domingo, 12 de abril de 2026

as aventuras de Antônia

(Capítulo 01)

Já é madrugada.
Antônia fuma um cigarro.
As cinzas caem no chão.
Ela bebe algo.
Álbum de fotos no colo.
Ela vê uma imagem.
Um homem sorridente.
Antônia esfrega os olhos.
Um leve fungado.
Fazem oito meses.
Ela lembra tudo.
Uma corrida por aí.
Um pneu furado.
Uma batida no muro.
Um funeral a fazer.
Um lado vazio na cama.

(Capítulo 02)

O sino toca.
A missa termina.
Antônia vai a praça.
Algodão doce.
Cheiro de pipoca.
Terra molhada exala chuva.
O céu cinzento.
Gente que conversa.
Risos pelo ar.
Ela olha tudo.
Não se identifica com nada.
O cão late.
Ela o acaricia.
A noite chega.
Ela pega um táxi.
Vai embora.

(Capítulo 03)

Um dia nublado.
Antônia na cozinha.
Fogo ligado.
Seu olhar perdido.
Café na mesa.
Ela limpa o rosto.
Bochecha molhada.
Lágrima no chão.
Antônia escuta o silêncio.
Pensamento está nele.
Lembrança de uma briga.
Joga o café na pia.
Pega a chave.
Sai porta afora.
Ela treme de frio.
Buzinas dos carros.
Uma árvore na calçada.
Cai uma folha.
Antônia pega a folha.
Guarda no seu livro.
Aperta o casaco.
Pega o bonde.
Um menino na frente.
Brinca com um graveto.
O bonde para.
Alguém desce.
Alguém sobe.
Ela continua.

(Capítulo 04)

Cafeteria aberta.
Algumas mesas ocupadas.
Antônia pede um café.
Ela lê um livro.
Chega um homem.
Pede um sorvete.
Ele prefere morango.
Cheiro chega até ela.
Isto lembra um perfume.
O homem olha pra ela.
Vê o livro.
- eu gosto deste livro.
Antônia olha pra ele.
- é bom sim.
- desculpa atrapalhar vc.
- não se preocupe.
Ele se levanta.
- eu já vou.
- se cuida então.
- boa leitura para você.
- obrigado. Boa escolha.
Ele olha o sorvete.
- sim, é bom. Tchau.
- tchau.
Ele sai.
A porta se fecha.
Antônia olha ele dobrar a esquina.
Ela pede um sorvete de morango.

(Capítulo 05)

Agora já é tarde.
Antônia tá na sala.
Ela lê o mesmo livro.
O telefone toca.
Ela atende.
Uma explosão aconteceu.
O centro da cidade tá em chamas.
Há uma confusão.
Polícia por todo lado.
Prédio em ruína.
Alvoroço na avenida.
Antônia olha pela janela.
Não dá pra ver nada.
Ela põe a mão no coração.
Ele tá acelerado.
Liga TV.
A notícia é dada.
Possível ataque terrorista.
Há vários feridos.
Ainda não se sabe sobre mortos.
Antônia desliga TV.
Olha pro teto.
Se pergunta porque tudo isso.
Ela tenta se acalmar.
Fecha os olhos.
Pratica meditação.

(Capítulo 06)

Uma homenagem é feita.
Várias pessoas morreram.
A cidade está de luto.
Antônia comparece a cerimônia.
Vários discursos são feitos.
Muitos nomes são lidos.
Começa a chover.
Ninguém sai dali.
A cerimônia termina.
Algumas fotos estão no mural.
Ela vai ve-las.
Uma imagem chama atenção.
O homem do sorvete.
Ele está ali.
Uma das vítimas.
Antônia não sabe o que pensar.
Ela aperta sua bolsa.
A chuva ainda cai.
Ela começa a espirrar.
Sabe que uma gripe vem aí.
Passa a mão na foto dele.
Vai embora sem olhar para trás.

(Capítulo 07)

Antônia recebe uma mensagem.
Sua amiga está na cidade.
Ela quer encontrá-la.
As duas vão a uma pizzaria.
- olha como vc está.
- olá, você também está ótima.
As duas se abraçam.
Pedem o cardápio.
- o que você tem feito?
- eu sou advogada.
- que bom, fico feliz por você.
- obrigada.
- e o que você tem feito?
- eu sou escritora.
- legal.
- eu sempre gostei de escrever.
- sim, você é ótima nisto.
- pois é.
- escrevendo algo agora?
- eu vou ao Japão coletar material.
- isso é bom.
- pode ficar ainda melhor.
- como?
- porque você não vem comigo?
Ela toca mão de Antônia.
As duas se olham.
Antônia retira mao.
Toma um gole de vinho.
- eu não posso.
- porque não?
- eu tenho trabalho a fazer.
- você não pode tirar férias?
- você sabe o que passei.
- eu sinto muito.
- além disso, nossa história já passou.
- eu nunca esqueci vc.
Antônia olha pra taça.
- agradeço a gentileza.
- isto não é gentileza.
- por favor, não insista.
A sua amiga respira fundo.
- você continua mesma.
- e você também.
Ela pega sua bolsa, e levanta.
- foi bom encontrar vc.
- não faz isso.
- espero que fique tudo bem.
Antônia segura mão dela.
Ela larga, e vai embora.
Antônia olha pro nada.
O garçom chega.
- mais alguma coisa?
Ela olha pra ele.
- a conta, por favor.

(Capítulo 08)

Antônia acorda cedo.
Ela faz meditação.
Toma um banho.
Prepara o café.
Senta em silêncio.
Sente-se tranquila.
O sol banha a cozinha.
Um pássaro canta na janela.
Ela vai pra o quarto.
Masturba-se.
Toma banho novamente.
Se arruma.
Vai pra o trabalho.

(Capítulo 09)

Antônia volta para casa.
Já é noite.
Ela toma banho.
Janta.
Vai dormir.
Sonha.
Está num bosque.
Seu corpo flutua.
Olha pro lado.
Os pinheiros cheiram.
Vê uma vila.
Se aproxima de uma casa.
Uma senhora está lá.
- olá.
Senhora olha para ela.
- oi.
- que lugar é esse?
- uma vila.
- eu estou morta?
- não.
- o que eu faço aqui?
- alguém quer ver vc.
- quem?
Senhora aponta para uma casa.
Antônia vai até lá.
Ela atravessa a porta.
Um homem está sentado.
Ele olha pra ela.
- você chegou.
- eu te conheço?
- eu não sei.
- o que você quer?
- ela não fala comigo.
- quem?
Ele aponta para uma mulher.
- ela.
- quem é ela?
- minha mãe.
Antônia vai até ela.
Esta mulher conversa com alguém.
Antônia chama, e a toca.
Sua mão atravessa a mulher.
Ela olha pra o homem.
- viu o que eu disse?
Antônia o pega pelo braço.
Leva até a mãe dele.
- porque você não tenta agora?
O homem a chama.
Ele a toca.
Sua mão atravessa o corpo dela.
Nada acontece.
Antônia escuta o vento.
Ela percebe tudo.
- você não sabe o que aconteceu?
- não.
- você está morto.
O homem não diz nada.
Seu rosto é neutro.
Ele volta pra o sofá.
Seu olhar foca na janela.
A senhora reaparece.
- você já fez o seu trabalho.
Toca no rosto de Antônia.
Ela acorda no meio da noite.

(Capítulo 10)

Antônia vai a igreja.
Padre termina missa.
Ele a vê.
- oi, há quanto tempo.
- pois é.
- algum problema?
- não.
- eu soube seu marido.
- já faz um tempo.
- sinto muito por vc.
- obrigado.
- você quer tomar um café?
- sim.
Eles vão a cafeteria.
- está quente hoje.
- sim.
- você não tem ido a missa.
- não tenho vontade.
- não é questão disso.
- não é questão de nada.
- o que você quer?
Antônia segura xícara forte.
- eu quero vc.
O padre engole em seco.
- porque você faz isso comigo?
- porque nós queremos.
Ele toma o seu café.
Os dois saem.
Vão ao apartamento dela.
Eles transam.
Antônia faz um chá.
- era disso que eu precisava.
Ela oferece um chá pra ele.
- você não sente culpa?
- pelo que?
- por isso.
- ele está morto.
- eu sei.
- não há ninguém a culpar.
- só a minha consciência.
- isto é com você.
Ela termina o chá.
Vai tomar banho.
Ele se veste.
- eu já vou.
Som de chuveiro.
Ela aparece nua.
Dá um beijo nele.
- obrigada.
Ele acena com a cabeça.
Ela volta ao banheiro.
Ele vai embora.

(Capítulo 11)

Antônia penteia os cabelos.
Olha cama.
Lençóis usados.
Travesseiro no chão.
Duas taças no tapete.
Janela entreaberta.
Som de moto.
Nenhuma conversa.
Antônia olha pela janela.
Um poste apagado.
Vazio na praça.
Um banco abandonado.
Vento seca seu cabelo.
Um cão late ao longe.
Ela fecha janela.
Anota em seu diário.
Um encontro desejado.
Uma necessidade atendida.
Dor de cabeça.
Água e comprimido.
Sono que chega.
Noite que vai.

(Capítulo 12)

Antônia vai ao confessionário.
Conta o seu sonho de morte.
O padre escuta.
- você costuma ter este sonho?
- não.
- como você se sente?
- eu me lembro o que passei.
- compreendo.
- o que faço?
- não há nada fazer.
- nenhuma oração.
- isto não ajuda.
- é estranho vc dizer isso.
- a vida é estranha.
- vamos tomar um café?
Ele olha os sapatos.
- a resposta não tá aí.
- certo.
Eles saem.
Ja é noite.
O padre observa as pessoas.
- você sente falta?
- do que?
- de quem vc era?
- não.
- porque?
- meu passado não foi bom.
- o de ninguém é.
- eu sei disso.
- pois então.
- eu não gosto dele, simples assim.
- compreendo.
- e você sente falta?
- também não.
- porque?
- não gosto quem sou agora.
- então somos dois.
- sonhei com uma vida diferente.
- sei como é.
Eles passam por um clube de jazz.
Ele escuta música.
- vamos ali?
Ela olha pra ele.
- você tem certeza?
- nos conhecemos há anos.
- eu sei que você gosta disto.
Ele oferece o seu braço.
Ela o aceita.
Eles entram no club.
Tomam uns drinks.
Dançam um pouco.
Vão para o parque.
Sentam na grama.
Noite estrelada.
Antônia toca mão dele.
- obrigada por esta noite.
O padre acaricia os seus cabelos.
- eu que agradeço.
Dá um beijo na testa dela.
Ela encosta cabeça no ombro dele.
A lua ilumina fonte.



quarta-feira, 1 de abril de 2026

o urso no arco íris

Capítulo 01
(Um novo ser)
Velma Reeves faz um show. 
O teatro não está lotado.
Não há empolgação.
Seu olhar cruza o palco.
A porta lhe espera.
As luzes continuam.
Ela vai embora.
A plateia não entende o porquê.
- Velma, o que aconteceu?
Pergunta sua agente.
Ela não responde nada.
Entra no carro.
Vai embora dali.

Capítulo 02
(Tempero)
Ela está em casa.
Prepara algo pra comer.
Velma Reeves gosta de cozinhar.
É seu único prazer atualmente.
Ela olha pra pimenta.
A cor vermelha domina panela.
Ela olha pela janela.
O céu está nublado.
A TV é ligada.
A notícia é sobre ela.
Desliga a TV.
Pega o seu prato.
Vai pro quarto.
O telefone toca.
A parede recebe o prato.
Seu travesseiro está molhado.

Capítulo 03
(Maria Cristina)
Ilha de capri.
Velma Reeves está de férias.
Fugiu daquele lugar.
Ali, ninguém a conhece.
Ela precisa relaxar.
O som do mar.
O vento lhe envolve.
Nada de passado.
Só o presente.
Sem um futuro.
Uma voz lhe chama.
É sua amiga, Maria Cristina.
- oi, há quanto tempo.
- pois é.
- o que você faz aqui.
- eu estou de férias.
- ótimo.
- e você, o que faz?
- eu estou aqui a negócios.
- perfeito.
- vamos nos encontrar mais tarde?
- pode ser sim.
Elas trocam número de telefone.
É noite em Capri.
Uma balada acontece.
As amigas se encontram.
Conversam e se divertem.
Ambas se despedem.
Velma Reeves volta pra casa.

Capítulo 04
(Escrito nas estrelas)
O calor marca presença.
Sam Novaes tenta escrever.
A ideia não vem.
Ele vai a piscina.
A lua lhe inspira.
Sua mente divaga.
Seu telefone toca.
Ele atende a chamada.
Seu pai aparece.
Connor está de olho nele.
Sam escuta por um momento.
- eu já disse que não.
Ele desliga o celular.
Olha pra o seu pai.
- é ele novamente?
Pergunta Connor Novaes.
- não é nada.
- você me envergonha.
Seu pai sai Dali.
San olha pra piscina.
O celular tá no fundo.

Capítulo 05
(A bandeira caída)
Jacob haiala termina o seu trabalho.
Ele fecha a loja.
Sente-se doente.
Vai pra casa.
Coloca uma música de Velma.
Prepara um chá.
Toma um banho.
Bebe o chá.
Deita-se na cama.
Cantarola uma canção de Velma.
Olha rede social.
Vê uma foto de Sam.
Seu coração acelera.
Jacob sonha em ser escritor.
Sair desta rotina.
Conhecer alguém interessante.
Sam Novaes lhe interessa.
Ele sente-se melhor.
O sono chega.
Ele vai dormir.

