver sempre por perto do garoto,ou então sua força mágica seria quebrada e o futuro rei adoeceria,envelheceria e morreria mais cedo que o normal.

No momento atual, está de noite.

A maioria dorme no reino, quando estábulo real é invadido por um grupo de ladrões vestidos de preto, mascarados com uma máscara de raposa,montados em vassouras,e através dum feitiço poderoso eles descobrem o espaço onde o unicórnio se encontra.

O animal é muito bonito, porte alto, forte e imponente. Pelo branco,olhos azuis e chifre colorido como um arco íris lhe caracteriza.

Os ladrões, então, lançam um encantamento e o unicórnio é envolvido por uma grande bolha transparente.

Neste momento,os guardas reais aparecem e tentam impedir o roubo mas um dos ladrões murmura uma palavra mágica desconhecida,e os soldados são transformados em sapos.

Os ladrões logo vão embora com o unicórnio.


Capítulo 3


Várias pétalas de cerejeira começam a cair no reino mágico e um intenso cheiro doce, quente e indecifrável toma conta do ar.

Enquanto isso,o rei dorme quando levanta subitamente e pressente que algo ruim aconteceu.

Um conselheiro seu chega e lhe informa do roubo do unicórnio. E este conselheiro é Lírio. Depois da guerra com reino vizinho,por sua lealdade e coragem, ele é nomeado cavaleiro e conselheiro do rei.

Ao sentirem o cheiro das pétalas de cerejeira, toda cidade é tomada por um grande tapete rosa.

O rei então vê tudo aquilo e começa a passar mal.

Ele é logo colocado na cama e um conselho de emergência se reúne.

Enquanto isso no campo, Amêndoa leva uma vida tranquila e sossegada quando recebe uma visita inesperada.


Capítulo 4


Esta visita inesperada é de seu irmão, Zênite.

E Junto a ele se encontra sua amante, Matilda.

  • O que vocês fazem aqui?

  • Nós viemos buscar sua ajuda.

  • Minha ajuda para que? E quem é ela??

  • Esta é Matilda,ela vive comigo agora. E queremos sua ajuda porque a revolução vai começar.

  • Que revolução? Do que você fala?
    Matilda - Chegou a hora de mostrar ao rei o seu verdadeiro lugar. E dar ao povo o que é dele por direito. Começamos por roubar o unicórnio.
    Zênite - Agora ele começa a definhar e morrer, e nossos amigos estão prontos para invadir.

  • Você está louco. Isso não é certo.

  • Esta situação atual que não é certa. Então, só vou lhe perguntar uma coisa: você está conosco ou contra nós?

  • Eu estou do lado da razão e não dá loucura.

  • Muito bem então. Você escolheu seu lado. Portanto não nos atrapalhe.
    E num passe de mágica o casal vilão sumiu.

Amêndoa olha para o nada desconcertada e decide ir pra cidade falar com seu outro irmão, Lírio.


Capítulo 5


Durante a sua viagem,a nossa heroína pára numa taverna para um chá de ervas.

E nesta tarde,ela olha para o horizonte,e percebe como as árvores estão quietas e o sol se encontra tão límpido num céu azul cobalto,salpicado por nuvens brancas e majestosas.

Este momento lhe faz lembrar quando ela e os seus irmãos brincavam de voar pela floresta que rodeava sua casa,e como a personalidade de cada um foi se definindo com o tempo.

Numa mesa próxima,ela ouve rumores sobre o estado de saúde do rei e o roubo de seu unicórnio mágico.

Amêndoa,então,percebe que isso é obra de seu irmão, Zênite,paga a conta e vai para cidade.

Chegando lá,ela vê toda cidade tomava por uma chuva de pétalas de cerejeira.

E o exército real em polvorosa pelas ruas da cidade, à procura dos ladrões.

Ela se apresenta no castelo e fala com o seu outro irmão, Lírio.

A rainha a reconhece e lhe pede para ajudar na solução deste problema.

Amêndoa outrora foi uma general da guerra do exército real,mas decidiu se aposentar depois de ver tanto sangue e morte.

Mas,o destino novamente bate a sua porta,e ela percebe que o causador daquilo tudo tem que ser detido,custe o que custar.

O conselho de emergência se reúne,e a protagonista de nossa história fala sobre o que ela sabe.

Eles, então,decidem montar um esquadrão de caça para pegá-los.

A rainha revela que quem tiver o unicórnio mágico terá o poder para governar o reino sem ser ferido ou morto. E Amêndoa percebe o propósito do plano de Zênite.


Capítulo 6


Enquanto o exército se prepara para caçada, inesperadamente as pétalas de cerejeira param de cair.

Mas o que vem em seguida deixa o reino todo atônito.

Um bando de vampiros são invocados pelos vilões para atacar a cidade.

E uma batalha infernal começa a tomar conta da capital. Amêndoa então invoca por magia as roupas que não estão sendo usadas para ajudar na batalha e uma grande nuvem de tecidos se une aos mocinhos da história. Tudo e todos lutam desesperadamente pela proteção do povo e a muito custo os monstros são derrotados.

Só que,em contrapartida, Lírio é mordido por um dos vampiros e acaba sendo infectado.

Ele entra em coma,e Amêndoa se desespera.

A única chance, então,que eles tem é procurar o mago,o feiticeiro mais poderoso do reino. Afinal, ele é o criador do unicórnio mágico e padrinho do rei.

E ele também ensinou os 3 irmãos a usar o dom da magia.

Logo entra em cena o cavaleiro,um fiel escudeiro da rainha para ajudar Amêndoa nesta busca.

Logo, várias corujas negras surgem no céu da capital espalhando panfletos com a seguinte mensagem: "Aqui é Zênite,e envio esta mensagem para vocês como um aviso. Ou vocês me dão a coroa e o trono,ou matarei a todos que ficarem no meu caminho. Vocês tem uma semana para tomar a decisão".


Capítulo 7


-Pensamento-Zênite-

Esta madrugada eu tive um sonho.

Sonhei que estava colando papéis pelo chão-rua num terreno molhado.

Às vezes o papel voava e eu corria atrás.

Eu não entendo porque disto.

Simplesmente eu faço.

Então eu acordo.

Penso nisso e percebo que é uma mensagem pra mim.

Não importa o que vc faz mas sim pra que vc faz.

Então vou seguir em frente com o meu plano.

Pois o remédio embora amargo tem efeito garantido.

E vão me agradecer por isso depois.


Capítulo 8


Amêndoa e o cavaleiro percorrem a floresta em busca do mago.

Os dois são velhos conhecidos.

Eles tomam banho num rio.

E fazem amor.

Não é nada romântico.

Apenas atração física.

Eles continuam na jornada.

Numa clareira eles vêem uma cabana.

Sai fumaça na chaminé.

Já é noite.

Uma luz é acesa dentro do lugar.

Eles batem a porta.

Ela se abre sozinha.

Os dois entram.

E acabam dentro dum templo zen budista.

Ao centro duma sala minimalista, o mago está sentado em posição de lótus.

Medita de olhos fechados.

E ao seu redor várias bolhas cintilantes flutuam no ar.

Ele então levita e se volta pra o casal.

Abre os olhos.

E pergunta o que eles querem.


Capítulo 9


Os nossos heróis explicam tudo pra o mago.

Ele olha os dois por um tempo.

E decide ajudá-los.

Para esta tarefa ele cria uma espada mágica cor verde e semelhante a uma katana.

O mago explica que somente esta espada pode ferir e matar Zênite.

Mesmo triste esta é a única maneira de para-lo, pensa Amêndoa.

Enquanto ao cavaleiro,o mago lhe dá um anel mágico que pode transformar em realidade qualquer pensamento seu.

Os dois então são abençoados pelo mago e voltam pra o reino, para defender a capital.


Capítulo 10


Só que no meio do caminho,eles são atacados por uma horda de zumbis,comandados por Matilda.

Amêndoa corta eles com sua espada mágica enquanto cavaleiro golpeia a todos com um arco e flecha produzido pela energia-anel.

Os zumbis são derrotados e a dupla confronta a vilã.

Cavaleiro é ferido e Amêndoa luta com Matilda que consegue derrubar espada da protagonista-historia.

Ambas caem no chão com Matilda por cima da nossa heroína.

Quando a antagonista tenta mata-la com um punhal,o cavaleiro atinge Matilda com uma bala na cabeça produzida pelo anel mágico e a vilã morre.

Mocinho cai cansado e sangrando.

Amêndoa junta ervas na floresta.

Faz um remédio.

Dá pra ele que melhora.

E continuam na jornada.

Um corvo branco vê tudo.

E conta o acontecimento a Zênite que promete vingança pela sua amada morta.


Capítulo 11


Quando Amêndoa e o cavaleiro chegam na cidade eles tem uma surpresa.

Tudo está mudado pois a capital foi enfeitiçada.