Capítulo 06
(O urso no arco íris)
Jacob sonha.
Ele tá num jardim.
Há uma profusão de flores.
Os aromas são variados.
A luz irradia.
Abelhas voam por aí.
Os pássaros cantam.
Começa a chover.
Ele sente na pele.
Um arco íris surge.
Jacob decide segui-lo.
O jardim é vasto.
O tempo não passa.
Ele chega ao fim do arco íris.
Um urso brinca.
Os dois fazem contato.
Eles nadam num lago.
Descansam na grama.
Jacob dorme no jardim.
Acorda na sua casa.

Capítulo 07
(Carrossel no parque)
Velma vai até o parque.
Ela quer se distrair.
Observa um carrossel.
Sam tá nele.
O mundo gira.
Ele não quer pensar.
Sai do carrossel.
Sente-se tonto.
Tropeça e cai.
Velma vai ajudá-lo.
Sam vomita.
- você está bem?
- eu vou ficar.
- você quer ajuda?
- por favor.
Ela o leva até um banco.
Ele olha pra ela.
- meu Deus, é você.
- não diga nada, por favor.
Ela olha ao redor.
Óculos e chapéu lhe protegem.
Ele assente com a cabeça.
- você está melhor?
- eu estou sim, obrigado.
- quer que eu chame um táxi?
- não precisa, quero caminhar.
- posso te acompanhar?
- seria uma honra.
Eles passeiam pelo parque.
O celular toca.
Ela não atende.
Começa a chover.
Eles se protegem numa árvore.
O olhar de Sam tá perdido.
Ele olha tudo.
Não vê nada.
Velma olha pra ele.
- aconteceu alguma coisa?
- sempre acontece algo.
- você quer conversar?
- não quero perturbar você.
- você não me perturba.
- tudo bem então.
- então vamos pra casa.
- você confia em mim?
- nada é seguro.
- tenho uma coisa pra dizer.
- o que é?
- eu sou gay.
Ela olha pra ele.
- isto é ótimo.
Velma dá um beijo no rosto dele.
Os dois se abraçam.
Seguem para casa dela.

Capítulo 08
(Uma noite entendiante)
Eles já estão na casa dela.
Pedem um lanche pelo telefone.
Curtem música no karaokê.
O céu está nublado.
Relâmpagos se vêem ao longe.
Sam admira casa de Velma Reeves.
- sua casa é bonita.
- obrigada.
Ela toma um gole de champanhe.
Ele olha fotos dela.
- quando vc volta fazer sohw?
- eu não sei.
- você não gosta mais do que faz?
- sim e não.
- eu não entendi.
- eu também não.
Sam Novaes olha plea janela.
O celular Velma toca.
Ela não atende.
O objeto para no sofá.
Velma vai a cozinha.
- você quer um café?
- eu quero sim, obrigado.
- o que você faz?
- eu sou escritor.
- que bom, eu gosto de ler.
- você já meu algo meu?
- eu não sei.
Ele cita um título de livro qualquer.
- eu não lembro.
- faz parte, é muito livro por aí.
- eu sinto muito.
- relaxa, tá tudo bem.
A chaleira apita.
- o café tá pronto.
- ótimo.
Eles tomam café.
Vão para varanda.
Vento sopra toalha mesa.
Sam olha pra ela.
- você sente-se entediada?
- eu sinto que sim.
- também me sinto assim.
- algo se perdeu no caminho.
- isto é complicado.
Eles olham a noite.
Sam Novaes agradece a companhia.
Ele vai embora.
Velma Reeves olha pela porta.
O táxi some na estrada.
Ela fecha porta.

Capítulo 09
(A hora da luz)
Jacob tá deitado.
Ele pensa em Sam.
Acaba se masturbando.
Ele goza, e vai tomar banho.
No quarto há calor.
Ele liga o ar condicionado.
Pega o caderno.
Escreve alguma coisa.
Uma moto vai ao longe.
Tudo é silêncio.
Ele escuta sua respiração.
Lenta e constante.

Capítulo 10
(Um cão que não tem noção)
Velma tenta compor uma canção.
Ela tá sem inspiração.
Olha pra sua instante.
Seus prêmios estão lá.
Sua assistente chega.
- bom dia Velma.
- bom dia.
- você está bem?
- sim.
- eu soube de ontem.
- soube o que?
- que você teve companhia.
- Ah, não fode.
- isto não é por mim.
- é pelo que então?
- pelo público, você sabe como são.
- faça-me o favor.
O sofá fica vazio.
Assistente fecha os olhos.
Respira lentamente.
Ela vai dar uns telefonemas.

Capítulo 11
(A marca solitária)
Connor está em casa.
Toma um vinho.
Olha fotos antigos.
Seu reflexo é cansado.
Vê imagens do filho.
Jogo de futebol.
Passeio na praia.
Sua primeira namorada.
Ele vê tudo aquilo.
Balança cabeça.
"Onde foi que eu errei?" 
Ele não cabe em si.
Desconta tudo na comida.
Passa mal, e vomita.
Sam chega.
Vê o pai no chão.
Ele chora.
Gosto é amargo.
Filho vai ajudá-lo.
- pai, o que aconteceu?
Connor olha pra ele.
Não diz nada.
Abraça o filho.
O pranto continua.
Ele não entende nada.

Capítulo 12
(Sonhos de pássaros)
Velma sonha com a infância.
Seu tempo em natureza.
Os pássaros cantam.
Ela os imita.
Sol queima pele.
Praia tá cheia.
Dia de feriado.
Movimento é grande.
O sorvete derrete.
Seu pai sorri.
Sua mãe conta uma piada.
Aquela família vai bem.
O tempo passa.
Uma traição acontece.
Algo se quebra.
Seu pai leva as malas.
Sua mãe traz bebida.
Casa em desordem.
Velma fica a deriva.
Música lhe encontra.
Sua tábua de salvação.
Os pássaros lhe vem a mente.
A pessoa certa aparece.
Descoberto é seu talento.
O sucesso acontece.
As folhas caem no outono.
A empolgação decai.
O encanto diminui.
Nada tem o mesmo gosto.
Ela lembra tudo.
Frasco derrubado no tapete.
Comprimidos espalhados no chão.
Uma ambulância tá a caminho.

Capítulo 13
(A viagem)
Velma Reeves tá bem.
Ela melhora aos poucos.
Sua assistente tá lá.
- porque você fez isso?
- porque me deu vontade.
- isto não é resposta.
- isto é a minha resposta.
- você precisa de ajuda.
- eu preciso me livrar disto.
- disto o que?
Velma faz um sinal com a mão.
- de tudo isso.
Assistente dá um suspiro.
- eu vou lá fora falar com a imprensa.
Ela sai do quarto.
Velma olha pela janela.
Sol se põe.
Alguns dias passam.
Ela tá em casa.
Telefona pra Sam.
Ele atende.
- oi.
- olá.
- como você está?
- eu estou melhor, obrigada.
- de nada.
- eu vou viajar.
- que bom então fico feliz por você.
- você quer ir comigo?
- viajar com vc?
- sim.
- seria ótimo.
- perfeito.
- não vou te atrapalhar?
- de jeito nenhum.
- tá bom então, e quando vamos?
- daqui a três Dias.
- certo, vou arrumar tudo aqui.
- até mais então.
Eles desligam.
Sam Novaes conversa com o pai.
- eu vou viajar.
- você vai pra onde?
- sair com uma amiga.
Connor olha pra ele.
Sam percebe isso.
- é só uma amiga.
- eu não disse nada.
- eu lhe conheço bem.
- se você diz né?
- com licença, vou arrumar a mala.
Sam sai dali.
Connor toma um uísque.
Ele senta-se no sofá.
Pensa no assunto.

Capítulo 14
(A estrada)
Velma e Sam viajam.
Eles estão carro.
Andam sem destino.
Vão para lugares pequenos.
Cidades afastadas.
Onde ninguém os reconheça.
Eles se divertem.
Falam sobre as suas vidas.
Comem em restaurante de estrada.
Se hospedam em pensões.
Dão nomes falsos.
Ela aprecia liberdade.
Ele aprecia companhia.
Sam Novaes tem várias ideias.
Anota todas elas.
Seu livro ganha forma.
Velma lê um rascunho do livro.
- você escreve bem.
- obrigado.
- garanto que vai ser um sucesso.
- espero que sim.
A noite, eles vão a uma pizzaria.
- eu gosto de pizza - diz Sam.
- porque?
- ela me lembra infância.
- sei como é.
- me dá uma sensação de segurança.
- eu sinto isto com café.
- eu tbm gosto de café.
- que bom ter encontrado vc.
- tbm digo mesmo.
- obrigado por tudo.
- eu que agradeço.
Os dois se abraçam.
A pizza chega.
Velma Reeves fica alegre.
- ótimo, então vamos lá.
- com certeza sim.
Eles saboreiam a pizza.

Capítulo 15
(Decepção)
Jacob vai a um encontro.
A roupa está passada.
O perfume, colocado.
Relógio no pulso.
Seu coração acelera.
O bar está cheio.
Logo ele vem.
É o pensamento de Jacob.
Ele olha o relógio.
Pede um drink.
O tempo passa.
O gelo derrete.
Jacob olha para porta.
Muita gente chega.
Nenhum deles é ele.
Olha pro chão.
Já sabe o fim da história.
Connor senta-se no balcão.
Olha pro lado.
Jacob acena com a cabeça.
Connor percebe algo em seu olhar.
- você está bem?
Jacob olha para ele.
- eu vou ficar.
- sei como é.
- pois então.
- sempre tem alguma coisa.
- e como tem.
Connor pede um café.
- meu nome é Connor.
- eu sou Jacob.
Os dois apertam as mãos.
Jacob admira Connor.
Acha ele um homem bonito.
- você está esperando alguém?
- não e você?
- sim, mas ele não veio.
Connor observa Jacob.
- sinto muito por vc.
- obrigado.
Connor termina o seu café.
Paga a conta.
- a gente se vê por aí.
- tá bom então.
Connor vai embora.
Jacob paga a sua conta.
Olha mais uma vez para porta.
Também vai embora.

Capítulo 16
(Febre na tarde)
Velma Reeves adoece.
Ela tem febre e frio.
Vai ao hospital.
Assistente acompanha ela.
É uma virose.
Sam Novaes chega lá.
Faz companhia às duas.
Passa um tempo em observação.
É liberada.
Vai para casa.
- agradeço a sua companhia.
- amigos são para isto.
- você fica pra o jantar?
- sim.
- ótimo.
- você está melhor?
- eu estou sim. É o estresse.
- sei como é.
- como vai o livro?
- já passei da metade.
- isso é bom.
- é sim.
- como você está com seu pai?
- do mesmo jeito.
- compreendo.
- quando você volta cantar?
- eu não sei, ando sem vontade.
- entendi.
A noite chega.
Eles jantam.
Conversam mais um pouco.
Velma agradece a companhia.
Sam Novaes vai embora.

Capítulo 17
(Um encontro inesperado)
O escritor dirige a noite.
Vê um restaurante.
Decide parar lá.
Ele entra.
Senta-se no balcão.
Lugar tá quase vazio.
É meia noite.
Sam Novaes chama o garçom.
Quem atende é Jacob.
Ele fica surpreso.
- meu Deus, é você.
- eu te conheço.
- eu gosto de seus livros.
- Ah, obrigado.
- eu tbm sou escritor.
- olha que coisa boa.
- não tenho seu talento, mas tento.
- não diga isto, todos tem talento.
- tá bom então, o que você vai querer?
- um café.
- ótimo.
Jacob dá-lhe uma xícara de café.
- posso te pedir uma coisa?
- sim.
- você pode me dar um autógrafo.
- OK.
Jacob vai a cozinha.
Pega um livro.
Dá para ele.
- você tem uma caneta?
- sim.
Jacob dá-lhe uma caneta.
Sam autografa o livro.
- aqui está.
- muito obrigado.
Ele admira o livro.
- você escreve o que?
- eu escrevo contos.
- eu gosto de contos.
- me inspiro em vc.
- muito gentil.
- não é gentileza, é verdade.
- obrigado.
- você está escrevendo algo?
- sim.
- legal, posso saber o que é?
- não seja apressado.
Jacob fica sem Jeito.
- desculpa.
- relaxa, quando terminar te mostro.
- sério?
- sério.
- isto vai ser demais.
- beleza.
Sam Novaes paga conta.
- agora eu já vou.
- valeu, obrigado pelo Autógrafo.
- de nada, você está escrevendo algo?
- sim.
- eu posso te ajudar com isso.
- não brinca.
- você manda para mim.
- isto vai ser bom.
- eu leio e te indico uns contatos.
- eu agradeço toda ajuda que puder.
- não esquenta, aqui tá meu cartão.
- legal.
- quando terminar me manda.
- eu mndao sim.
Sam Novaes vai saindo.
Jacob interrompe ele.
- só mais uma pergunta.
- pois não?
- porque você tá fazendo isso?
- se eu posso ajudar, porque não?
- tá bom então, obrigado.
- de nada.
Sam acena, sorri pra ele e sai.
Coração de Jacob bate forte.
- ai meu Deus.
Sua mão treme.
Ele toma um uísque.
É quase uma hora da manhã.

Capítulo 18
(Uma estreia por aí)
Noite de estreia.
Sam Novaes lança o seu livro.
Risadas pelo ar.
Dança no salão.
Jornalistas por aí.
A fila é grande.
ele aperta muitas maos.
muitos sorrisos sao dados.
jacob está por ali.
ele tem um livro.
sam olha para ele.
- que bom que veio.
- eu nao perderia por nada.
- otimo.
sam autografa sua cópia.
- muito obrigado.
- de nada.
- em breve será voce.
- espero que sim.
- com certeza.
- agradeco ajuda com meu material.
- nao por isto.
- eu ja vou.
- agradeco o apoio.
- boa noite.
- boa noite.
jacob vai embora.
sam olha para ele.
algo lhe atrai.
chega seu pai.
- oi filho.
- oi pai.
- parabens.
- obrigado.
os dois se abracam.
- eu estou orgulhoso de voce.
- gentileza a sua.
- é a verdade.
- ta bom entao.
- me desculpe por estes dias.
sam olha pros sapatos.
- eu tenho errado com voce.
sam olha para ele.
- eu sou quem eu sou.
- sim, voce é meu filho.
connor lhe dá o livro.
- um autografo?
sam assim o faz.
a noite continua.

Capítulo 19
(O que é isso?)
Velma Reeves vai a Veneza.
Ela gosta da Itália.
Fará um show lá.
Enquanto isso aproveita o tempo.
Passeia de gôndola.
Concede entrevistas.
Conhece um rapaz.
Velma o acha atraente.
Estão hospedados no mesmo lugar.
Se encontram no elevador.
Tomam um drink no Bar.
Conversam sobre tudo.
Ele a faz rir.
Ela sente-se bem.
O nome dele?
Isto não importa.
É uma personalidade.
Como tal é alguém plural.
Ele estuda filosofia.
É alguém que pensa.
Divaga pelo espaço - tempo.
Velma Reeves está renovada.
Seu espírito brilha.
Sua mente é arejada.
O show acontece.
Ele é convidado.
Ambos se divertem muito.
Ela vai embora.
- agradeço a sua companhia.
Ele lhe dá uma rosa.
- eu agradeço a sua gentileza.
Eles se beijam.
Ela cheira a rosa.
- você vai ficar?
- eu vou sim.
- quando quiser me procure.
- eu irei sim.
Eles se despedem.
Ela pega o seu carro.
Ele Caminha pelas ruas.

Capítulo 20
(O estômago ronca)
O gato está na cama.
Sam acaricia ele.
O telefone toca.
Ele atende.
- oi, aqui é o Jacob.
- oi, você está bem?
- eu estou bem, obrigado.
- ótimo, aconteceu alguma coisa?
- meu livro sai amanhã.
- que bom então fico feliz por você.
- obrigado.
- de nada.
- você quer almoçar comigo hoje?
Sam olha o relógio.
- o meu estômago ronca.
Jacob ri do outro lado da linha.
- isto é bom.
- sim, onde você quer ir?
- que tal uma pizzaria?
- beleza, você escolhe?
- sim, eu te mando endereço.
- então até mais tarde.
- até mais tarde.
Eles desligam.
Sam toma banho.
Ele se arruma.
Pega a chave.
Fecha a porta.
Um motor é ligado.
Dia está nublado.





quinta-feira, 19 de março de 2026

o mapa do vento

Capítulo 01
(A força do destino)
No reino de allark tudo é lindo & divertido.
Todas as pessoas são alegres.
Vivem 1 vida perfeita. 
Uma existência de abundância e satisfação.
Mas nem sempre foi assim.
Houve 1 época em que 1 rei ganancioso colocou sua ambição acima de tudo.
E com isto criou o caos.
Combateu vários reinos vizinhos.
Os invadiu & destruiu.
Sua política expansionista era imparável.
Até que Niagara, uma feiticeira lendária allark, criou um colar poderoso e mágico.
Ela controla os ventos com ele.
Com isso se uniu ao irmão do tirano.
E o derrubou poder.
Destruiu o exército tirano.
Derrotou os seus planos.
Então veio o próspero reinado que eu descrevi acima.
O irmão tirano, Bayton, se tornou rei allark. 
O tirano foi preso.
Morreu na prisão.
Só que algo estranho aconteceu.
Quer dizer, nem tão estranho assim.
Outros gananciosos queriam o colar de vento.
Quiseram comprá-lo a Niagara.
Ela não vendeu.
Tentaram mata- la várias vezes. 
Ela teve que sumir.
Antes escondeu o colar.
Fez um mapa.
Entregou ao rei.
Explicou a situação.
Ela confiava nele.
Então sumiu na neblina.
O rei não quis olhar o mapa.
Mandou 1 amigo confiança enterra-lo num lugar distante.
Este amigo depois morreu de doença.
E antes que vcs me perguntem porque a feiticeira não falou ao rei sobre o colar, isso é simples.
Ela mesma se aplicou 1 mágica que se falasse sobre o paradeiro do colar, ela morreria.
Por isso fez o mapa.
Simples assim.
Como tudo na vida.
Só que alguém espionou a entrega deste mapa ao rei.
O filho dele, o príncipe Kenton. 
O grande vilão desta história.

Capítulo 2
(Um dia corrido)
Na vila velha, Mora clyden, nosso aventureiro/herói. 
Ele é o escriba lugar.
Escreve cartas pra quem não sabe escrever & lê cartas pra quem não sabe ler. 
Ele mora só.
Tem um amigo chamado Donovan, que é cozinheiro Duma taberna. 
Clyden já foi 1 grande aventureiro.
Mas agora não quer saber disso.
Já se aposentou.
Tem 1 vida tranquila.
Ele era 1 lenda no mundo dos aventureiros.
Ajudou exército real na guerra.
Tudo isso ficou pra trás.
Só que não.
Um verdadeiro herói não deixa ser o que é.
Enquanto isso, na vila velha, chega 1 mensageiro rei, edwon.
Guardem bem este nome.
Ele será importante pra história.
Está vestido forma elegante.
Montado num cavalo branco.
Edwon se dirige a 1 aldeão.
- olá, eu procuro por clyden.
Aldeão aponta cabana dele.
Edwon dá 1 moeda ouro.
Aldeão fica feliz.
O mensageiro bate na porta do clyden.
Surge um vizinho.
- ele não tá em casa.
- você sabe onde ele tá?
- eu vi vc dando uma moeda ouro.
Edwon revira os olhos.
"Gentalha interesseira" 
- toma.
dá uma moeda ao vizinho.
- Ele tá na taberna.
Edwon se dirige a taberna.
Lá está nossa dupla heróica.
Clyden tá bebendo cerveja.
- que dia chato.
Donovan limpa o balcão.
- o que você tem?
Clyden olha pra ele.
- vontade sair deste lugar.
- quer ir pra onde?
- pro litoral, ver o mar.
- me chama que eu vou.
Edwon entra no lugar.
- quem é clyden?
Nosso herói olha pra ele.
- sou eu, o que você quer?
- eu sou edwon, mensageiro real. Tenho 1 mensagem pra vc.
Ele entrega a mensagem.
- você sabe ler?
- sim.
Clyden lê a mensagem.
Edwon busca sua resposta.
- e então, o que você responde?
Clyden pensa no assunto.
- eu agradeço a gentileza de sua majestade, mais minha resposta é não.
- porque?
- porque eu tô aposentado.
- nosso reino tá em perigo.
- eu já ajudei o Reino antes.
- e você pode ajudar novamente.
- eu estou velho para isso, além do mais, tem Outros aventureiros por aí.
- mas você é o melhor.
- obrigado pelo convite, mas minha resposta ainda é não.
Edwon olha pra ele forma furiosa, mas contém sua raiva.
- muito bem, não pense que isto acaba aqui.
- é 1 ameaça?
- não, só 1 aviso.
Edwon sai dali.
Donovan olha pra clyden sem entender nada.
- o que aconteceu aqui?
- um leve desentendimento.
- tô vendo que sim.
Na floresta ali perto, edwon se encontra com alguém encapuzado.
A pessoa misteriosa lhe espera.
- e então, ele aceitou?
- não.
- o que vamos fazer?
- deixa comigo, eu sei como tirar esta raposa do esconderijo.

Capítulo 3
(A noite dos cogumelos)
Agora já é noite.
Chuva e silêncio.
Nenhum som.
Ninguém na rua.
Clyden dorme Tranquilamente.
De repente, um barulho se ouve.
Várias explosões acontecem.
Clyden acorda assustado.
- o que é isso?
Ele vai pra fora.
Lá, tudo é caos.
Ele não crê no que vê.
Do céu, surgem vários cogumelos.
Eles são enormes e coloridos.
Ao tocarem o chão, explodem.
A confusão é grave.
Pessoas correm dum lado pro outro, casas pegam fogo.
Um cogumelo vem em direção a ele, que corre pra longe.
Sua casa explode.
Clyden entra em Pânico.
Um homem está caído perto dele.
Sua perna está quebrada.
Clyden tenta ajudá-lo.
Uma bomba explode a taberna.
Ele pensa em Donovan.
Não o vê na confusão.
Ele leva o homem pra um lugar seguro.
Volta pra vila.
Ao chegar perto, um cogumelo explode uma torre.
Uma viga bate na cabeça dele.
Clyden desmaia.
Ele não vê mais nada.

Capítulo 04
(A ilha Negra)
Clyden acorda depois de um tempo.
Ele tá numa cama verde.
Com cobertor escarlate.
Numa cabana aconchegante.
Ele levanta da cama.
Caminha pela cabana.
Os móveis são de marfim.
Há bancos de madeira.
Um cheiro de eucalipto permeia o ar.
Há uma lareira acesa na sala.
Alguém sentado de frente pra ela.
Clyden hesita em chamar.
Mas decide seguir em frente.
- olá.
A pessoa misteriosa se vira.
- olá meu caro amigo.
Quem lhe fala é edwon.
Clyden fica Confuso.
- você é...
- isto mesmo, Eu sou.
- onde eu estou?
- na minha cabana.
- porque você me trouxe aqui?
- sua vila foi bombardeada.
- aquilo foi terrível.
- com certeza sim.
- porque fizeram isso?
- por sua causa.
- por minha causa?
- sim.
- eu não entendo.
- eles devem saber de vc.
- saber de mim o que?
- que você é o campeão do rei.
- o que?
Edwon revira os olhos.
- aquele que vai ajudar a encontrar o mapa.
- mas minha resposta foi nao.
- mas eles não sabem disto.
- eles quem?
- os inimigos do rei.
Clyden fica pensativo.
Edwon levanta-se.
- venha meu amigo, há um banquete pra você aqui.
Clyden o acompanha até uma mesa.
Nela, há um farto banquete.
- sente-se e coma.
Clyden segue a dica.
Ele começa a servir-se.
- você não vem?
- não, obrigado. Eu já comi.
Clyden olha pra ele.
- como você soube daquilo?
- eu cheguei lá pouco depois.
Clyden imagina situação.
- ia lhe procurar novamente, e encontrei vc naquele estado.
- obrigado por ter me ajudado.
- não tem de que.
- alguém bate a porta.
Edwon vai atender.
Quem chega é Donovan.
Clyden fica surpreso.
- é você.
Os dois se abraçam.
Donovan fica feliz.
- que bom que você tá bem.
- digo-lhe o mesmo.
- infelizmente, nossa vila foi destruída. Muitos morreram.
- que horror. Como vc me encontrou aqui?
- eu ajudei sir edwon a trazê-lo para cá. Ele tbm me acolheu.
- compreendo.
Edwon serve-se Duma taça de vinho.
- não foi nada demais.
Clyden fica preocupado.
- e agora o que faremos?
Ele olha pra edwon.
- o rei ainda deseja ve-lo.
 Clyden vai até a janela.
Olha pro horizonte.
Ele volta-se pra os dois.
- tudo bem então. Eu aceito.
Edwon fica satisfeito.
- ótimo, vou preparar a viagem.
Ele sai do recinto.
Clyden dirige-se a Donovan.
- sinto muito pela nossa vida.
- eu tbm sinto.
- agora é uma questão moral pra mim.
- eu ajudarei vc tbm.
- você tem certeza disso?
- sim. Não tem mais nada pra mim lá.
- obrigado pela ajuda.
Edwon volta cena.
- muito bem. Já preparei tudo.
Nosso herói fica em alerta.
- nós partimos quando?
- amanhã.
Donovan entra no assunto.
- para onde vamos?
- para Ilha Negra.
Uma noite se passa.
Outro dia chega.
Nossos heróis partem de navio.
Chegam a ilha Negra.
Uma praia linda.
Areia negra, aguas límpidas.
Um grande castelo branco.
Eles são admitidos pela guarda real.
São legais até o grande salão.
Esperam pelo rei.
Então rei Bayton chega.
Eles se curvam.
O rei senta ao trono.
Olha para os aventureiros.
- levantem - se.
Eles se levantam.
Edwon se dirige ao rei.
- vossa majestade, aqui estão os aventureiros.
O rei olha todos.
- muito bem então, vamos começar.