Ela agora é um lugar futurista com prédios,aeronaves, computadores e robôs modernos num grande mundo metálico.

Eles ficam perdidos.

Sem saber o que fazer.

Mago então aparece.

Ele faz um encantamento.

E ambos compreendem aquele mundo como é.

Um robô aparece.

E lhes dá uma mensagem de Zênite.

Para que eles voltem no tempo normal vão ter que cumprir 3 missões.

Se conseguirem fazer isto vão poder duelar com ele numa batalha final de forma honrada e decidir o destino-reino.

Eles então aceitam.


Capítulo 12


-Missão 1-

Ir no cemitério maldito e matar o fantasma do cavaleiro amarelo amaldiçoado a vagar pela terra por ter traído seu daimio.

...

Trio então vai até o local e lá o fantasma se apresenta pra o duelo.

Ele mostra uma carta pra amêndoa que diz que ela é que terá que duelar.

Ela então saca sua katana.

Muitos golpes depois,ela acerta um baú de madeira que contém as cinzas do cavaleiro amarelo.

Acaba libertando ele da maldição e vence a batalha.


Capítulo 13


-Missão 2-

Ir num prédio todo metálico e tecnológico e derrotar um exército-android e salvar Lírio que está na cobertura preso numa caverna feita de energia junto a um antídoto anti-vampiro.

Detalhe - Esta missão só pode ser feita pelo cavaleiro.

...

Ele então usa seu anel mágico e derrota vários androides do térreo até o topo.

Lá ele encontra um samurai-android enorme que o confronta mas ele acaba vencendo.

Quando Android cai no chão, caverna energética se desfaz.

Lírio então é resgatado.

Prédio começa a explodir.

Eles fogem com ajuda dum Zeppelin pilotado pelo mago.

Longe dali,Lírio toma o antídoto e melhora da enfermidade.


Capítulo 14


-Missão 3-

Mago tem que vencer corrida contra um dragão atravessando oceano numa cama voadora.

...

Depois de muitas trapaças por parte do dragão, cuspindo fogo,gelo e água em cima do mago, que se defende com sua magia, nosso herói feiticeiro vence a corrida oceânica.


Capítulo 15


Trio fantástico então volta pra realidade medieval.

Eles são transportados para um imenso campo de grama verde.

Zênite está lá com uma armadura branca, montado no unicórnio pronto para batalha com a sua espada.

Ele então desafia Amêndoa pra o duelo.

Mago materializa pra ela um centauro pra montaria.

Os dois se enfrentam e Zênite é derrubado do unicórnio.

Renda-se,você perdeu,diz Amêndoa.

Você que pensa, fala Zênite.

De repente, um raio atinge o unicórnio que morre.

Amêndoa se vira e vê o mago que faz o cavaleiro sumir.

O que vc está fazendo, pergunta heroína.

Pegando o que é meu por direito, responde o mago.

Rei morre juntamente com seu irmão Lírio.

Como você pode fazer isso,diz ela para Zênite.

Nunca gostei de vcs, responde o vilão.

Ele então se une ao mago e juntos fazem um feitiço, mandando nossa heroína para um mundo diferente do nosso.

Dupla vilanesca toma poder mundo mágico.

E Amêndoa fica perdida num mundo qualquer.

Ela jura que um dia retornará ao seu mundo e fará justiça.

Custe o que custar.

terça-feira, 21 de novembro de 2023

Tom Quichoki

Capítulo 1


Na beira dum penhasco,

Uma imensa prisão metálica

Ali se localiza.

.

Celas de vidro,

Vigiadas por androides

São todas controladas.

.

Numa cela qualquer

Um famoso cavaleiro

Nela se encontra.

.

Tom Quichoki é seu nome,

Sua fama lhe precede

Para o bem e para o mal.

.

Alto e magro

Ele era.

Muito sonhador também.

.

Para Orca ele vivia

Assim se chama

Ordem dos cavaleiros andantes.

.

Mas dum crime

Ele foi acusado.

Matar sua amada Medeia.

.

Atraído ele foi

Para cena do crime

Onde tudo ocorreu.

.

Com espada na mão

Ele foi encontrado

Morta Medeia estava.

.

Justamente por uma

Espada tão afiada

Sua vida chega ao fim.

.

E a de Tom Quichoki também.

Pego de surpresa

Orca lhe condenou.

.

Banido ele foi.

E preso logo é

Tudo ao mesmo tempo

...

Capítulo 2


Depois de 15 anos

Solto ele é

Mas está inconformado

.

Saber ele quer

Quem fez isso

E sua vida estragou

.

Mundo tão diferente

Para ele é

Tudo está avançado

.

Robôs por toda parte

Castelos muito modernos

Dragões de aço

.

Só quem lhe espera

É seu fiel escudeiro

Tonto Samba

.

Os dois se abraçam

E lágrimas vem aos olhos

Duma alma ferida

.

Mas vingança exige

O pensamento de Tom

E ele se planeja

...

Capítulo 3


Ele sabe bem

Quem aquilo fez

Seu eterno inimigo

.

Burronato é seu nome

Um cavaleiro invejoso

Que amava também Medeia

.

Dentro da ORCA

os dois disputavam

Quem era melhor cavaleiro

.

Em várias aventuras

Ambos se metiam

E tudo detonaram

.

Durante um tempo

Contra os ciclopes

Eles então lutaram

.

Único olho deles

Logo em pedra

Tudo eles transformavam

.

E com isso

Tom Quichoki foi atingido

Em pedra se virando

.

Burronato lhe salvou

Matando o ciclope

Ao normal ele voltou

.

E uma dívida de honra

Tom Quichoki tem

Com quem lhe salvou

.

Já outro dia

Durante uma patrulha

ORCA lobisomens enfrentou

.

Mordido foi Burronato

E lobo ia virar

Tom Quichoki o salvou

.

Com seu unguento sintético

O vírus reverteu

E sua dívida pagou

.

Mesmo desse jeito

Inimizade ainda ficou

E nada mudou

.

E tudo piorou

Quando Medeia apareceu

E com os dois mexeu

...

Capítulo 4


Um dia qualquer

General da ORCA

Pediu um favor

.

Levar sua filha

Medeia tão gentil

Para passear no Zeppelin

.

Encantado com a Android

Tom Quichoki se prontificou

A levar pelos céus

.

No mesmo momento

Burronato aquilo viu

E mal ele se sentiu

.

Inveja lhe veio a mente

E um plano

Ele então inventou

.

Durante o passeio

Tom Quichoki e Medeia

Logo se apaixonaram

.

Céu azul contemplaram

Arranha céus cintilantes

E naves voadoras

.

Mesmo sendo impossível

Humanos e androides

O momento aproveitaram

.

ORCA não permite

Relações durante tempo

Em que nela servem

.

Ligação é emocional

Medeia lhe diz

Que adotada é

.

A Corporação-android

Criou sua linha

Para doméstica ser

.

Mas o general

Lhe achou inteligente

Para só isso ser

.

E tudo mudou

Sua vida melhorou

E o mundo descobriu

.

Enquanto isso ocorreu

Para o céu Burronato olha

E ódio lhe inflama o peito

...

Capítulo 5


Uma guerra começa

Entre a ORCA

e rebeldes terroristas

.

Eles invadem a capital

E matam pessoas

Com bomba-laser

.

Tom Quichoki é ferido

E fica inconsciente

Seu inimigo vê uma chance

.

Ao destruir um terrorista

Usa sua máscara de raposa

E o rival vai matar

.

Quando várias aeronaves

Bombardeiam o lugar

Destruindo os terroristas

.

Uma explosão acontece

E Burronato cai

Pelo impacto da bomba

.

Alguns dias passam

E Tom Quichoki

Fica sem lembrança

.

Ele sofre amnésia

E não reconhece ninguém

Medeia triste ficou

.

Sem ter mais

O que fazer

Ela embora vai

.

Burronato então percebe

Que agora é a hora

Dele poder agir

.

O que ele sente

Não é amor ou paixão

É apenas capricho

...

Capítulo 6


Então de repente

Nosso herói acorda

E recupera memória

.

Procura por Medeia

E o general

Lhe fala ocorrido

.

Ele vai procurá-la

Sente a falta

De suas palavras

.

Ao chegar lá

Onde Medeia está

Ela tá morta

.

Ele vê Burronato

Com espada na mão

Óleo e peças pelo chão

.

Os dois lutam

A coisa complica

Tom pergunta porque

.

Burronato lhe diz

tentei lhe conquistar

Mas não me quis

.

Morte lhe dei

E então agora

Eu mato você

.

Os dois se enfrentam

Tom lhe derruba

E se prepara pra atacar

.

O vilão trapaceia

E com um pó cegante

Seus olhos inflama

.

O inimigo se levanta

E lhe bate na cabeça

Com a espada

.

O cavaleiro desmaia

Burronato chama ORCA

E faz uma armadilha

.