Capítulo 05
(Chuva na tarde)
Agora já é tarde.
Céu fica cinzento.
Começa a chover.
Todos estão reunidos no salão do rei. Eles estão apreensivos.
Bayton olha para todos a sua volta.
Ele se fixa em edwon.
- e então, meu caro, você já explicou aos rapazes do que se trata a missão?
- ainda não vossa majestade.
- porque não.
- senhor soube do ataque a vila velha?
- sim.
- pois então nós cremos que tenha sido por causa dele.
Aponta para clyden.
- não posso acreditar nisso. Como meu filho desceu tão baixo?
Clyden olha para o rei.
- seu filho?
O rei se vira para o herói.
- sim, o príncipe Kenton.
- eu não entendi.
- bem, edwon irá lhe explicar.
Então ele explica nossa dupla heróica sobre a guerra, a feiticeira lendária, o colar de vento e o mapa.
Disto vcs já sabem.
O que vcs não sabem é que o príncipe Kenton não concorda com a política conciliatória do pai.
Ele crê que o reino de allark é melhor que os vizinhos.
Aprovava a política expansionista do tio e pretende continua-la.
Para isto ele precisa do colar.
E claro, do mapa para acha-lo.
Pai e filho brigam.
Kenton tenta matar o pai.
Não consegue e é expulso do palácio. 
Ele tem seguidores.
E forma um exército rebelde pra começar uma nova guerra imperialista.
É isso aí.
Clyden e Donovan ficam abismados.
Chuva continua cair.
Rei fica triste e pensativo.
- infelizmente, o meu filho se corrompeu pelo poder e arrogância.
Sinto muito pela vila de vcs.
Clyden fica cansado.
- é muita coisa pra pensar.
O rei concorda.
- sim, mas não temos tempo.
Edwon confirma.
- cada hora que passa, o príncipe Kenton ganha mais poder.
De repente, um som pesado de asas paira acima deles.
A chuva pára.
- o que é isso? - pergunta clyden.
- eu sei quem é - responde o rei.
Neste momento, entra ianka em toda sua glória com sua armadura prateada.
- olá, senhores. Vejo que começaram a sua reunião sem mim - diz ela.
- olá, princesa ianka - sauda o rei.
Ela se curva perante ele.
Da janela, eles apreciam o grande dragão verde dela.

Capítulo 06
(Um pequeno flashback ou uma história pra se recordar)
A princesa ianka voa com o seu dragão pelos céus de allark.
A reunião já foi feita.
Planos foram traçados.
Saberemos disto ao longo da história.
Clyden observa a cena do vôo do dragão.
Edwon está ao seu lado.
- fantástico não é? - diz ele.
- sim, é muito bonito - responde clyden.
- porque uma princesa Cormack está aqui? - questiona ele.
- o pai dela foi assassinado pelo exército usurpador durante a grande guerra; uma indenização foi estipulada depois do conflito, e a princesa está aqui pra garantir o pagamento.
- compreendo, aquela guerra tirou muita coisa de muita gente.
Clyden pensa isso, então voltamos a época da grande guerra.
Clyden era um aventureiro profissional.
Ele foi contratado para destruir o exército usurpador com táticas de guerrilha.
Clyden teve muito sucesso.
Durante muito tempo ninguém descobriu quem ele era.
Sabotagem, destruição de armas inimigas, roubo de moedas, etc.
Clyden era um mito.
Até que descobriram sua identidade.
E o pior.
Ele era casado.
Tinha um filho.
A vingança veio.
Perdeu sua família.
A revolta tomou conta dele.
Sua missão virou suicida.
A guerra acabou.
Ele ganhou uma recompensa.
Sua vida nunca mais foi a mesma.
Desde então se aposentou.
Isto é, até agora.

Capítulo 07
(A taverna do coelho cinza)
Clyden e Donovan recebem a carta diplomática do rei Bayton.
Com ela, começam sua jornada.
Frena, a general do exército real, recebe ordens de ir com eles.
O primeiro lugar que clyden decide ir é na taverna do coelho cinza.
Este personagem realmente é um coelho cinza falante.
Um velho conhecido clyden.
Eles entram na taverna.
O coelho cinza fica feliz em vê-lo.
Os dois se abraçam.
- olá, meu velho amigo. Como você está?
- eu estou indo - responde clyden.
- eu soube sobre o que aconteceu em vila velha. Sinto muito.
- obrigado. Preciso de sua ajuda.
- o que você quer?
- que me diga se alguém estranho apareceu aqui estes dias.
- até agora não.
- compreendo.
Clyden olha ao redor.
Vários estranhos estão ali.
Silêncio é desconfortável.
O coelho cinza olha pros outros dois.
- quem são eles?
- são uns amigos.
- você aceita uma bebida?
- obrigado, nós já vamos indo.
O coelho cinza bate forte a garrafa de vinho na mesa.
- porque a pressA meu amigo?
Clyden olha desconfiado pra ele.
Frena pega um punhal.
Uma figura sombria aparece na hora.
- olá senhores. Sejam bem-vindos.
Clyden fica surpreso.
- o que estão acontecendo aqui?
Caímos numa armadilha - diz frena.

Capítulo 08
(O teste do herói)
Quem aparece é melton, o ajudante de Kenton, o nosso vilão.
- ora, o que temos aqui?
Frena olha furiosa pra ele.
Vários capangas aparecem.
E cercam o local.
- O que você faz aqui, melton? - pergunta frena.
- olá general. Seja bem vinda jornada.
Responde o vilão.
O coelho cinza interrompe a conversa.
- tá na hora do jogo - diz ele.
- que jogo? - pergunta Donovan.
- logo vc saberá - responde melton.
Uma mesa é trazida até o salão.
O local é esvaziado.
Em cima da mesa, existem 3 caixas.
Cada uma delas contém um objeto.
E este objeto representa 1 ação.
O coelho cinza se apresenta a eles.
- nós sabemos o que vcs querem.
- vcs não sabem nada - responde frena.
- não seja hipócrita general - diz melton.
- hipócrita é vc, seu traidor - retruca ela.
O coelho cinza volta falar.
- bem, a questão é a seguinte: cada um de vocês escolhe uma caixa, e dependendo do objeto, vai ter 1 tarefa pra fazer, se forem bem, nós deixamos vcs saírem daqui. Senão forem bem, até a outra vida então.
- e senão aceitarmos? - pergunta clyden.
- aí vcs morrem - responde melton.
- primeiro vc - ele aponta para clyden.
Clyden vai até a mesa.
Ele escolhe a caixa da esquerda.
Ela contém um anel.
O coelho cinza dá um sorriso.
- isto é ótimo.
Melton fala a clyden.
- você vai colocar este anel e protegê-lo contra 4 guardas que tentarão pegá-lo de você.
Clyden coloca o anel.
Quatro guardas tentam pegá-lo.
Clyden luta com eles usando objetos da taverna.
Os inimigos são derrotados.
O coelho cinza bate palmas.
- parabéns, você conseguiu.
Clyden é amarrado na cadeira por um soldado.
- agora é vc - melton aponta para 
Donovan.
Ele vai até a mesa.
Escolhe a caixa direita.
Nela há um chicote.
Melton fala pra ele.
- derrote 3 guardas e sobreviva.
O nosso fiel escudeiro olha pra 3 guardas gigantescos.
Ele sabe que não tem chance.
Mas o que há de fazer?
Ele luta com os três.
É derrubado no chão.
Um dos soldados vai atingi-lo.
Ele fecha os olhos.
Levanta a espada.
Mata 1 soldado.
Com uma estocada no coração.
Donovan se levanta.
O outro soldado vai pra cima dele.
Mas ele é idiota.
Tropeça e cai em cima da espada do outro.
Perfura o estômago.
Morre ali mesmo.
Melton balança cabeça e pensa que estúpido ele é.
O último luta com ele.
Derruba espada de Donovan.
Ele tenta bater no soldado.
Mas tem seu braço quebrado.
É jogado contra parede.
O soldado vai mata-lo.
Clyden grita por ele.
Frena fica entre os dois.
- eu assumo este desafio - diz ela.
O coelho cinza protesta.
- isto não é justo.
Melton levanta mão.
O coelho cinza se cala.
- isto vai ser divertido - diz melton de forma sarcástica.
Frena pega a espada.
Os dois lutam.
Frena mata o soldado.
- muito bom mesmo - fala o vilão.
Ele aponta para mesa.
Frena vai até a última caixa.
De lá ela tira uma corda.
Ela fica em dúvida.
- o que é isso? - ela pergunta.
Melton serve-se de um copo de água.
Ele olha pra ela.
Começa sua explicação.
- esta corda é pra um enforcamento. Vc decide quem mata: você mesma ou um deles.
Frena olha pra clyden e Donovan.
- não faça isso - diz clyden.
- ou você escolhe ou matamos vcs todos - fala o coelho cinza.
- é isso mesmo - apoia melton.
Frena pensa por um momento.
Ela arma a forca.
Olha pra eles.
E se enforca.
Nossos heróis gritam.
Tentam fazê-la desistir.
Ela olha pra eles uma última vez.
Dá seu último suspiro.
Melton passa língua pelos lábios.
- é uma imbecil mesmo.
- e agora o que você vai fazer? - pergunta clyden com lágrimas nos olhos.
- eu vou fazer isso - responde melton.
Ele pega 1 espada.
Levanta acima de sua cabeça.
Clyden olha furioso pra ele.
Quando melton vai golpea-lo, o grito do dragão ecoa acima deles.

Capítulo 09
(O lago de baunilha)
Melton & seus capangas vão pra fora taverna. E lá está ianka com seu dragão fazendo a maior tempestade de fogo.
Os nossos capangas covardes dão no pé assim como coelho cinza.
Melton fica indignado com isso.
- voltem aqui seus covardes.
Ianka mergulha com seu dragão em direção ao vilão.
Ele fala 1 palavrão com raiva & tbm dá no pé.
Ianka liberta clyden e Donovan.
Clyden olha pra frena já colocada no chão e abraça seu corpo inerte.
Ele agradece a ela pelo sacrifício em benefício da aventura e sua vida tbm.
De repente, vários corvos voam pela taverna e lançam de suas garras pequenas esferas negras.
Num gosto automático, ianka sai dali.
Ela alerta nossos heróis.
Mas não há tempo.
Os corvos vão embora.
E das esferas, saem 1 pó vermelho que contamina nossa dupla dinâmica.
Eles caem desmaiados.
Ao acordarem, estão deitados numa cabana ali perto.
Clyden pergunta por frena.
- ela recebeu 1 lugar digno de descanso - explica princesa.
Clyden se olha.
Ele está ficando invisível.
Assim como Donovan.
- o que está acontecendo? - pergunta Donovan.
- isto é um feitiço negro - diz ianka.
- e como podemos nos livrar disto? - questiona clyden.
- só há um jeito - explica ianka - vcs devem se ganhar no lago baunilha antes que seja tarde.
- e o que acontece se for tarde? - pergunta Donovan.
- vcs sumirão pra sempre - responde ela.
Nossa dupla heróica então é levado de dragão até o lago baunilha.
Um lugar lindo que deixo a imaginação de vcs criar o cenário.
Eles são mergulhados naquele líquido lindo e aromático.
Seus corpos são invadidos por 1 onda de energia intensa.
E acabam adormecendo.

Capítulo 10
(Uma tarde quente)
Clyden & Donovan despertam de seu sono reconfortante.
Eles ainda estão perto do lago de baunilha mas estão sozinhos.
- onde está princesa ianka? - pergunta Donovan.
- eu não sei - responde clyden.
Ele vê 1 bilhete perto de si.
"Tive que voltar pra capital e contar o que aconteceu ao rei. Espero que fiquem bem. Logo nos veremos novamente." 
Os dois levantam-se.
A tarde está quente.
O cheiro doce inebriante do lago percorre o ambiente.
- este lago é lindo. Nunca tinha vindo aqui - observa Donovan.
- eu tbm não - complementa clyden.
Num lugar muito longe Dali, a pessoa misteriosa se encontra com edwon.
- então como foi lá? - pergunta o conselheiro rei.
- foi 1 bagunça mas consegui ajudar.
- ótimo. Onde estão eles agora?
A pessoa misteriosa tira o capuz.
- Eu os deixei perto do lago de baunilha.
Esta pessoa misteriosa não é ninguém menos que a princesa ianka.
- muito bom minha querida. Vc só faz bem. Eu tenho muito orgulho de vc.
Os dois se beijam.
- quando nós conseguirmos o colar de vento, teremos o reino de allark só pra nós - diz edwon.
- sim e o mundo todo se curvará á nossa vontade - fala ianka.
- só tem um probleminha - observa edwon.
- o que é?
- o príncipe Kenton.
- não se preocupe. Nós vamos dar um jeito naquele estúpido.