Quando Tom acorda

Uma espada suja de óleo

Está na sua mão

.

A cavalaria chega

E diante da cena

Ele é preso

...

Capítulo 7


Ao lembrar disso

Raiva lhe dá

E tudo volta a mente

.

Hoje em dia

Burronato promovido é

A vice-comandante

.

General nele confia

E a Tom Quichoki odeia

Tudo é mudado

.

Em seu túmulo

Cavaleiro flores coloca

Chora amizade perdida

.

Tonto Samba então

Logo o leva

Para sua biblioteca

.

Muitos livros ele lê

Para o tempo passar

E sua mente melhorar

.

Mas ideia persiste

Da vingança continuar

Só não sabe como fazer

.

Mas ao ler um livro

Então lhe chega ideia

Do que fazer

...

Capítulo 8


Tom Quichoki vai

Para uma floresta

A mente iluminar

.

Para Tonto Samba

Ele então diz

Que na vida vai pensar

.

Que ilhas não promete

Lhe dar por sua ajuda

Mas amizade eterna terá

.

E então lembra

Quando Tonto conheceu

Numa briga escolar

.

De valentões durões

Que surra a Tonto

Davam tão forte

.

E nosso herói

Ao amigo salvou

E amizade ficou

.

Para floresta vai

A mente clarear

E ver o que fazer

.

Caminha pela relva

E seres estranhos

Vê ali reunidos

.

Figuras tão iluminadas

Que olhar lhe ofusca

E o ambiente preenche

.

Um deles lhe vê

E o pega pela mão

Lhe dando visão

.

Então ele enxerga

Corrupção tão grande

Na ordem dos cavaleiros

.

Suborno e corrupção

Tráfico de influência

E mortes indevidas

.

Tão decepcionado

Fica o herói

Que decisão ele toma

.

Se unir aos rebeldes

Ele então vai

Para tudo renovar

...

Capítulo 9


Os rebeldes lutam

Contra tirania ORCA

liderados por Solina

.

Herói sua ajuda pede

E sua história

Ele então conta

.

Como prova de boa fé

Uma missão impossível

Ela lhe dá

.

Na montanha vermelha

Um dragão azul

Ele terá que matar

.

Com ajuda de Tonto Samba

Muitos dias viaja

Até lá chegar

.

No interior da montanha

O monstro vive

Rodeado num lago

.

Sozinho Tom vai

Num barco frágil

Para missão cumprir

.

O dragão acorda

E cospe gelo

Que o lago congela

.

Seu barco destruído é

E ele no gelo cai

Com espada na mão

.

Tonto Samba aparece

E o dragão distrai

Para nosso herói mata-lo

.

Enquanto dragão voa

Em direção a Tonto

Uma parede Tom escala

.

E quando dragão

Pegar o escudeiro vai

O cavaleiro pula sobre ele

.

E a espada enfia

No meio da sua testa

O gigante logo cai

...

Capítulo 10


Numa festa nacional

ORCA então desfila

Diante do rei

.

Burronato adiante vai

Conduzindo as tropas

Quando naves surgem

.

Uma confusão começa

A batalha inicia

Com Tom e Solina frente

.

Burronato inimigo reconhece

E os dois se enfrentam

Numa luta sangrenta

.

Derrotada na batalha

A ORCA recua

E a luta o vilão perde

.

Tom diz a todos

Que justiça quer trazer

E mostrar a verdade

.

O general caído

Nada daquilo entende

Burronato tenta enganar

.

Solina então chega

E na cabeça do vilão

Sua mão coloca

.

Uma imagem se proteja

Da mente do criminoso

E tudo se revela

.

A morte de Medeia

Armadilha pra Tom Quichoki

Traição de Burronato

.

General se decepciona

E prender o vilão

Ele então manda

.

Mas o vilão se mata

Para não se entregar

E tudo termina

.

General é revelado

Na sua corrupção

E o rei manda prende-lo

.

Multidão os aplaude

E ali mesmo

Tom Quichoki vira general

.

ORCA renovada é

Silona vira capitã

E os rebeldes, cavaleiros

.

Tonto Samba volta

Para sua biblioteca

E em paz o reino fica

...

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

o chapeleiro vermelho

Capítulo 1


No reino mágico, havia um chapeleiro vermelho.

Alto, magro e ruivo ele era.

Com um terno roxo e um casaco vermelho ele se vestia de forma extravagante.

O seu chapéu grande vermelho também era.

Há muito tempo, no meio da floresta ele mora.

No palácio real ele serviu.

Mas tudo abandonou.

E isolado ele vive.

Um belo dia, um andarilho encontrou na sua porta.

Comida o chapeleiro lhe deu.

Informações do mundo lá fora o andarilho informou.

E uma destas informações o chapeleiro surpreso ficou.

Ana estava morta.

Assassinada ela foi.

...

Capítulo 2


No reino mágico, famosa Ana era. Pois guerreira ela foi.

Nascida com poderes místicos, escolhida ela foi pra combater o bruxo negro e sua horda de dragões.

Com ajuda do exército real, ela ganhou uma espada mágica do feiticeiro da corte.

E com ela o bruxo negro derrotou e aos seus dragões.

Durante esta guerra, o chapeleiro Ana conheceu.

Amigos eles ficaram.

E na guerra juntos lutaram.

Apaixonado chapeleiro ficou.

Mas a outro Ana amou.

O príncipe seu coração ganhou.

Ciúme então brotou.

Depois da guerra, embora o chapeiro se foi.

E foi viver como nós já sabemos.

Porém uma tragédia aconteceu.

O príncipe adoeceu.

E tão logo ele morreu.

Ana triste ficou.

E logo sua história acabou.

...

Capítulo 3


Toda nação sua dor chorou.

Junto a morte do príncipe.

Pois da tirania o reino livrou.

Mas seguir em frente se deve.

E um tempo depois, novo amor ela então encontrou.

Um mago famoso como escritor se tornou no reino todo.

Seus livros com histórias mágicas eram um sucesso.

E durante uma excursão pela capital eles se encontraram.

E então se apaixonaram.

Logo depois se casaram.

E foram viver numa ilha que ao reino pertence.

Ana tentou chapeleiro convidar pra o seu casamento.

Mas aceitar ele não quis.

Então os dois brigaram.

E não mais se falaram.

...

Capítulo 4


Embora andarilho foi.

Chapeleiro então decidiu ir a ilha saber o que aconteceu.

Mas logo uma nova tragédia então se sucedeu.

Uma misteriosa doença no reino mágico apareceu.

Muitas pessoas morreram.

E muitas viraram zumbis.

Por uma horda sua casa foi atacada.

Ele conseguiu fugir.

Sua casa incendiou.

E aquele grupo matou.

Mesmo assim não desistiu.

E para ilha ele iria.

...

Capítulo 5


No meio da floresta, um cão branco de armadura ele viu.

Apressado ele ia.

Para o palácio corria.

Chapeleiro então seguiu.

Na estrada o cão branco foi atacado pelos zumbis.

Ele entao com sua espada revidou mas eram muitos.

E num buraco ali perto cão branco caiu.

Ao ver a cena, o chapeleiro pegou a sua pistola e atirou nos zumbis que de medo então fugiram.

Naquele buraco chapeleiro se jogou pra salvar o cão.

E caindo num túnel infinito ele foi até o fim.

...

Capítulo 6


Tudo era escuro e vazio lá dentro.

Com o chapeleiro só o seu pensamento.

O que está acontecendo?

E de repente num jardim ele caiu.

Mas por algum motivo este jardim no céu ficava.

Ele não entendeu mais nada.

O lugar colorido era.

Com várias flores e aromas.

Rosas, margaridas, orquídeas e outras flores mais ali estavam dispostas ao acaso.

Porém o cão branco ele não viu. Apenas sua espada ali estava tão abandonada.

Sua arma sumido havia.

E a espada ele pegou.

Olhando pra baixo, o reino pequeno ficou.

Logo um barulho ele escuta.

E uma aranha de charrete ele encontra.

Ela pergunta quem ele é.

Tudo ele explica.

O cão branco ela diz ter visto numa caverna próxima ter entrado.

Aranha então leva até lá.

No meio do caminho, outra horda zumbi aparece.

Chapeleiro com espada mata.

Aranha com sua teia ataca.

E a jornada continua.

Até a caverna chegar.

Para aranha chapeleiro agradece.

E ela no caminho desaparece.

...

Capítulo 7


Na caverna chapeleiro entra.

E para sua surpresa uma casa ela é.

Toda mobiliada está.

Lareira acesa aquece.

E numa sala arrumada o cão branco logo aparece.

Para um café o cão convida.

O chapeleiro aceita e agradece.

Os dois então conversam.

E o cão lhe conta que na praia de férias estava.

Quando tudo começou.

Logo ao rei ele corre.

Mas na corte todos morrem.