Capítulo 11
( Os piratas da estrada)
Clyden e Donovan estão caminhando por uma estrada sem fim.
Eles procuram por uma ladra conhecido do nosso herói principal que pode descobrir o paradeiro do colar de vento (ou do mapa,tanto faz).
Eles já estão muito cansados de andar neste clima tórrido.
De repente,eles escutam um monte de animais trotando e no horizonte uma grande nuvem de poeira se levanta.
- o que é aquilo? - pergunta Donovan.
- eu não sei - responde clyden.
Eles sacam a sua espada.
Então, aparece um monte de gente vestido com uma roupa estilo quimono de cores extravagantes e na cabeça vários chapéus de piratas que são cheios de purpurina.
E o melhor de tudo é que eles estão montados em unicórnios.
- mas o que é isso? - exclama clyden.
Os novos personagens rodeiam a nossa dupla heróica.
Um cara grande com um tapa olho desce do unicórnio.
Ele tá vestido totalmente de cetim rosa choque e seu chapéu é roxo.
Ele olha forma desconfiada pra aqueles dois.
- ora ora o que temos aqui? - fala ele forma afetada.
- quem é vc? - pergunta clyden apontando a espada pra ele.
Os outros tiram pistolas de aspecto antigo e apontam para eles.
- calma pessoal, Vamos dar uma chance pra eles - diz o chefe do bando - eu sou o rei pirata e estes são os meus amigos, os piratas da estrada.
- ora eu nunca ouvi falar em piratas da estrada, só no mar - diz Donovan.
- não seja estúpido, Garoto - rebate o rei - este é outro tipo de história. Use a sua imaginação.
- tá bom então. vanos ao que interessa. O que vocês querem? - pergunta clyden.
- o que todo pirata quer, dinheiro - responde o rei.
- isto nós não temos - fala clyden.
- hum, então vcs são inúteis pra mim. Rapazes, matem eles - ordenA o Big boss.
Todos apontam as suas armas para eles.
- acho que este é nosso fim - observa Donovan.
- não se preocupe - tranquiliza clyden. Eu tenho uma ideia.
Nosso herói chama pelo rei dos piratas.
- pois não? - responde ele forma inexpressiva.
- se você me ajudar eu conheço alguém que pode lhe dar muito dinheiro.
- e quem seria este ser tão magnânimo?
- o rei Bayton.
Todos caem na risada.
O rei dos piratas pega sua arma e aponta para clyden.
- por acaso você acha que eu sou estúpido ou por acaso vc não sabe que sou procurado pelo exército real?
- eu sei sim, mas o assunto em questão é bem mais complicado que a sua pirataria. E eu tenho certeza que o rei será muito agradecido pela sua ajuda.
O rei dos piratas pensa por um momento.
- hum, muito bem. Eu ajudarei vc. Com uma condição.
- e qual é esta condição?
- isto eu direi na hora em que ajudar vcs. Mas se me enganar eu procuro e mato vc e seu amigo.
- tudo bem então.
Os dois apertam as mãos.
Os piratas comemoram.
- e quem vcs procuram - questiona o rei dos piratas.
- nós procuramos por hwina, a ladra cinzenta.
O rei dos piratas olha forma furiosa pra eles.
Os seus companheiros ficam amendrontados.
O rei da um soco em clyden.
Ele cai no chão.
Donovan vai em seu auxílio.
- porque você fez isto? - pergunta o fiel escudeiro.
- aquela desgraçada roubou algo que me pertence; está na hora de devolvê-la pra mim - explica o rei.

Capítulo 12
(O castelo aquático)
Uma coisa interessante para se saber sobre hwina, a ladra cinzenta, é que ela gosta de usar roupa cinza.
E que ela vive num castelo aquático.
É isto mesmo que vcs estão pensando.
Isto é bem óbvio.
Ela fez um serviço pra um mago.
E em troca ele lhe deu um castelo aquático, feito d'água.
É redundante eu sei.
Mas eu gosto do charme da coisa toda.
Eles vão até o castelo aquático.
E são recebidos por várias ondas que se formam do jardim aquático do castelo aquático.
Onda após onda, os piratas da estrada São derrubados.
Até que clyden resolve se manifestar.
- por favor, hwina. Nós estamos aqui pra falar com vc e não para lhe fazer mal.
Então chega hwina, a ladra cinzenta, em toda sua vibe de glamour.
- o que esta gentalha quer comigo?
O rei dos piratas sente-se indignado.
- olha lá como fala conosco sua criatura parva.
Hwina dá uma risada.
- uma criatura parva que bem deu uma rasteira em vc.
O rei dos piratas pega sua espada e dá um passo a frente.
- ora sua...
- por favor, vamos parar com isso - interrompe clyden. O nosso assunto é sério.
- então diga o que é - pergunta hwina.
Clyden explica toda situação desde o começo da história até aqui.
- o que eu ganho com isso? - indaga a ladra.
- que tal sua cabeça em cima do pescoço - se intromete o rei dos piratas.
- não complique as coisas - diz clyden.
- vamos entrar e ceiar; mais tarde eu decido o que fazer - sugere hwina.
Ela olha pros piratas.
- e vcs nada de tentarem alguma coisa contra mim pois eu tenho um talismã que vai lançar uma praga naquele que ousar me matar.
Todos concordam e entram no local.
O castelo aquático é lindo.
As águas que formam suas paredes são tão limpidas e cristalinas que resplandecem a luz do sol.
Os quadros por assim dizer na verdade são os mais variados animais marinhos que estão dentro daquelas "paredes".
Os móveis são em formatos de conchas e pedras marinhas.
O jardim e a vegetação são compostos pelos recifes e corais.
Tudo é esplêndido.
Seus serviçais são sereias de ambos os sexos.
Todos estão admirados.
O jantar acontece.
(Frutos do mar, obviamente)
O jantar termina.
- como eu posso ajudá-los? - pergunta hwina.
- você é a maior ladra deste reino e conhece o mercado Negro do roubo e do contrabando melhor que ninguém. Talvez vc possa nos ajudar a encontrar o mapa do vento - responde clyden.
- uma vez eu tentei roubar 1 bola de cristal de 1 bruxa que tudo vê. Mas ela me acertou com a sua vassoura voadora e fugiu. Coincidência ou não, eu descobri o paradeiro dela 1 dia destes por aí e estava planejando rouba-la novamente.
- então vc pode nos ajudar? - pergunta Donovan.
Ela olha pra ele forma inexpressiva.
- Sim, mas eu tenho uma condição.
- qual? - questiona clyden.
- que ele venha comigo - hwina aponta para Donovan.
- eu? - nosso escudeiro fica surpreso.
- Sim, você tem o que eu quero.
- e o que eu tenho e você quer?
- venha comigo, e você descobrirá.
Clyden se interpõe entre eles.
- eu não vou deixar você fazer mal a meu amigo.
Hwina revira os olhos.
- relaxa, cowboy. Eu não vou morder ele, a menos que ele queira. Hehehe. Brincadeirinha.
Clyden fica furioso.
- eu já disse que não...
Donovan toca ombro do amigo.
- tudo bem. Nossa missão é maior que tudo isso.
Os dois saem dali.
Os outros só ficam olhando.
E pensando nisto.
Assim como vcs.
O que será que eles vão fazer hein?
Como sempre, eu deixo certas partes da história pra imaginação de vcs.
Até o próximo capítulo.

Capítulo 13
(O mar de margaridas)
Enquanto isto deixamos o rei Bayton longe desta história há muito tempo.
Devemos voltar para ele.
Ele lamentou muito a morte de frena,sua melhor general.
Agora, ele tá com um general substituto e o lorde edwon vendo o que pode ser feito pra conter a rebelião junto com seu conselho, quando um grupo de morcegos gigantes sobrevoa o castelo com vários soldados inimigos.
Eles atacam sua guarda real e tomam o controle deste mesmo castelo após lançarem um feitiço que transformou todos os guardas reais em cinzas.
E é neste ponto da história que surge o grande vilão da trama, o príncipe Kenton.
Ele chega montado num morcego, vestido com armadura negra e um capacete em formato de morcego.
Ele é alto e imponente, com uma expressão cínica no rosto.
- olá, meu pai. Como senhor está?
Melton aparece ao seu lado.
O rei Bayton fica indignado.
- Kenton, como você pode fazer isso comigo?
- fazer isto o que?
- lutar contra o seu pai.
O príncipe Kenton dá uma risada sarcástica.
- o senhor é muito patético mesmo.
- o que você está dizendo?
- eu sei de tudo.
- de tudo o que?
- você não é meu pai. Vc é meu tio.
Todos ficam surpresos com esta informação.
Inclusive, eu agora, que acabei de pensar nisto.
- o meu verdadeiro pai é o tirano, seu irmão - diz o príncipe Kenton.
- como isso é possível? - pergunta lorde edwon.
- você tbm sabe tudo isso - diz o príncipe Kenton.
Agora para economizar diálogo, eu vou explicar a vocês o acontecido.
É um fato simples.
O rei tirano teve um filho fora do casamento, qual seja, o príncipe Kenton.
A rainha não gostou.
Ela era estéril.
Então, se matou.
Triste eu sei, mas é isso aí.
Para evitar escândalo, o rei tirano deu menino ao seu irmão, que o criou como filho.
Um dia, na adolescência, o príncipe Kenton ouviu duas crianças falando sobre isso.
Ele fuçou o diário do pai, e descobriu que tudo era verdade.
Como eu disse, simples assim.
Desde este dia, ele alimentou a ambição de continuar o império expansionista do seu pai tirano.
E aqui estamos.
O rei Bayton fica estupefato com tudo isso.
- eu considero vc meu filho.
- besteira, eu nunca gostei de vc. Só lhe tolerava.
- como você pode falar isso pra mim?
- chega de bobagem. A partir de agora, eu sou novo rei de allark.
- o meu outro exército chegará aqui a qualquer momento.
- receio que não - diz lorde edwon.
- o que? - o rei olha pra ele.
- lorde edwon fez um pacto conosco, ele tá do nosso lado - diz o vilão.
- isso não pode ser possível - diz o rei de forma triste.
- a princesa ianka cuida dos outros guardas por aí com o seu dragão - complementa o príncipe Kenton.
- até ela tbm?
- sim.
- onde tá moral e dignidade de vcs?
- quando eu achar o mapa e o colar, este mundo será meu - exclama o vilão.
- porque você faz isso se já teria tudo quando eu morrer? - pergunta o rei.
- eu poderia lhe dar mil desculpas, mas o principal motivo é porque eu quero isso, simples assim - confirma o príncipe.
- o que você vai fazer comigo?
- não se preocupa, não vou te matar.
Ele olha pros guardas.
- levem o meu tio pra o mar de margaridas.
O rei tem sua coroa tomada pelo príncipe, e é levado embora pelos guardas.
O príncipe Kenton se coroa como novo rei de allark.
- agora uma nova era começa para este lugar - diz o rei Kenton.
Todos se curvam perante ele.
Enquanto isso, o ex-rei Bayton é jogado dum morcego gigante num mar de margaridas, que literalmente é isso aí.
Ele olha pra aquela imensidão de margaridas e se pergunta: - pelo infinito, e agora o que será de mim?
Ele anda por muitas horas e dias, perdido na imensidão do mar de margaridas.
Muitas borboletas e vários tipos de pássaros habitam este lugar fantástico.
E como eu gosto de um roteiro clichê e cheio de conveniência, escrevo seguinte parágrafo.
Ao longe, no horizonte, ele vê uma torre de marfim.
Tenta se aproximar Dali pra pedir ajuda.
Porém, ele está cansado.
Com sede e com fome.
Ele cai no chão.
Pensa em se entregar ao seu destino cruel.
Então ele escuta uma carruagem se aproximando dele e ao parar perto de Bayton, surge um duende.
- olá, vossa majestade.
- quem é vc? Me ajude, por favor.
- eu estou aqui justamente para isso. suba na carruagem, ela está a sua espera.
- ela quem?
- Niagara, a feiticeira do vento.
Bayton dá um sorriso irônico.
Entra na carruagem.
Os dois partem para mais um momento na jornada do herói.

Capítulo 14
(Todos no meio da confusão)
Depois da reunião por assim dizer íntima entre hwina e Donovan, todos decidem se unir para roubar a tal bruxa bola de cristal e deixam suas diferenças de lado.
- muito bem então - diz hwina - eu ataco a cabana da bruxa pela frente com os dois aqui e vcs vão por trás e pelos lados - ela aponta para os piratas da estrada.
- e como vamos saber que você não vai nos enganar novamente? - pergunta o rei pirata.
- você vai ter que confiar em mim, bebê - responde a ladra de forma cínica.
O rei pirata concorda com a cabeça.
- ótimo, agora vamos nos preparar para partida - afirma clyden.
Eles prestam as suas coisas.
Tomam um prato de sopa delicioso.
E vão pra mais um capítulo desta jornada.

Capítulo 15
(As horas que não passam)
Nosso grupo improvável de heróis vão até a floresta da bruxa.
No meio do caminho, eles se deparam com o exército do rei Kenton, comandado por melton.
- olá, meus amigos. Vejo que nos encontramos novamente - diz melton.
- o que você quer aqui? - pergunta clyden.
- a mesma coisa que vocês - responde ele.
- isto você não terá - fala o rei dos piratas.
- vocês estão em menor número, como vão poder nos derrotar? - pergunta o vilão.
- isto é o que veremos - diz hwina.
Eles puxam as suas armas.
Uma batalha campal começa.
Nossos heróis estão perdendo.
- rendam - se em nome do rei Kenton, e talvez ele tenha piedade de vcs - diz o capanga.
- jamais nos renderemos - rebate Donovan.
- então preparem-se pra morrer - fala o vilão.
De repente, um grito no céu apavora a todos, e eles ficam surpresos de ver vários Peixes voadores vindo em direção a eles carregando mísseis em forma de maçãs.
Quando estas maçãs caem, elas explodem raios de arco íris que afetam ao exército do inimigo.
- malditos peixes intrometidos - exclama melton.
Os soldados do rei vilanesco fogem.
Pois eles estão perdendo e sendo bicados pelos peixes voadores.
- vocês me pagam por isso - diz melton enquanto foge novamente como um covarde.
Neste meio tempo, Bayton e Niagara aparecem montados num tapete mágico.
Todos ficam surpresos.
- vossa majestade, o que faz aqui? - pergunta clyden quando Donovan dá um grito.
- o que aconteceu? - indaga hwina.
- é o rei dos piratas. Ele foi atingido por uma espada - responde Donovan.
Todos tentam ajudá-lo.
Mas já é tarde.
O rei dos piratas está morto.