E alguns a vida voltam e mordem.

O cão branco foge.

Seu retiro este é.

Uma estratégia ele planeja.

O reino quer salvar.

Porém o exército dizimado está e ele não sabe o que fazer.

Por Ana o chapeleiro pergunta o que aconteceu.

Mas explicar o cão não sabe.

A única pista é uma carta que ela lhe mandou.

Dizia que o seu marido alguém queria matar.

E tentaram 3 vezes.

Mas não sabia quem.

E o mago escritor não lhe falou.

A carta o chapeleiro viu.

E aquilo se tornou ainda mais vil.

Ele resolveu seguir em frente.

Mas não sabia como sair dali.

O cão lhe falou que a única forma era usar um veleiro que descia da nuvem na chuva.

O veleiro então cão lhe dá.

Junto com a espada.

Mas alguns dias passam.

Até que a chuva cai.

E o chapeleiro se vai.

...

Capítulo 8


Enquanto a chuva cai o veleiro desce.

Lenta descida é.

E neste meio tempo uma camponesa voadora no céu surge e para ele acena.

Uma capa voadora ela usa.

E no veleiro ela desce.

Diz que no céu colheita fazia.

Uma cesta com frutas ela tem

E ao chapeleiro um morango dourado camponesa oferece.

Pela ilha esmeralda ele pergunta.

É de lá que ela fala que a praga zumbi começou.

E um deles foi que Ana matou.

Do mago escritor ele suspeita que deve ter feito algo sobre isso.

Por fim num deserto prateado veleiro pousa suavemente.

Camponesa então desce agradece.

Fala que para chegar a ilha um tapete voador ele precisa.

E o único que pode lhe ajudar com isso é o mercador.

Numa tenda - oásis ele mora.

Sua direção é o norte.

E para o norte ele vai

Enquanto a camponesa sai.

...

Capítulo 9


Ao vento se entrega.

Enquanto areia chega.

Um zumbi solitário encontra.

E o seu fim lhe dá.

Junto ao seu corpo uma ampulheta de madeira o chapeleiro acha.

E por alguma razão ele leva.

Alguns dias depois, um oásis ele avista.

Tenda preta e branca armada no oásis está.

Palmeiras verdes a rodeiam.

E um lago perfumado e cristalino em frente se encontra.

Um camelo sossegado dorme.

E dentro da tenda uma música ecoa num som límpido e puro.

Ao adentrar o recinto, um mercador sentado de pernas cruzadas ali está.

Voltado pra frente da tenda.

Seu turbante e roupa são cor de creme.

Sua pele cor de canela é.

Sua barba azul anil é.

O que quer, ele pergunta.

Um tapete voador, o chapeleiro responde.

Um tributo em troca o mercador pede.

Junto a ele, uma vitrola antiga um bolero de Ravel toca.

Ampulheta chapeleiro oferece.

Objeto então ele analisa.

E logo ele aceita.

A um canto da tenda, onde há várias almofadas e outros tipos de tapetes, o que lhe interessa ali está.

Um tapete voador azul.

E o mercador lhe dá.

Chapeleiro logo agradece.

E voo no tapete levanta.

Mercador horizonte olha.

E ampulheta coloca no chão.

Areia começa no tempo cair.

Sol então se põe.

...

Capítulo 10


Voando pela noite, aurora boreal aparece.

Tudo é silêncio.

Logo noite desaparece.

E ao longe, ilha esmeralda o chapeleiro divisa.

Como por transmissão de pensamento, tapete voador pousa naquela grama tão verde.

E ao sair de cima do tapete, este prontamente levanta voo e para longe se vai.

Chapeleiro apenas observa.

Ilha não é tão grande.

Mas também pequena não é.

E ao caminhar mais adentro, ele percebe uma vila incendiada.

Muitos corpos queimados.

E o chão verde transformado em vermelho vivo.

Um barulho estranho ele ouve.

E por trás duma cabana, dois zumbis jogam xadrez.

Chapeleiro olha pra eles.

Eles olham o chapeleiro.

E voltam a jogar.

O nosso herói pensa em mata-los. Pega a espada.

Mas sangue demais já tem nesta história.

E ele segue em frente.

Decisão boa ou ruim?

Que decida o leitor.

Perto da vila incendiada, uma estrada prateada aparece.

Seguir por ela o chapeleiro vai e se põe a caminho.

E a estrada segue até uma colina verdejante.

Onde um chalé aparece.

...

Capítulo 11


Chalé simples este é.

Cheiro ainda madeira tem.

Vermelha porta é.

Em silêncio tudo está.

E quando chapeleiro entra, casa toda revirada encontra.

E no meio da sala, um ataúde de vidro ele vê.

E para sua surpresa, dentro dele Ana está embalsamada.

Vestida está com sua armadura.

Ao seu lado, sua espada está depositada.

E na sua cabeça uma coroa de louros ela tem.

Emocionado chapeleiro fica.

E quando em direção a ela vai, passos na porta se aproximam.

Sua espada ele saca.

Porta se abre.

E por ela passa o bruxo negro.

Surpreso chapeleiro fica.

...

Capítulo 12


Pensei que morrido você tinha, disse o chapeleiro.

Um truque tudo foi, diz o bruxo negro.

Tola ela foi por não querer ir até o fim com o plano, ele complementa.

Do que você fala? Indaga o chapeleiro.

Desde o começo, armada aquela guerra foi, comenta o bruxo negro.

Sonhávamos em dominar o reino mágico, e que melhor jeito que um teatro encenar e a todos acalmar, exclama o nosso vilão.

Para Ana o chapeleiro olha, incrédulo.

Isto possível não pode ser, fala o herói.

Mas ao conhecer aquele príncipe tolo, mole ela ficou, diz o bruxo negro.

Então numa discussão nos envolvemos. E tudo acabou.

Ela não aceitou esta praga zumbi ser conjurada.

Logo ao seu novo marido eu me aliei. Mas ela descobriu nosso plano e ameaçou ao rei contar.

Então com ela tivemos de acabar. Um feitiço sono eterno eu realizei.

E um assassinato fizemos parecer. Já primeira pessoa zumbi infectei. Ou seja, enquanto ela assim está, o vírus zumbi não pode acabar.

Aqui ficamos a vigiar.

E você chegou para tudo atrapalhar.

E agora esta ruína ao poder me levará porque só eu esta catástrofe posso parar.

E logo você eu vou aniquilar.

Eis a explicação do bruxo negro. E surge o mago escritor.

O que você ganha com isto? Indaga o chapeleiro.

Depois de tudo terminado, esta história escreverei e mais rico e famoso ainda serei, explica o mago.

Perplexo chapeleiro fica.

Com espada na mão, agora é tudo ou nada.

Conjurar zumbis o bruxo negro faz e logo aparecem para o nosso protagonista matar.

Casa cercada fica.

E quando tudo perdido parece estar, uma grande ave fênix no céu surge.

E montados nela o cão branco, a camponesa voadora e o mercador aparecem em auxílio do chapeleiro.

E com estranhas armas mágicas, os zumbis são aniquilados.

A dupla de vilões feitiços tentam lançar.

Mas uma rede mágica ao grupo então os protege.

O mercador da sua mochila ampulheta tira.

E ao colocá-la no chão, os grãos de areia ao bruxo negro vai desintegrando.

E sem saber como isto pode ser, ele em areia desaparece.

O mago escritor não tendo solução tenta fugir mas o tapete mágico o envolve e o joga dum precipício da ilha, onde no mar ele morre afogado.

Desorientado chapeleiro uma explicação ele pede.

...

Capítulo 13


Primeiro fala o cao branco que procurado por Ana foi e lhe conta tudo que se passou.

Ela lhe diz que o único que pode ajudar é o chapeleiro.

E então arma todo plano em cima do plano do bruxo negro.

Mágico sendo ele, se transforma no andarilho que na casa do chapeleiro apareceu.

E lhe fala do ocorrido.

Logo cão branco procura camponesa que conhecendo o mercador sabe que ele é o único que poderia ter acesso a um livro mágico raro.

Os dois então se combinam.

E cada um dos personagens que nosso herói visitam, lhe colocam um toque mágico para ver e ouvir através dele.

Isto se dá pelo veleiro, pelo morango e pela ampulheta.

E assim descobrem sua localização.

Enquanto livro encontram.

E nele estudam para o feitiço zumbi reverter.

E esta solução se dá ao envolver seu corpo no tapete mágico e colocá-la dentro do veleiro junto com ampulheta.

Isto é feito.

E já no céu, fogo ele pega.

E tudo em cinza termina.

Uma lágrima ao chapeleiro vem.

Mas em paz ele fica porque pelo menos Ana ao que parece se redime.

Enquanto isso todos zumbis vão caindo, um a um.

E a praga logo termina.


pais e filhos

A.                                              Numa era não identificada, Alceu se encontra numa mesa puramente tecnológica.
Uma mesa toda redonda, com tampo de vidro onde vários símbolos, letras e números se encontram dispostos como num grande computador.
Do centro da mesa, uma tela etérea mostra a imagem dum garoto lindo e loiro cujo olhar é fixo e penetrante.
Este garoto se chama Proteu e é o seu filho.
......................
B.
Caminhando pela cidade néon tudo é tão colorido artificialmente que a naturalidade desaparece quase por completo deste universo há muito tempo. Mas Alceu não desiste de procurar o seu filho com quem não fala há 3 anos.
Desde que eles brigaram pelo filho ter revelado que gosta de outro garoto, eles romperam relações e Proteu evita encontrar o pai a todo custo.
O carro automático para numa livraria high tech, enquanto ele observa por uma tela-outdoor uma imagem holográfica do hololivro do filho, que é um escritor de sucesso.
Ele como empresário do ramo de leite sintético sempre sonhou com um caminho conservador para o filho no ramo mas o mundo artístico venceu esta batalha.
E este era um dos motivos dos confrontos entre eles.
....................................
C.
Ao chegar em casa, um dos vários detetives particulares que ele contratou para achar o seu filho lhe deixa uma mensagem holográfica de que sua última pista não deu nada.
Que ele ainda está tentando.
Alceu deita na cama e fecha os olhos para tentar encontrar uma orientação racional do que fazer através da respiração plena e energética.
Ele pensa como desde a morte de Selena a 9 anos atrás, tudo tem sido tão difícil.
Encontros casuais com prostitutas-androides não satisfazem da mesma forma.
Drogas sintéticas alucinógenas não o deixam feliz depois do efeito pretendido.
Viagens interplanetárias não preenchem o seu vazio.
Enquanto isso seu fim se aproxima. E o tempo corre.
............................................
D.
Quando dorme, Alceu tem um sonho do qual ele não consegue acordar tão fácil.
Ele se vê todo de branco e descalço, percorrendo um chão todo de vidro onde tudo ao seu redor é feito de cristal (pessoas, carros, casas, prédios, animais, etc).
Ele tenta falar com alguém mas não consegue. De repente, o sol de cristal amarelo se torna numa grande luz branca e difusa e tudo fica num oceano de luz por um tempo.
Quando Alceu volta enxergar, todas as pessoas de cristal desaparecem e só ele sobra.
Até os animais somem.
A grande cidade de cristal agora é um deserto só.
Uma leve brisa percorre o seu corpo enquanto ele tenta encontrar uma explicação para aquilo tudo.
Ao andar por uma longa avenida ele chega ao seu final onde se encontra um autêntico templo xintoista todo prateado.
Ele se sente atraído pela paz daquele lugar e ao atravessar o tori, no centro daquele grande pátio vazio se encontra um lago de tamanho médio, com águas cristalinas e que repousam ao redor duma pequena ilha de cristal, onde está seu filho, Proteu.
.....................................
E.
Alceu então vê o seu filho sentado em posição de lótus junto a uma linda cerejeira que mantém sua natureza vegetal.
Proteu parece meditar profundamente de olhos fechados enquanto seu pai tenta chamá-lo mas o garoto não escuta. O pai vê, maravilhado, que carpas coloridas saem do pequeno lago e voam como folhas ao redor de Proteu num ritmo calmo e silencioso.
Até que os peixes voltam para agua e o seu filho abre os olhos e olha pra ele.           
Alceu entao acorda.
..................................
F.
Na manhã seguinte, Alceu toma seu café enquanto pensa no sonho. O que será que aquilo tudo quis dizer?
Ele não sabe.
Mas sente um certo conforto ao se lembrar daquele ambiente tão fantástico.
Um corvo pousa na sua janela.
Ele contempla beleza negra daquela ave tão linda.
De repente, seu assistente virtual diz que um email chegou para ele.
Alceu abre a mensagem e lê:
E-mail: Aqui é o seu filho. Não tente me rastrear.
Sei que você colocou detetives atrás de mim.
Isto não importa.
Eu sou vou aparecer quando eu quiser aparecer para você.
Mas já que você quer tanto me reencontrar, eu lhe proponho um desafio interessante.
Mergulho no meu mundo e se você cumprir as tarefas, nós nos encontramos.
E vamos resolver tudo isto duma vez por todas.
Serão cinco desafios.
Eu vou mandar um por vez.
Se aceitar digite um OK como resposta. Até mais então.
...
Ele manda um OK e fica ansioso pelo acontecimento.
Não vê a hora que tudo isto acabe e possa ter uma chance.
..................................................
G.
Email - desafio 1
Mande uma mensagem para o meu e-mail contando um segredo seu. E não diga que não tem, porque eu sei que tem. Aguardo resposta.
.............................
H.
Email - resposta desafio 1
Aquilo que eu vou lhe contar vai diretamente entrar em contradição do que eu muitas vezes briguei com você.
Assim que casei com a sua mãe, eu trabalhava numa loja como vendedor de eletrônicos.
E lá eu tinha um colega de trabalho chamado Luke.
Ele é gay e nos apaixonamos.
Mesmo casado, tivemos um relacionamento de 6 meses.
Depois ele arranjou outro emprego e foi embora.
Até onde eu sei, sua mae nunca soube deste fato.
Ou se sabia, fez de conta não enxergar nada disto.
E para dizer a verdade, foram os melhores meses da minha vida até agora.
Combati muito este lado de sua personalidade porque também tenho isto em mim.
Se fiz o que fiz, foi pensando em proteger você deste mundo. Mas não deu certo.
Agora você sabe.
.............................
I.
E-mail: desafio 2
Muito bem.
Agradeço sua sinceridade.
Agora eu quero que você vá até um tecno-circo dum amigo meu e faça uma apresentação de improviso do que lhe vier a mente. Meu amigo me contará como foi tudo.
PS.: Não adianta questionar sobre o meu paradeiro a ele.
Não lhe dirá nada.
Até mais então.
............................
J.
Alceu então dirige pela estrada de aço tão polida que o reflexo da lua parece fazer com que a lua esteja no chão.
Ele chega até limite da cidade.
Onde um tecno-circo é baseado. Neste futuro tão utópico, eu imagino para vocês, leitores, que o tecno-circo seja uma verdadeira catedral de luzes coloridas, com cadeiras flutuantes que giram ao redor do picadeiro, participando de tudo em uma verdadeira imersão teatral que mistura o limite da plateia e do palco central. Uma magia futurista.
...............................................
K.
Email - resposta amigo Proteu
Seu pai foi muito bom na apresentação.
Para quem não gosta do ramo artístico até que ele tem um dom.
Ele falou comigo.