Capítulo 16
(A bem da verdade)
O rei dos piratas é enterrado conforme a cultura da sua trupe.
Ele é colocado na direção de um carro.
Fogo é ateado neste carro.
Todos se despedem dele.
- eu não o conhecia bem, mas ele me ajudou mesmo que com segundas intenções - disse clyden.
- claro, nós somos piratas e não Santos - fala um dos piratas.
- e agora, vocês vão nos ajudar? - pergunta Donovan.
- claro que sim. O pedido dele ainda serve para nós - comenta o pirata.
- nós ainda temos que ir até a bruxa - observa hwina.
- mto bem. Vamos até ela então - diz Bayton.
Enquanto isso, na capital, o novo tirano recebe a notícia que todo reino está sob seu poder, e ninguém se atreve a levantar-se contra ele.
- ótimo. Isto é o que eu espero - afirma Kenton - mas onde está melton? - ele perguntou pra edwon.
- eu estou aqui, majestade - chega ele neste exato momento.
- perfeito. Onde está o mapa?
- infelizmente, nós fomos atrapalhados por seu pai e aqueles aventureiros.
- o que?
- eles chegaram lá, e nos derrotaram com magia.
Kenton chega perto dele, e dá-lhe 1 tapa na cara.
- você é um estúpido mesmo. Será que eu tenho que fazer tudo só?
- eu tenho 1 proposta para vossa majestade - revela edwon.
- o que é?
- porque o senhor não manda princesa ianka até lá com o dragão?
- você acha que eu não pensei nisso? É claro que sim. Mas eu tive uma ideia melhor.
Edwon e melton olham pra ele.
- eu sei que eles estão com os piratas da estrada. Mas tenho alguém infiltrado lá. E este alguém vai me ajudar até chegar ao mapa do vento.
- isto é ótimo, vossa majestade - felicita lord edwon.
- pois é. Eu não tenho pressa. Até lá eu tenho outra carta na manga.
- e o que é?
O rei Kenton mostra 1 panfleto para ele.
Neste panfleto, oferece 1 grande tesouro e um imenso castelo para quem matar o antigo rei e seus aventureiros.
Que a caçada comece.

Capítulo 17
(Uma reviravolta do destino)
Nossos heróis voltam pra floresta.
Lá na clareira tá casa bruxa.
Ela já tá lá fora.
Com um exercíto de mercenários.
- então vcs estão aqui? - pergunta bruxa de forma óbvia.
- sim, nós só queremos a sua bola de cristal e vamos embora - diz clyden.
- vocês acham msm que eu vou dar o meu ganha pão a vocês?
- já que vc não quer ajudar por bem que seja por mal - fala hwina.
- é você novamente sua ladra.
A anti heróina manda 1 beijo irônico em direção a bruxa.
Donovan olha pra os mercenários.
- acho que vamos ter dificuldade com isso - diz ele.
- nós vamos ter que arriscar - responde clyden.
- como estes mercenários estão com vc? - pergunta o pirata.
- da mesma forma que vocês estão com eles, por dinheiro - argumenta a bruxa.
- mto bem, chega de bobagem. Vamos pra ação - incentiva o pirata.
Todos começam a luta.
Confusão é grande.
Não dá pra dizer direito que acontece.
Tem muita gente em cena.
Eu só sei Duma coisa.
Nossos heróis estão em menor número.
Estão em desvantagem.
Eles estão quase perdendo.
Porém, um milagre acontece.
Neste caso, a minha decisão como escritor.
Quando nossos heróis estão quase no final da jornada, a princesa ianka surge com seu dragão e põe fogo em tudo.
Muitos mercenários são mortos.
Outros acabam fugindo.
A bruxa tenta fugir.
Mas na sua cabana estão Bayton & Niagara.
Enquanto ela estava distraída com o nosso grupo, a dupla dinâmica entrou sorrateiramente em sua cabana.
E descobriu a bola de cristal.
Eles descobriram o paradeiro do mapa do vento.
A bruxa fica furiosa, e tenta mata-los.
Mas Niagara a pulveriza com 1 feitiço.
Todos se reúnem na floresta.
Bayton agradece ajuda princesa ianka.
Niágara fala que já sabem onde está o mapa do vento.
Clyden fica surpreso.
- você não estava lado do tirano Kenton? - ele pegrunta princesa.
- eu estava porque pensei que ele seria diferente do seu verdadeiro pai, mas eu enganei-me e não quero que meu reino sofra com outra invasão.
Tudo certo, então nossos heróis se reúnem e vão até o local onde é guardado o mapa do vento.

Capítulo 18
(O fogo do dragão)
Todos chegam na caverna dourada.
Ela tem este nome porque literalmente esta é a cor da caverna.
Clyden, Donovan, Bayton, hwina e Niagara entram na caverna.
A princesa ianka e os piratas ficam do lado de fora protegendo o lugar.
Eles andam por um grande corredor de pedra até chegar numa espécie de santuário natural.
Uma sala gigantesca.
Ela tem um lago no meio.
E no meio deste lago existe um pequeno monte onde eles avistam um mapa prateado enrolado numa fita de veludo vermelho.
Clyden nada até lá.
Pega o mapa.
Olha pra ele.
Para sua surpresa, o mapa não contém nada além de um desenho de um redemoinho de vento.
No canto superior direito, há uma palavra escrita em azul (toque-me).
Clyden toca o mapa.
Rapidamente, ele entra numa espécie de transe.
Começa a ventar.
- o que está acontecendo? - pergunta Donovan.
- é o vento divino minha magia sendo despertado - diz Niagara.
Clyden volta ao normal.
Ele tá diferente.
Sua pele tá brilhando.
O vento para.
Ele se prepara pra nadar de volta quando escuta o barulho de várias criaturas gritando e correndo.
Para estupefacao de todos (e minha tbm) aparece uma horda vampiresca e ataca nossa liga aventureira.
- esta não - murmura Niagara pra si mesma.
Ela havia esquecido que lançou um feitiço nestas criaturas pra serem guardiãs da caverna.
Todos são mordidos.
Do lado de fora, a princesa ianka ouve o barulho.
- mas o que tá acontecendo lá dentro? - ela pergunta ao pirata.
- eu não sei - ele responde.
- preparem suas armas - diz ela.
Monta em seu dragão.
A horda de vampiros sai da caverna.
Uma luta tem início.
O dragão levanta voo.
Ele cospe fogo nos inimigos.
Alguns vampiros se transformam em morcegos gigantes.
Eles lutam com o dragão, que é mordido pelos morcegos.
Ele cai no mar.
A princesa ianka se salva.
O dragão morre envenenado.
Todos os piratas são mortos.
Eles se transformam em vampiros.
Os nossos heróis são feitos prisioneiros.
Mas clyden agora tem o poder do vento mágico.
Através do pensamento, ele controla o tempo e mata todos os vampiros numa ventania gigante.
Ele desmaia devido ao esforço.
Ao acordar, ele está recostado numa árvore.
- o que aconteceu? - pergunta clyden.
Niágara dá água pra ele.
- através do toque no mapa, você agora tem o dom do vento mágico.
- onde está o mapa?
- eu coloquei um feitiço de auto destruição nele. Agora, você é o único que pode controlar isso.
Clyden levanta-se ainda tonto.
Ele olha pra o horizonte.
Em direção a capital.
- muito bem, chegou a hora disto tudo terminar.
A batalha final se aproxima.

Capítulo 19
(Os ventos, o que trazem)
Na capital, a situação se complica.
Uma revolta começa.
Kenton cobra muitos impostos.
Persegue seus opositores políticos.
Melton foi decapitado pelo rei por não conseguir encontrar o mapa do vento.
Tudo está um caos.
Então, um grande furacão aparece na capital.
Os generais do rei estão numa luta feroz pra defender a capital.
Mas eles são destruídos pelo vendaval mágico criado por clyden.
O exército está cansado.
Não consegue deter os inimigos.
Clyden derruba construções em cima dos vilões.
Kenton vê tudo de sua torre de marfim.
Ele decide que não vai se entregar.
Espalha bombas incendiárias por todo lugar.
Nossos heróis invadem o castelo.
As bombas começam a explodir.
Eles estão prestes a morrer.
Não encontram Kenton em lugar nenhum.
Niagara faz um último sacrifício.
Invoca uma magia poderosa.
E os faz desaparecer dali.
Ela morre no processo.
Uma bomba explode abaixo dela.
Clyden, Donovan, hwina e Bayton surgem no meio da cidade destruída.
Eles vêem o castelo desabar.
Enquanto isso, Kenton tenta fugir disfarçado de camponês.
Mas ele é reconhecido.
Acaba sendo detido.
É executado em praça pública.
A desordem reina ali.

Capítulo 20
(Um final assim)
Seis meses se passam.
Bayton é reconduzido ao trono.
O local é reconstruído.
Clyden se torna general.
Donovan é seu ajudante.
Hwina torna-se conselheira do rei.
O poder do vento ainda continua com clyden. Mas ele não pode usá-lo em benefício próprio.
Esta é uma regra da magia.
Porque eu fiz esta regra?
Porque sim.
Eu fiz isto como uma metáfora pra o uso responsável de poderes que trazem responsabilidade.
É isso aí.
A vida retorna aos poucos a allark.
Ah, eu já ia me esquecendo.
A princesa ianka voltou ao seu reino.
Durante esta aventura, o seu irmão, que era rei, morreu de uma queda de cavalo. Ela agora é a rainha.
Uma estátua foi feita em homenagem a Niagara e a todos que lutaram e morreram nesta guerra.
Chegamos ao final da história.
E todos viveram felizes para sempre.
Até uma nova aventura começar.

Fim.




























terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

o jardim esmeralda

Capítulo 1

Lá fora chuva cai.
Tudo é escuridão.
O que acontece com Breno Bolton? Eu não sei. 
Ele é uma lenda do boxe.
Ou pelo menos era.
Até matar aquele cara no ringue.
Foi um acidente.
Ele bateu no seu oponente.
Este caiu de mal jeito.
Quebrou o pescoço.
Breno saiu com a alma quebrada.
Começou a beber.
Não liga mais para nada.
Abandonou o boxe.
Trabalha como vigia.
Sua vida ficou simples.
Sua mente, perturbada.

Capítulo 2

Breno tem uma harpa.
Era de sua mãe.
Ela o ensinou a tocar.
Sempre foi companheira.
Ele pega harpa.
Pensa na sua mãe.
Na sua vida.
Fecha os olhos.
Toca o instrumento.
Parece uma cena insólita.
Um boxeador que toca harpa.
Tudo pode acontecer.
O mundo pára.
Sua mente se aquieta.
Os pássaros pousam na janela.
Ouvem a melodia.
Universo é infinito.
E a paz nestas horas também.
Breno pára de tocar.
Ele sente-se melhor.
Pensa na sua mãe.
Agradece a ela.
Os pássaros vão embora.
Alguém bate a sua porta.
Ele vai atender.
É uma mulher.
- olá, eu sou Quênia Curtis. Sou jornalista.
Ela mostra credencial.
- o que você quer?
- posso falar com você?
- tudo bem então.
Quênia Curtis entra.
Breno fecha a porta.

Capítulo 3

- e então o que você quer?
- eu soube de sua história.
- que história?
- sobre o acidente na luta.
- e daí?
- gostaria de escrever sobre isso.
- para que?
- você não gostaria de contar o seu lado na história?
- ninguém acredita em mim.
- nada como tempo.
- porque você quer fazer isso?
- porque eu pesquisei sobre você.
Breno olha para ela.
- eu acredito em você.
- não tenho nada para falar.
Ele abre a porta.
- agora pode ir.
- tudo bem então.
Quênia deixa um cartão na mesa.
- aqui é o meu número, caso você mude de ideia.
Ela vai embora.
Breno fecha a porta.
Ele vê o cartão.
Joga ele no chão.
E sai dali.

Capítulo 4

Breno compra flores.
Ele vai ao cemitério.
Visita o túmulo do rapaz morto.
Ele tenta chorar.
Mas não consegue.
Sua angústia é profunda.
Não lhe permite lágrimas.
Ele coloca flor no túmulo.
Olha para o céu.
Está azul e profundo.
Breno pede desculpas.
Uma árvore canta ao longe.
O vento lhe acompanha.
Uma folha amarela está no chão.
Ele a apanha.
O cheiro da folha é inebriante.
Breno fecha os olhos.
Sente a natureza ao redor.
Uma paz lhe invade.
Ele abre os olhos.
Ao seu redor, vê um jardim de esmeraldas.
Tudo é verde.
Árvores, flores e chão.
As pedras também.
Até o céu é esmeralda.
Ele fica encantado.
O mundo pára por um tempo.
Um momento infinito.

Capítulo 5

Agora estamos num bar.
Breno pede uma cerveja. 
Ele olha para o nada.
Parece procurar alguém.
Ao longe ele vê alguém.
Um homem interessante.
Olha para ele insistentemente.
Breno fica incomodado.
Ele muda de lugar.
O observador é Erik Elson.
Um escritor importante.
Ele tem uma ideia.
Quer escrever um livro.
E segue seu instinto.
Aquele homem vai ajudá-lo.
Erik vai até Breno.
- olá, meu nome é Erik.
Breno acena com a cabeça.
- eu sou escritor.
- o que você quer?
- eu quero sua ajuda para escrever.
- a minha ajuda?
- sim.
- eu não sou escritor.
- ótimo.
- então não entendi.
- eu vou escrever sobre relacionamento.
- e onde eu entro nisto?
- você vai se relacionar com umas pessoas.
- porque eu faria isso?
- porque eu pago a você.
- eu não sei se isso é bom.
- não precisa ser bom.
- como não precisa?
- eu resolvo isso.
Breno fica pensativo.
Erik fica empolgado.
- basta você dizer sim.
Breno olha para ele.
- que se foda. Eu aceito.
- ótimo, você não vai se arrepender.
Erik lhe entrega um cartao.
Breno dá um sorriso.
- mais um cartão.
- o que é?
- não é nada.
- tá bom então, me dá o seu número.
Breno pede papel e caneta.
Escreve o seu número.
Dá para Erik.
- ótimo. Eu entro em contato com você.
Os dois apertam as mãos.
Erik vai embora.
Breno pensa no assunto.
- cara maluco, Eu hein?