Combinou uma apresentação de dança contemporânea com uma música clássica ao fundo.
(Les Indes galantes
Ópera por Jean-Philippe Rameau e Louis Fuzelier).
Além disso, ele recitou um monólogo antes da dança, que fala abertamente de se defender o ser humano em toda sua essência, independente de aparências.
A plateia gostou.
Eu tentei fazer ele entrar para trupe mas não quis.
Ele concluiu o seu desafio.
Se cuida aí.
Espero que dê tudo certo.
..........................................
L.
Alguns dias depois da apresentação, Alceu não havia recebido mas nenhum e-mail do filho e isto deixou preocupado. Será que ele tinha feito algo errado?
Então ele recebe um telefonema de Proteu.
Na verdade uma áudio - mensagem. ( Muito bem. Eu soube da sua apresentação. Recebi a gravação. Ficou muito bom. Parabéns, pai. Agora eu lhe deixo terceiro desafio).
...........................................
M.
Desafio número 3
Vá até um hospital infantil, e conta para uma criança internada lá um conto de fadas.
Eu quero a transcrição resumida deste conto.
............................
N.
Transcrição conto infantil
...
Num mundo dominado pela magia, um garoto vivia preso numa torre de marfim.
O seu pai era um mago muito importante do reino.
E não tinha tempo para ele.
Sua mãe era uma princesa morta e a sua irmã, uma feiticeira que vivia na floresta.
Os únicos amigos do menino eram os livros.
Mas ele já tinha lido todos.
E o tédio era seu único pensamento naquele lugar.
Seu pai o prendia ali com a desculpa de protegê-lo dos seus inimigos mágicos.
Mas o menino sabia que era tudo mentira dele.
E um dia o menino resolveu fugir dali para sempre.
Ele aproveitou um dia enquanto pai dormia e pegou um frasco de um líquido verde esmeralda que faz quem o toma se tornar invisível por algum tempo.
O garoto então bebeu o líquido, ficou invisível e fugiu para floresta onde sua irmã vivia.
Lá ele voltou ao normal.
Mas nunca havia andado ali.
Então se perdeu.
Gritou por sua irmã.
Quis voltar pra casa.
Mas não conseguiu.
Neste meio tempo, seu pai percebeu a sua falta e com um exército o procurou por todo lugar inclusive na floresta.
Lá na clareira, o feiticeiro se deparou com um pequeno túmulo recém construído.
Em cima havia um lírio branco.
Um lobo branco aparece.
Em pensamento lhe diz que seu filho morreu afogado ao atravessar o rio.
Que o lobo tentou salva-lo.
Mas não conseguiu.
Então resgatou seu corpo d'água e o enterrou ali.
E logo aquela flor ali nasceu.
O feiticeiro ficou tão triste pelo remorso que seu coração então parou de bater.
Logo urso se virou na sua filha feiticeira e também ali o seu pai enterrou junto ao garoto.
..............................................
O.
E-mail desafio 4
Conto muito triste este é.
Reflete bem nossa condição.
Agora eu quero que você vá até a base lunar e lá no túmulo minha mãe deixe uma holo-mensagem com algum pensamento sobre nossa vida familiar. Eu quero uma foto-cópia deste texto.
.................................................
P.
Diário Alceu
(03 de abril dum futuro qualquer)
Este pedido pra mim é muito difícil. Porque você faz isso comigo? Na verdade eu sei.
Minha conduta não foi apropriada. E deixei a desejar.
Agora colho que plantei.
Durante minha viagem pra lua lembrei de minha Lua de mel com sua mãe aqui.
Foi um tempo tão bom.
Pena que tudo passa.
Nós éramos tão felizes.
E agora não somos mais.
.........................................
Q.
Foto-cópia texto
...
No início da vida quis ter uma trajetória como a maioria das pessoas: estudar, trabalho, casar, ter filhos e netos.
Em boa parte consegui isso.
Mas não me senti completo.
Minha parte escondida não era tão satisfeita assim.
E fiquei perdido nas minhas escolhas ao ficar frustrado.
Descontei tudo em vocês.
Sei que fui equivocado.
Mas amo muito vocês.
Isso é complexo, eu sei.
Mas a vida é assim.
Espero que me perdoem.
Mas senão puderem me perdoar, que possamos pelo menos tentar começar de novo.
.............................
R.
Em algum lugar no mundo espiritual
...
Selena vê atitude seu marido em visita ao seu túmulo lunar.
Ela pensa em tudo que passou.
E sente o remorso do marido.
Suas traições e maus tratos.
Mas agora que ela se encontra purificada de todo sofrimento do outro lado da vida, seu pensamento é compassivo.
Ela o perdoa pela ignorância de suas atitudes e mentaliza uma conexão pra que ele e seu filho possam se reaproximar.
Uma lágrima escorre em seu rosto e um cheiro de rosas envolve Alceu naquele monumento prateado em pleno lado iluminado da lua.
......................................
S.
Email desafio 5
Que bom que você foi sincero.
Já é um começo.
Agora eis o seu último desafio.
Procure Luke e tenha uma conversa com ele.
Não guarde esta história de forma inacabada em sua vida.
Eu já falei com ele.
Está a sua espera.
Endereço segue em anexo.
Ele lhe dará uma palavra - chave pra que eu saiba que você o procurou. Até mais então.
..........................................
T.
Diário Alceu
(06 de abril dum futuro qualquer) 
Meu encontro com Luke foi como voltar no tempo.
Ele não mudou nada.
Já eu mudei tudo.
Meu coração disparou.
Foi como se nunca tivesse me separado dele.
Sentimento é igual.
Ainda amo ele duma forma diferente como amo Selena.
Mas ainda sim é amor.
Nos abraçamos e nos beijamos.
Dissemos muitas coisas.
Sobre tudo que é importante.
Nós fizemos amor.
Foi muito bom.
Ele é solteiro.
Permanece fiel a si mesmo.
Coisa que não fiz.
Conversamos por um tempo.
E tomamos café.
Rimos e choramos.
Depois nos despedimos.
E prometemos nos encontrar algum dia por aí.
Palavra - chave é GRATIDÃO.
...............................................
T.
Email proteu
Eu fico feliz por você ter resolvido esta parte da sua vida.
Agora os desafios terminaram.
Você se mostra disposto a mudar. Então agora vamos nos encontrar por aqui.
Meu endereço segue em anexo.
Eu espero você.
Até mais então.
..........................
U.
Diário de proteu
(20 de abril dum futuro qualquer)
Nós demoramos muito a nos encontrar por aqui.
Meu pai ficou em dúvida.
Temia minha reação.
E a dele também.
Mas enfim nos encontramos.
Depois de tanto tempo.
Demos um aperto de mão.
Ele perguntou como eu estava.
Eu perguntei como ele está.
Tomamos um café.
Não fomos melodramáticos.
Conversamos normalmente.
Ele me disse coisas.
Eu disse coisas.
Ele pediu uma nova chance.
Eu resolvi dar uma nova chance.
Mas eu fui viajar.
Fui até Saturno.
Pensar na vida.
Vê os seus anéis.
O que o futuro me reserva?
Ele respeitou minha opinião.
Depois foi embora.
Mas antes me abraçou.
Uma lágrima silenciosa passeou em meu rosto.
Agora estou no espaço.
Tudo é frio e distante.