Capítulo seis

Erik chega em casa.
Um buquê está no seu quarto.
Há um cartão.
Ele lê a mensagem.
"Com amor para você. Ilana" 
Erik passa mão no rosto.
Sua expressão fica grave.
"Tinha que ser ela".
Ele ouve um barulho no banheiro.
Chuveiro está ligado.
Erik vai olhar o que é.
Ilana Klein toma banho.
Ele abre a porta.
- o que você faz aqui?
- eu espero você meu amor.
- deixa de brincadeira.
Ela desliga o chuveiro.
Sai nua do banheiro.
- você gostou do buquê?
- sim, obrigado.
- nossa, que agradecimento frio.
- o que você quer?
- eu quero isso aqui.
Ela beija ele.
Os dois vão para cama.
Eles fazem sexo.
Erik vai tomar banho.
Ilana Klein se veste.
Ele sai do banho.
Ela olha para ele.
- e então você gostou?
- sim.
- só vai dizer isso?
- eu vou dizer outra coisa.
- o que é?
- saia já daqui.
- como você é grosso.
- você que insiste nisto.
- eu vou embora.
- ótimo.
- mas isso não vai ficar assim.
- tá bom então.
Ilana Klein vai embora.
Erik dá um sorriso irônico.
- idiota.
As flores do buquê murcham.
E viram pó.

Capítulo sete

O telefone toca.
Breno atende.
É Jano harvos.
Um músico amigo seu.
- olá Breno.
- oi Jano.
- você está livre agora?
- sim, porque?
- eu vou tocar num bar.
- ótimo.
- você quer vir hoje?
- tá bom então.
- beleza, eu te mando endereço.
- OK.
- até mais.
Breno desliga o celular.
Toma um banho.
Troca de roupa.
Vai pro local combinado.
Lá encontra o amigo.
Jano toca no bar.
Breno se diverte.
Depois eles saem.
E vao a uma boate.
Jano pergunta como ele está.
Breno conta tudo.
Jano fica perplexo.
- que loucura cara.
- pois é.
- e você aceitou?
- sim.
- você tem que ter cuidado.
- porque?
- você não conhece este pessoal.
- relaxa, tá tudo bem.
- tá bom então.
Eles pagam a conta.
Breno dá uma carona para Jano.
Jano cochila durante a viagem.
No meio do caminho, Breno vê um duende verde.
O duende encara ele.
Breno fica pensativo.
Ele olha para jano.
- você viu isso?
- o que?
Breno pensa por um momento.
- nada não.
- certo.
Breno imagina que bebeu demais.
Esta vendo coisas.
Ele deixa Jano em casa.
E vai para sua.

Capítulo oito 

Nian Norton é um amante de Erik.
Rejeitado por ele.
Porém nian não aceita isto.
Ele está numa cafeteria.
Erik chega no mesmo ambiente.
Pede um café.
Nian se aproxima dele.
- olá Erik.
- oi, já faz tempo hein?
- pois é.
Os dois se abraçam.
Nian cobiça Erik.
- e aí o que tem feito?
- tô escrevendo um novo livro.
- que bom.
- e você o que está fazendo?
- ainda fazendo plantão.
- ótimo, isto é bom.
Os dois sentam numa mesa.
Nian passa mão na perna de Erik.
- não começa com isto.
- com o que?
- com esta atitude.
- eu não sei de nada.
- lhe conheço bem.
- seu livro é sobre o que?
- relacionamentos variados.
- é bem a sua cara mesmo.
- não seja cínico.
- é precisamente o que eu sou.
Erik se levanta.
- eu já vou.
- tudo bem então.
Os dois se abraçam.
Nian segura mão de Erik.
- posso ajudar no seu livro?
- você pode sim.
- ótimo.
- passa lá em casa amanhã.
- até amanhã então.
Erik vai embora.
Nian retém um pensamento.
"Amanhã você não me escapa" 

Capítulo nove 

Quênia Curtis está na redação jornal.
Ela espera ligação de Breno.
Até agora nada.
Ela decide procurá-lo novamente.
Seu telefone toca.
Ela atende.
- alô?
- aqui é Breno. 
- Oi.
- eu decidi falar com você.
- ótimo e quando pode ser?
- que tal amanhã?
- por mim tudo bem.
- aqui em casa.
- perfeito.
- até amanhã então 
Breno desliga o celular.
Ela está radiante.
Conseguiu que queria.
Mal pode conter a empolgação.

Capítulo dez

Breno está na sua cama.
Ele fecha os olhos.
Tenta relaxar.
Estes dias foram corridos.
Seu quarto é tomado pela água.
Ela sobe até o nível de sua cama.
Breno abre os olhos.
Senta-se na cama.
Koi se espalham pelo quarto.
Aquele lago absurdo.
Água é límpida.
Breno não se espanta.
Tudo parece normal.
Ele sente uma paz interior.
Toca na água.
Um peixe Koi se aproxima.
A campainha toca.
Ele olha pra porta.
Volta sua atenção pro quarto.
O lago sumiu.
Os peixes também.
Ele agradece a visão.
Vai atender a porta.
Um belo rapaz está a espera.
- Ruan?
- olá Breno.
- o que você quer?
- eu quero falar com você.
Breno suspira alto.
Aquele vai ser mais um dia.
Um dia bem longo.

Capítulo 11

- eu não acredito nisso.
- nisso que?
- porque você voltou?
- para falar com você.
- depois de dez anos?
- eu vi o que aconteceu.
- você e todo mundo.
- por favor Breno.
- chega disso Ruan.
- eu sei que errei.
- você sabe mesmo?
- escutei quem não devia. 
- pois é e aconteceu isso.
- eu tive que fazer a minha vida.
- e não falou comigo.
- senti a sua falta.
- dez anos depois.
- isso não tem tempo.
- vá embora daqui.
- não faz isso comigo.
Breno abre a porta.
Olha pra Ruan.
- e o que você fez comigo?
Ruan beija Breno.
Ele o afasta de si.
- vá embora por favor.
- você tem certeza disso?
- sim.
- tá bom então mas isto não vai ficar assim.
Ruan vai embora.
Breno fecha porta.
Ele se atira no sofá.
Sua cabeça gira.
- mas o que tá acontecendo aqui?
Ele pega chave e sai.

Capítulo 12

Breno dirige por aí.
Na estrada, vê uma placa verde neon.
Ela sinaliza para entrar a esquerda.
Ele fica curioso.
Decide seguir o sinal.
Entra numa floresta.
Para o carro numa clareira.
Há uma cabana ali perto.
Do lado, uma cerejeira.
E embaixo está Erik Elson.
Ele escreve algo.
Olha pra Breno.
Acena para ele.
Breno desce do carro.
Vai até ele.
- o que você faz aqui?
- aqui é minha cabana.
- que interessante.
- o que é interessante.
- eu segui um sinal até aqui.
- que sinal?
- uma placa verde neon.
- não tem placa nenhuma.
- então não sei o que é.
- isto mostra que você deveria estar aqui.
- eu não entendi.
- deixa pra lá. Você está pronto?
- pronto para que?
- para me ajudar no livro?
- tudo bem então.
- ótimo, aqui está seu dinheiro.
Erik lhe entrega um pacote de dinheiro.
Breno confere tudo.
- o que eu devo fazer?
- vá até Quênia Curtis e transe com ela.
- o que?
- isso que voce ouviu.
- eu não posso fazer isso.
- você pode sim.
- como você sabe dela?
- isto não interessa.
- eu não vou fazer isso.
- você vai sim.
- e se eu não fizer?
- então eu vou fazer isso com você.
Erik sussurra algo ao seu ouvido.
Breno fica pensativo.
- você é louco.
- você não viu nada.
Breno entra no carro.
Ele vai embora.
Erik admira paisagem.
Vai para cabana.

Capítulo 13

Quênia Curtis tá no banho.
A campainha toca.
Ela vai atender.
Breno está na porta.
- o que você faz aqui?
- eu vim falar com você.
- não ia ser na sua casa?
- eu prefiro aqui.
- eu acho melhor num lugar público.
- você está com medo de mim?
- claro que não.
- senão quiser vou embora.
- espera um pouco.
- tá bom então.
- vou trocar de roupa.
- OK.
- você quer beber alguma coisa?
- não obrigado.
- eu já volto. Pode sentar aí.
- obrigado.
Ela vai pro quarto.
Breno senta-se.
Um pensamento passa por ele.
"O que estou fazendo aqui?" 
Ele se levanta.
Quer ir embora.
Lembra que Erik disse.
Muda de ideia.
Volta sentar-se.
Quênia Curtis volta.
Está com um gravador.
Senta-se perto dele.
- e então podemos começar?
- sim.
- tem certeza que não quer nada?
- eu tenho sim.
- tá bom então.
- na verdade eu quero sim.
- o que é?
- você.
Ele se atira para cima dela.
Quênia tenta se livrar dele.
Derruba o gravador.
Ela fica perturbada.
- o que você tá fazendo?
- eu quero você.
Ela tenta resistir.
Percebe que é inútil.
Ela tenta gritar.
Mas não consegue.
Ele tapa boca dela.
Enfia língua nela.
Ela morde a língua dele.
Ele sai de cima dela.
Ela corre para porta.
Ao abrir se depara com Erik.
- olá Quênia Curtis.
- Erik?
Ele sopra um pó dourado nela.
Ela desmaia.
Breno fica desesperado com a cena.
Sua boca sangra muito.
Erik fecha porta.
Se aproxima de Breno.
- não se preocupe.
Breno tapa boca com a mão.
Erik fecha os olhos.
Murmura alguma coisa.
Abre os olhos.
- agora tire a mão da boca.
Breno atende o pedido.
Sua língua está inteira.
Não sangra mais.
Ele olha para Erik.
- como você fez isso?
- é um truque antigo.
- quem é você?
- nem queira saber.
Breno olha para Quênia.
- o que você fez com ela?
Corre até a jornalista.
Erik faz pouco caso.
- ela está bem.
Breno fica furioso.
Coloca Erik na parede.
- eu arrebento você.
O escritor ri.
- faça isso e eu coloco você na cadeia novamente.
- tô nem aí.
- lembre-se que lhe falei.
Breno recua para longe dele.
- maldita hora que aceitei isso.
- agora já é tarde.
- o que você quer de mim hein?
- que me ajude a colocá-la na cama.
Os dois a levam para o quarto.
Erik pega uma maleta que ficou no corredor.
Breno olha desconfiado.
- o que você tem aí?
- você vai ver.
Erik abre a maleta.
Duas mambas negras saem dela.
Breno fica horrorizado.
Erik debocha dele.
- não tenha medo.
- para que isso?
- minhas filhas são tudo para mim.
Ela acaricia as cobras.
Breno fica enojado.
- você é louco.
- com certeza sim.
- o que você vai fazer com ela?
- agora saia daqui.
- eu não vou deixar você fazer mal a ela.
Erik olha para ele.
Seus olhos estão furiosos.
- eu disse agora saia daqui.
Breno fica arrepiado.
Não sabe porque.
Aquele homem o domina.
Paralisa sua vontade.
Ele vai saindo.
Erik o chama novamente.
- nem pense em chamar a polícia.
Breno fica calado.
Vai embora dali.
Erik olha para Quênia Curtis.
- agora somos só nós dois.
Ele olha pras cobras.
- vão meus amores e façam o seu trabalho.
As cobras rastejam até Quênia.
Ela ainda está desmaiada.
Uma mamba fica na cabeça dela.
A outra a seus pés.
De repente uma hera verde toma conta da cama.
Cobre os animais e Quênia.
Nada mais resta.
Só um túmulo verde.
Erik fica fascinado.
- isto é perfeito.
Tira uma câmera Polaroid.
Fotografa a cena.
Vai embora dali.

 Capítulo 14

Breno chega em casa.
Ele está desesperado.
Pensa em ir embora 
Arruma a mala.
Pega o dinheiro que Erik deu.
Ele quer fugir.
O celular toca.
Ele tem medo de atender.
Crê que pode ser Erik.
Olha a chamada.
Quem ligar é Jano harvos.
- oi cara, tudo bem?
- oi Jano.
- como você está?
- bem.
- você quer sair comigo?
Breno se surpreende com pedido.
- Eu quero sim.
Jano fica feliz por isso.
- onde podemos nos encontrar?
- na cafeteria de sempre.
- beleza, até mais então.
- até daqui a uma hora.
Os dois desligam.
De alguma forma Breno confia em Jano harvos. 
Vai lhe pedir ajuda.
Contar o que aconteceu.
Ele tem que ajudar.
Breno não sabe mais o que fazer.
Ele sai pra o encontro.