quinta-feira, 9 de novembro de 2023

o gato branco

o gato branco
na solidão da noite
sol que encanta

I
Tom Silver olhava atentamente o relógio.
Sua vida havia mudado completamente desde o tempo em que ocorreu aquele acidente.
Ele não era mais o mesmo.
E sua vida tinha se transformado numa espécie de tedio rotineiro onde nada mais parecia fazer sentido para ele.
Tudo começou á ficar mais e mais nublado em sua mente enquanto compreensão do mundo. Para que existir num plano que não lhe agradava mais?
Os dias se passaram em vão.
As noites eram repletas de melancolia.
E para aguentar tudo isto, o que ele fazia era comer cada vez mais.
Um misto de culpa e ansiedade o fazia ter um sentimento de conflito com a refeição.
E ele engordou.
A cada tempo que se passava, sua silhueta ficava imensa.
E o que era ruim, ficou ainda pior.
Suas roupas se perderam.
E sua vontade de socializar também se perdeu.
Pois ele não se aguentava nem mais olhar no espelho.
E a reclusão então veio.
Tom Silver não saia mais de casa.
Não queria mais conversar com ninguém.
Ele achava sua imagem estética insuportável.
Foram dias e dias em cima duma cama.
Casa toda estava bagunçada.
Não atendia ao telefone quando lhe ligavam.
Enfim, uma verdadeira desconexão com o mundo.
Ate a sujeira se avolumava ao seu redor.
Mas para ele nada disto era importante.
Somente aquilo que ele sentia.
Um dia porem tudo isto mudou.
Ele não aguentou mais aquela situação.
Tom Silver resolveu mudar de vida e começar uma nova jornada.
Ele decidiu usar sua inteligência em prol de si e dos outros.
E não mais se sujeitar aos caprichos dum destino que lhe parecia demasiado cruel e sem sentido, compreendendo que para mudar a sua mente, era necessário mudar a sua atitude. E assim ele o fez.
Tom Silver olhou novamente o relógio.
Agora eram 14h52min.
Tarde estava quente.
Ele ficou imaginando onde estaria aquela mulher.
- Será que ela não vem? Eu não vou perder o meu tempo aqui à toa.
Vale salientar para satisfação do leitor curioso, que a aparência deste meu personagem mudou significativamente com a sua mudança de comportamento.
Ele emagreceu, e dos seus 110 kg passou para 75 kg, distribuídos numa bela altura de 1,80 m; branco como a neve, com olhos castanhos e cabelos pretos cacheados, Tom Silver voltou á ser o que era antes.
Sua aparência chamou muito atenção de todos, e foi por isto e por um anuncio nos meios de comunicação atual que a senhora Hermes solicitou sua ajuda.
E era justamente esta senhora que ele esperava ate agora.
Quando já estava prestes a levantar para sair, eis que a porta do seu escritório se abre.
E a figura monumental da senhora Hermes dá o ar da graça.
Uma mulher de seus 63 anos, morena, estatura mediana, vestida de forma simples, elegante e discreta, lhe parece ter um vago ar apreensivo.
- Boa tarde, senhora Hermes. Em que posso ajudá-la?
- Eu necessito sua ajuda para um caso de desaparecimento a ser resolvido.
- Desaparecimento de quem?
- Da minha neta, Cely.
- E desde quando sua neta esta desaparecida?
- Há nove dias.
- Já foi à polícia?
- Não. – E porque não?
- Porque este é um assunto familiar e não gosto de pessoas estranhas se metendo na minha vida. Por isto vim á sua procura.
- Atitude estranha esta sua, não acha?
- O mundo é estranho e ainda estamos nele.
- Tudo bem então. Eu gostaria de saber mais sobre o caso.
- O caso é que nós tivemos uma briga e ela saiu de casa sem dar satisfação.
- Ela costuma fazer isto?
- Ate este momento não.
- Tem alguma ideia para onde ela possa ter ido?
- Para casa dum namorado dela.
- E os pais dela?
- Morreram num acidente automobilístico há sete anos.
- Compreendo. Vocês geralmente se dão bem ou sempre brigam?
 - Ate este namorado dela aparecer na nossa vida, tudo ia bem. Depois dele, a personalidade dela mudou muito e para pior.
- Entendo e em que sentido ela mudou para pior?
- Ficou agressiva, sem compromisso com estudo e trabalho, e sai sem dar satisfação á ninguém. Está muito difícil a convivência.
- Quanto tempo ela namora este rapaz?
- Há nove meses.
- Certo e qual é o nome dele?
- Saito Dorneles. Aqui está uma foto deles.
- Ok. Em que lugar este Saito mora?
- Na cidade vizinha. Num condomínio residencial de nome o gato branco.
Que nome estranho para se colocar num condomínio residencial. Enfim, vivemos num pais estranho mesmo, pensou Tom Silver.
- Enfim, eu quero que você descubra onde ele á esconde, pois nega que Cely não está com ele e eu sei que isto é mentira.
- E se ela não estiver mesmo com ele.
- Então ele vai nos levar até ela.
- Só mais uma pergunta. Ele mora com alguém?
- Pelo que Cely me disse, ele tem um irmão chamado Fausto. Os pais deles moram no Japão. Isto é que eu sei até agora. Já fui ao apartamento dele e liguei, mas não tive muito sucesso. Espero que você consiga alguma coisa para mim.
- Tudo bem então. Quando tiver alguma novidade, eu lhe informo.
- Obrigada e ate mais então.
Eles apertam as mãos e ela vai embora de forma mais sossegada.
Agora uma nova aventura começa para o nosso herói.
II
No dia seguinte, a manha surge ainda mais quente.
E calor é o que Tom Silver não gosta de sentir.
O seu sonho é morar num pais de clima ameno.
E o seu pais dos sonhos sem duvidas é a Itália.
Uma paixão geográfica e cultural que ele admira desde pequeno.
Com flores pela estrada, ele atravessa a rodovia em direção á cidade vizinha para o seu mais novo caso.
O que diriam seus pais sobre o que ele se tornou?
Principalmente seu pai que é um homem tão difícil de agradar.
Eles não tem se visto muito ultimamente.
E este caso em questão entre vó e neta faz lembrar em muitos aspectos a rotina de sua vida junto ao seu pai.
Conflitos familiares são muito comuns.
E isto não tem fim.
Será sempre ontem, hoje e amanha.
O vento no seu rosto ameniza o calor.
E o tempo fica mais suportável.
No lado da estrada bem conservada, ele vê uma sorveteria de fachada colorida.
E resolve dar uma parada para saborear um gostoso picolé de chocolate, uma de suas guloseimas favoritas. Isto é o paraíso para ele.
Sentado ali entre estranhos, sem que ninguém o reconheça. Tom Silver aprecia a paisagem e o chocolate.
Ele agora se controla com a comida, se é o que vocês estão imaginando.
Agora há um limite para isto.
Pelo menos é o que eu acho.
Depois que criamos um personagem, fica difícil saber o que se passa pela mente dele.
Mesmo que seja no papel.
Depois deste momento prosaico, finalmente ele chega á terra prometida.
Qual seja o condomínio residencial o gato branco.
Apesar do nome, não há nada de especial neste prédio.
É um condomínio como outro qualquer.
E isto o decepciona um pouco.
Ao falar com o porteiro e explicar suas intenções e mostrar sua identificação, a entrada é permitida e ele adentra aquele imenso elefante branco.
Um prédio conservado, totalmente pintado de branco, com janelas vermelhas.
Tantas que nem se pode contar.
O numero de apartamento que lhe interessa é o 69.
Bem sugestivo este nome, não acham?
O que eu estou querendo dizer?
Ai vai da interpretação de cada um.
Tom Silver toca a campainha.
Alguns segundos se passam, enquanto ele escuta vindo lá de dentro do apartamento uma musica que a primeira vista parece ser uma opera bufa.
Quando ele pensa em tocar novamente a campainha, a porta se abre.
E quem surge diante dele é um homem por volta dos 30 anos, com cabelo longo e totalmente vestido de branco.
- Olá, boa tarde. Em que posso ajudá-lo?
- Meu nome é Tom Silver e sou detetive consultor. Estou à procura de Saito Dornelles. Ele esta neste momento por aqui?
- Eu sou fausto, irmão dele. O que aconteceu?
- Namorada dele está desaparecida há alguns dias e fui contratado para achá-la.
- Compreendo. Meu irmão foi ao centro resolver uns assuntos e daqui a pouco esta de volta. Você quer esperá-lo por enquanto?
- Tudo bem então.
Ao entrar no apartamento, o detetive percebe que a mobília tem algo de aparência vitoriana. Moveis saídos diretamente da Inglaterra do século 19 que contrastam com o tempo em que vivemos.
Porem, hoje em dia nossos pais se mostra cada vez mais mesclado com a cultura mundial e globalizado.
Tanto faz, o que importa no final das contas é que ele percebe que ao centro duma grande sala esta posta uma mesa de tamanho médio com aparência tipicamente inglesa. Uma toalha de linho bordada cobre a mesa redonda de forma muito organizada.
Xicaras, pires e partos, além de talheres, são dispostos na mesa de forma simétrica, junto á um bule de chá e um delicioso bolo que ainda está fumegando e que parece ser de chocolate com cobertura de creme de leite.
Com agua na boca, Tom tenta não se levar pelo caminho da gula, pois ele sabe onde isto pode levá-lo. Mas Fausto adivinha o seu pensamento e o convida para uma xicara de chá que por sinal é de limão e maça.
Ele então aceita enquanto se senta-se à mesa posta para quatro pessoas.
Apesar de tudo, a sensação ali é tão aconchegante que não da vontade de ir embora.
Ate eu que escrevo estas linhas estou com vontade de ficar também.
Com o sorriso mais gracioso que se pode ter, Fausto serve uma xicara de chá ao detetive enquanto uma suave musica clássica de Antônio Vivaldi toca ao fundo.
Ao experimentar o chá, Tom o acha simplesmente saboroso.
-É um ótimo chá. Parabéns.
- Obrigado, eu tento fazer o meu melhor.
- Ótimo. Você gosta daqui?
- Sim, eu não troco este lugar por nada.
- Compreendo.
- E o que você quer com meu irmão precisamente?
- Eu quero saber se ele tem noticias de sua namorada, Cely.
- Por quê?
- Você sabe por quê?
- Garanto que não.
- Será mesmo que não?
- Você quer uma fatia de bolo?
- Porque você foge da pergunta?
- Porque você esta assim?
- Assim como?
- Olhe no espelho e veras.
Tom Sivelr então se olha no espelho e percebe que algo esta diferente.
O ambiente parece girar ao seu redor.
As cores se misturam.
O som fica mais nítido.
Ele começa a tremer e ofegar.
- O que você fez comigo?
- Eu não fiz nada. É sua imaginação;
- O que?
Então ele fica mais tonto ainda.
A visão escurece.
E ele desmaia.
III
Ao acordar, Tom Silver percebe estar num ambiente totalmente diferente.
Uma grande relva verde lhe rodeia por todos os lados.
A tarde possui um vento suave e ameno.
Seu céu esta absolutamente límpido e azul.
Tudo é tão silencioso quanto à natureza pode ser.
Ele se levanta e olha tudo ao seu redor novamente.
Aproximadamente a 10 metros dele, percebe um pequeno animal deitado junto a uma bela arvore que descobre ser uma cerejeira.
Ele então chega junto ao animal e percebe se tratar dum gato branco.
Perto do gato, ele encontra um papel em formato quadrado de cor creme com os seguintes dizeres escritos numa caligrafia muito bonita e artística – siga o gato branco.
Ao olhar para o bichano, este já se encontra indo em direção á uma entrada de floresta que ele não percebera ate agora.
Apesar de naquele momento tudo estar tão absurdo para ele, não havia tempo para perder com raciocínios lógicos.
O mais lógico então pare ele seria seguir o fluxo do acontecimento e ver no aquilo tudo daria. E lá se foi ele acompanhando o gato branco.
Ao entrar nesta floresta, o detetive seguiu o animal por uma pequena estrada pintada de amarelo, onde se podiam ver as mais variadas e perfumadas flores que beiravam esta mesma estrada tão peculiar.
No final da estrada, um portão pintado de verde, com cerca branca de madeira delimitava um lindo e pequeno chalé ao estilo suíço.
O gato então atravessa o portão e sem mais delongas entra pela porta principal que se encontra meio aberta como se ele fosse morador daquele local.
Tom também entra ali.
O que ele observa é uma grande sala com poucos moveis ao estilo rustico e bem no meio da sala há uma pequena mesa de vidro, onde o gato se encontra.
Em cima da mesa, além do gato há uma tesoura onde está colada uma etiqueta com a seguinte frase – corte o laço.
Ele pega a tesoura.
O gato pula da mesa, se esfrega em seus pés e vai embora pela mesma porta por onde entrou sem olhar para trás.
O detetive olha para aquele ambiente por um momento e se depara com uma porta azul com uma fita rosa prendendo a maçaneta.
Ele vai ate lá e corta o laço;
E ao cortá-lo, um som de piano começa á tocar.
Tom então abre a porta.
E o que ele vê é outra sala igualmente espaçosa.
E no seu meio há um homem que toca piano.
Neste local, há uma janela imensa que dá para uma varanda, além do piano em si e duma poltrona perto da janela.
O homem toca alguma coisa que parece ser Chopin.
Ele esta vestido de preto branco, num conjunto informal e ao mesmo tempo discreto.
Aparenta estar na casa dos 20 anos.
Tem uma aparência muito bonita, com uma pele branca e cabelos castanhos sedosos.
Seus olhos são levemente orientais no formato.
Seu semblante parece tranquilo.
Ele para de tocar o piano.
E Tom é o primeiro a falar.
- Quem é você?
- Eu sou quem você procura;
Sua voz é suave e melodiosa.
- Saito Dornelles?
- Bingo.
- O que você faz aqui e como eu vim parar aqui?
- O que importa na vida não é o como e sim o porquê.
- Eu não entendi.
- Há muita coisa na vida que não entendemos e este momento é um deles.
- Isto está cada vez mais confuso.
- É para ser confuso mesmo.
- Eu morri?
- Você acha que morreu?
- Eu não sei.
- Então espere até o fim da historia e você saberá.
- Você sabe por que eu vim aqui?
- A minha intuição diz que sim.
- E o que a sua intuição lhe diz?
- Porque você não senta?
- Eu não quero me sentar.
- Pois então eu quero.
Saito se levanta de forma graciosa e vai se sentar na poltrona.
Tom Silver logo pergunta.
- E então?
- Cely não está comigo.
- Como não está?
- Ela se cansou desta vida e resolveu dar um novo rumo para ela.
- O que você quer dizer com isto?
- O que eu quero dizer com isto é que não estamos mais juntos. Ela não quis mais a rotina da nossa jornada e resolveu empreender uma nova jornada.
- E o que aconteceu para vocês chegarem a este ponto?
- Simplesmente o tedio.
- Entendo.
- Você nunca se entediou na vida e quis dar um novo rumo á ela?
- Claro que sim.
- E porque não fez?
- Comodismo e preguiça.
- Sei como é.
- E agora o que eu faço? A vó dela não sabe noticias suas e me contratou para descobrir o seu paradeiro. Ela me deu seu nome e por isto estou aqui.
- Eu compreendo, mas como disse nós já não temos mais nada á uns três meses.
- E você tem alguma ideia de onde eu possa encontra-la?
- Na nossa ultima conversa ela disse que tinha vontade de ir morar perto do mar.
- Certo.
- Eu vou facilitar a sua vida. Atrás deste chalé há um carro e dentro deste carro existe um mapa duma casa de praia onde ela pode estar então boa sorte.
- Eu posso confiar no que você diz?
- Neste mundo não há certeza absoluta de nada, apenas possibilidades. A escolha é sua.
- Tudo bem então, só mais uma pergunta?
- E qual é a pergunta?
- Porque você está aqui?
- Porque é aqui que eu quero estar.
- Ok. Obrigado pela ajuda.
- Sucesso na sua procura.
Saito volta ao seu piano e começa á tocar uma peça de Beethoven.
Ele escuta um pouco enquanto percebe que o pianista chora de forma discreta.
Tom então vai embora dali.
O carro está no lugar indicado juntamente com o mapa duma praia que fica numa região onde ele já foi algumas vezes.
Ainda escutando piano ao longe, o detetive dá partida no carro e prossegue o seu caminho. Ao longe o gato branco lhe observa partir.
IV
Numa casinha simples de praia, as ondas arrebentam na areia, e deixam para trás suas espumas tão brancas como a neve.
Tom Silver sai do carro e encontra uma porta de madeira marrom aberta como a esperar sua visita tão sentida e importante.
Ele chama, mas ninguém responde.
Ele então entra.
Para sua surpresa, Fausto olha por uma imensa janela as ondas que correm pelo mar abraçado á uma pessoa que ele reconhece imediatamente ser o alvo de sua procura.
Cely, num belo vestido vermelho que realça sua beleza morena de forma simples e natural diante da imensidão daquela sala mobiliada de forma tão espartana.
Os dois então se viram para o detetive.
- Então todo este tempo vocês estavam juntos.
Cely fala, com voz clara e límpida – certamente que sim.
- Porque você fez isto?
- Porque ela não aguentava mais aquela vida medíocre com meu irmão.
Esta foi a resposta de Fausto.
E Cely complementa – eu não suporto mediocridade.
Neste momento, entra Saito.
- A traição corre no sangue. Pena que vocês não vão viver por muito tempo este idílio romântico. Tudo acaba aqui.
Fausto fala – nós já sabíamos que este dia mais cedo ou mais tarde chegaria.
Os dois se encaram, um de frente pro outro.
Os irmãos então se confrontam fisicamente enquanto Tom Silver protege Cely daquela cena melodramática patética.
Ela tenta se livrar desesperadamente dos braços do detetive, mas ele a impede.
No chão, Saito está por cima de Fausto e pega um estilete para cortar o pescoço dele quando Tom grita com uma arma em punho.
- Parem já os dois com isto ou eu vou ter que atirar.
Saito então fala – faz isto se você tem coragem. Porque eu vou fazer o que vim para fazer. E ao apertar o pescoço do irmão, ele enfia o estilete na jugular, causando uma cena de sangue neste momento do conto.
Tom dispara e acerta o ombro de Saito, que cai desmaiado.
Cely corre para junto de Fausto, mas este já está sem vida.
Ela fica sentada ao lado do corpo, muda pelo acontecimento.
O detetive coloca as mãos na cabeça;
Ele está desnorteado com isto tudo.
De repente, a sala é tomada por um cheiro de rosas e o corpo de Fausto se transforma num monte de pétalas de rosa.
Tom e Cely ficam abismados com o fato.
Ela pega um punhado destas pétalas e cheira de forma apaixonada.
Sem dizer uma palavra, ela se vira e anda em direção ao mar.
Tom tenta impedi-la, mas ela lhe olha de forma tão fixa e determinada que uma força invisível o impede de acompanha-la.
Ela caminha lentamente para o mar com o olhar perdido, e some para nunca mais voltar.
Ainda atordoado com tudo isto, Tom escuta Saito atrás de si.
- Eles tiveram o que mereciam.
Ao dizer isto, o assassino sai caminhando pela areia ate se perder de vista.
Tom não sabe por que, mas tudo aquilo é absurdo demais para se explicar á policia.
Ele sabe que está errado, mas á esta altura do campeonato nada mais importa.
E o detetive também vai embora daquele lugar.
V
Após contar tudo para senhora Hermes, ele pergunta – o que a senhora fará então?
Ela logo ri de forma descontrolada e responde – a única coisa que eu posso fazer no meio de toda essa loucura que atormentou minha vida por muito tempo. Esquecer tudo e pensar que eles realmente se mereciam. Cely nunca foi boa para mim, eu tentei de tudo, mas não deu. Agora não vou sofrer mais por isto. Pode parecer frieza minha, mas é a única defesa que tenho contra esta tempestade que se formou em minha vida. Se quiser me criticar vá em frente, mas esta é a minha palavra final.
- Quem sou eu para criticar alguém? Espero que a senhora fique bem.
- Obrigado por tudo.
Os dois se dão as mãos e ela o acompanha até á porta.
Tom Silver vai embora dali.
***
Em casa, ele tira a roupa e vai tomar um banho.
No chuveiro, celular dele toca.
E ao sair para atender ao telefone, escorrega no ladrilho e bate com a cabeça na pia.
Ele então desmaia.
Um tempo depois, ele escuta um som de piano ao longe.
Quando abre os olhos, uma ligeira dor de cabeça se apossa do detetive.
Ele se senta no sofá onde estava deitado e olha ao redor.
Reconhece então aquele lugar.
Mas não é a sua casa.
É o apartamento de Fausto.
Ao olhar para frente, ele se encontra numa poltrona com o gato branco no seu colo.
- Olá detetive, você está melhor? Eu fiquei preocupado, você tomou uma xicara de chá e de repente desmaiou. Está tudo bem?
O nosso herói fica sem saber o que aconteceu neste momento e muitas duvidas surgem em sua mente.
Tom olha para o rosto de Fausto, onde um sorriso sutil e zombeteiro cruza sua face.
E vê o gato branco lhe encarando de forma misteriosa.