Capítulo quinze 

Breno encontra Janos na rua.
- oi.
- olá.
- Eu quero te pedir uma coisa.
- o que é?
- nós podemos ir a sua casa?
Jano fica surpreso.
- porque?
- precisa falar com você.
- você tem certeza disso?
- eu tenho sim.
- tá bom então vamos.
Eles chegam na casa do músico.
Janos faz um drink para eles.
- agora me conta o que é.
Breno fala tudo para ele.
Janos fica sem saber o que fazer.
- me dá só um momento.
Ele levanta e vai até a janela.
- você me acha louco né?
- de fato isso não é normal.
- eu sei disso.
- então porque você aceitou?
- francamente eu não sei.
Breno fica com olhar distante.
- que droga. Porque eu sou assim? Porque?
Coloca cabeça entre as mãos.
Janos senta perto dele.
- não fica assim, vamos dar um jeito nisso.
Esfrega as costas dele.
Breno levanta a cabeça.
Olha pra ele.
Os dois se beijam.
E fazem o que vocês estão pensando.
Um tempo se passa.
Os dois assistem um filme antigo na TV.
Janos prepara algo para eles comerem.
Breno fica envergonhado.
- me desculpa por isso.
- não tem porque.
- só vim te dar problema.
- você é maravilhoso.
Eles se abraçam.
De repente, uma ventania começa.
Um furacão levanta casa de janos.
- o que é isso?
- eu não sei.
Eles caem da cama.
Os móveis se despedaçam.
A casa rodopia no ar.
Janos cai da janela.
Breno grita por ele.
Bate com a cabeça no guarda roupa e desmaia.

Capítulo quinze 

Breno acorda.
Ele olha ao seu redor.
Vê o jardim esmeralda novamente.
Ele se levanta.
Vê a casa do Janos destruída.
Ele procura pelo amigo.
Chama seu nome.
Ninguém responde.
Breno observa o jardim.
Ele está maior que antes.
Um gato branco surge entre as flores e roça na perna dele.
Breno faz carinho no gato.
- ele é lindo, não é?
Breno olha para frente.
Nian Norton está ali.
Sentado a sua frente.
Numa cadeira vermelha.
Breno questiona ele.
- quem é você?
- meu nome é nian Norton.
- onde eu estou?
- na sua mente.
- como isso é possível?
- eu não sei.
- cada vez mais curioso.
- com certeza sim.
- se a mente é minha, porque você está aqui?
- já disse que não sei, eu estava dormindo e acordei aqui.
- você viu o Janos?
- não, só você.
- meu Deus, que loucura é essa?
- o que interessa é que você está aqui.
- eu tenho que sair daqui.
- e você vai.
- como?
- é uma intuição.
O gato deita aos pés do nian.
Ele acaricia o animal.
- eu tenho uma missão para você.
- mais um.
- eu sei o que Erik está fazendo com você.
- eu nem vou perguntar como.
- pois é, nem pergunte.
- eu faço tudo para me livrar dele.
- ótimo.
- eu quero que você transforme Ilana Klein numa árvore.
- como é?
- eu vou te explicar tudo.
Eles tem uma conversa.
Não vou revelar aqui.
Vai ser um momento - surpresa.
Nian Norton conta tudo a Breno.
- então é isso?
- é isso sim.
- tá bom então.
- ótimo.
- só tem um probleminha.
- e qual é?
- eu tenho que sair daqui.
Uma voz além chama o seu nome.
- você ouviu isso? Esta é a sua deixa.
Uma voz o chama novamente.
Breno se vê desaparecendo.
Nian Norton também está desaparecendo.
- te vejo do outro lado.
- espero que isso dê certo.
- vai dar sim.
Os dois desaparecem.
O gatinho observa os dois.
O jardim esmeralda é tranquilo.
Ele volta a dormir.
Breno acorda num hospital.

Capítulo dezesseis 

Breno é levado a Casa - Ilana Klein.
Ela espionou Erik.
Soube de Tudo.
E resolveu Agir.
Breno fica Confuso.
- quem é Vc agora?
- meu nome é Ilana Klein.
- não te Conheço.
- e nem Precisa.
- porque não?
- porque agora Vc é Meu.
- como é?
- é isso mesmo.
- eu não Entendi.
Como Vcs podem ver esta Trama anda bem Complexa.
Ilana Klein lhe serve uma Sopa.
- tome isso, vai te fazer Bem.
Breno ainda está Fraco.
Ele lembra do que nian Falou.
- onde está Janos?
- ele Desapareceu. Casa onde Vcs estavam desabou. Ninguém sabe Porque.
- meu Deus, que Loucura é essa?
- pois é, o Mundo é Louco.
Breno toma Sopa.
Ilana Klein cuida das Flores.
Elas estão por todo Lugar.
O boxeador as Admira.
- você gosta mesmo delas.
- sim, as Flores são minha Vida.
E a Vida deste Mundo tbm.
- com certeza Sim.
- agora descanse Bem.
- tudo bem então.
- amanhã nós Conversamos.
Ilana Klein sai do Quarto.
Breno a vê Sair.
Ele pensa no que Tem que Fazer.
Amanhã será 1 dia Decisivo.
O amanhã Chega.
Ilana Klein dorme Tranquilamente no seu Quarto.
De repente ela Desperta.
Sente cheiro de Fumaça.
Suas plantas Gritam.
Ela se Desespera.
- o que tá Acontecendo?
Ela tenta Sair do Quarto.
Porta tá Trancada.
- socorro, me tirem Daqui.
Sua casa pega Fogo.
Ela tenta pular a Janela.
Fumaça a Sufoca.
Ela cai no Chão.
Lembra-se Breno.
De alguma forma sabe que foi Ele.
- seu Desgraçado, você me Enganou.
Ela desmaia.
Seu corpo se desfaz em Folhas.
Casa se Incendeia de vez.
Breno está Longe Dali.
No carro - nian Norton.
- muito bom, Você foi Ótimo.
Eles vão Embora.

Capítulo 17

Agora o teatro fica mais absurdo.
Breno está num navio.
Este navio é mágico.
Nenhum ser humano o comanda.
E sim a vontade do dono.
Que por acaso é nian Norton.
Breno fica admirado com isso.
- para onde você está me levando?
Nian Norton olha para o horizonte.
- para casa.
- minha casa não é aqui.
- mas agora será.
- isto nunca vai acabar?
- claro que sim.
- quando?
- quando eu disser que vai.
- e quanto a Erik Elson?
- deixe ele comigo.
Eles desembarcam numa praia belíssima, com linda areia branca e um mar azul turquesa.
O céu é esplêndido.
No fundo, há uma mansão.
Nian Norton aponta para ela.
- é lá que você vai ficar.
Breno olha o lugar.
- você tem certeza disso?
- sim.
Breno vai em direção a casa.
Nian chama o seu nome.
- em breve, eu volto.
Breno acena para ele.
Segue em frente.
Fala com o navio.
- vamos voltar pra casa.
O navio muda de cor.
Como um tipo de resposta.
O navio sai.
Breno vê a cena.
Sol tá se pondo.
Calor é sufocante.
As ondas quebram na praia.
Brisa balança os coqueiros.
O boxeador chega perto casa.
Uma porta vermelha se abre.
Breno pensa por 1 minuto.
Ele já foi longe demais.
Não dá pra voltar.
Entra na casa.

Capítulo 18

Breno olha para casa 
Ela é linda 
Toda em mármore branco 
Colunas de estilo grego 
Um salão ornamental 
Várias estátuas perfeitas
Tudo parece 1 sonho 
De repente aparece Ruan Rangel 
Breno fica espantado 
- o que você faz aqui?
- eu vim ajudar você 
- eu não entendi 
- nian Norton pediu minha ajuda 
- como ele conhece vc?
- ele pesquisou sobre nós 
- sou bem requisitado mesmo 
- com certeza sim 
- isto tudo foi planejado?
- sim 
- eu não sei o que pensar 
- então não pense 
- porque você voltou?
- eu já disse 
- você quer se redimir 
- sim 
- me dá um tempo 
- tem um templo lindo aqui perto 
- um templo?
- sim, você quer ver?
- eu quero sim 
Eles saem da mansão 
Percorrem um imenso jardim 
Chegam no templo 
Ele é do jeito que vcs imaginam 
Breno fica impressionado 
- é lindo mesmo 
Ruan olha pra ele 
- assim como vc 
- não começa com isto 
- eu não posso evitar 
- você pode sim 
Ruan se aproxima dele 
Os dois se beijam 
O resto vcs criam na imaginação 
Chuva começa a cair 
Eles se protegem no templo 
Os dois sentam no chão 
Ouvem a chuva 
O vento sopra 
Só há natureza 
E a companhia 1 do outro 
Por um momento, tudo é paz.

Capítulo 19

Diário de Breno 
...
Eu trouxe este diário comigo porque é a única forma que eu tenho me comunicar com o mundo.
Não sou bom com palavras.
Mas tento me fazer compreender por um mundo que é cada vez mais incompreensível para mim.
Eu não sou uma pessoa ruim.
Mas tomei decisões ruins em minha vida.
Tudo que eu queria era melhorar de vida.
Porém fui caindo numa armadilha após a outra.
Agora tô aqui.
Recebendo ajuda de estranhos.
Me sinto tão só.
Desde que perdi a minha família várias formas, um vazio infinito toma conta de mim.
Eu tento dissimular isso com todo tipo de distração.
A farsa não se sustenta por muito tempo.
Minha verdade vem a tona.
Eu não tenho nada.
Não sou ninguém.
Que Deus ou o que que seja me ajude.
Não sei mais o que fazer.
Estou aqui em silêncio.
Escrevo estas palavras na tentativa de diminuir esta angústia no meu pensamento.

Capítulo 20

Agora deixamos Breno com seus pensamentos no diário e vamos acompanhar nian Norton indo até a casa Erik Elson.
- olá meu caro Erik.
- e então nian? Como vai nosso querido boxeador?
- ele tá bem.
- eu soube que você tirou ele de mim.
- não é bem assim.
- é bem assim mesmo.
- não seja egoísta.
- eu não sou.
- sei que não.
Nian olha pra mesa de Erik.
Há muito papel manuscrito.
Ele pega um deles e lê.
- você está muito adiantado na história não é?
- com certeza sim.
- tem um personagem pra mim?
- óbvio que sim.
- me sinto lisonjeado.
- não se sinta.
- porque não?
- você é só mais uma peça deste tabuleiro.
- hum, que cruel você é.
Nian tenta beija-lo.
Erik rejeita o flerte.
- não faça isso.
- só o boxeador pode fazer?
Erik olha maliciosamente pra nian.
- só ele pode fazer isso.
Aponta para o teto.
Nian vê um corvo no lustre.
O pássaro desce.
Ataca nian Norton.
Ele foge escritório.
Tropeça na escada.
Cai & morre.
Erik observa tudo.
O corvo vem até ele.
Pousa em seu ombro.
Ele desce as escadas.
Se agacha junto a nian.
Olha pra o corvo.
- agora meu amigo, revele os segredos dele pra mim.
O pássaro arranca os olhos do defunto.
Erik vê tudo que nian viu nos últimos dias.
Ele fala consigo mesmo.
- agora somos nós, Breno.
O corvo voa pra longe.

Capítulo 21

Breno dorme Tranquilamente. 
É noite alta. 
Tudo é frio e escuro. 
As cortinas esvoaçam. 
Vento sopra forte. 
Breno acorda com o som do silêncio. 
Ruan dorme sono pesado 🪨 
Breno escuta alguém lhe chamar.
Ele olha pela janela 🪟
Para sua surpresa,o jardim esmeralda reapareceu.
O mar sumiu.
Ele não sabe como isso acontece.
Ao longe, ele vê 1 silhueta observando fixamente.
Ele pensa em chamar Ruan.
Muda de ideia💡 
Vai até o jardim esmeralda.
Chega perto silhueta 👥 
Percebe que é Erik Elson.
- o que você tá fazendo aqui?
- esta casa 🏡 é minha.
Como é? Então nian Norton me Enganou?
- não 🚫 meu querido, eu enganei ele.
- porque você 🫵 tá fazendo isso comigo?
- porque eu preciso de vc.
- eu só quero ficar em paz 🕊️ 
- eu só quero terminar meu livro.
- eu vou acabar com vc.
Breno tenta dar um soco.
Mas passa através do Erik.
Como se ele fosse fumaça.
Erik dá risada 😀 
- isso é um sonho.
Breno fica perplexo 😖 
Tenta voltar ◀️ pra casa 🏡 
Mas ela sumiu.
Erik coloca mão 🫱 no ombro dele.
- você 🫵 não 🚫 pode fugir 💨 
Breno olha para o horizonte.
Seu olhar tá perdido.
- só tem um jeito de acabar com isso.
Breno olha para ele.
Erik aponta para o meio do jardim.
Ruan tá deitado num caixão ⚰️ vidro.
Ele tá adormecido.
Erik dá uma adaga 🗡️ a Breno.
- mate ele & eu liberto você 🫵 
- porque você 🫵 quer isto?
- porque é minha vontade.
Breno vai até Ruan.
Olha pra ele.
Dá um beijo 💋 
Aponta adaga 🗡️ pro coração ❤️ 
Sua mão ✋ treme.
Ele não 🚫 tem coragem.
Olha pra Erik.
- já chega tanto sofrimento.
Ele se apunhala no estômago.
Cai no chão.
Sangue 🆎 escorre pelo chão.
Erik vai até ele.
- seu tolo, isso não 🚫 acaba aqui.
Finalmente, Breno desmaia.
Tudo fica escuro 🌑 

Capítulo 22

Breno acorda num hospício.
Preso numa camisa 👕 força.
Ele tá desorientado.
Uma luz 🕯️ intensa no quarto 🌓 
Ele pensa em toda sua jornada até agora.
Será que enlouqueceu?
Isto não 🚫 pode ser possível.
Ele já ouviu falar sobre isso.
Mas não 🚫 pensou que pudesse acontecer isso com ele.
De repente, ouve passos no corredor.
Duas pessoas param em frente a porta 🚪 sua cela.
Uma chave 🔑 vira na fechadura 🗝️ 
Porta 🚪 se abre.
Entram 1 homem que ele não conhece.
- olá Breno. Vc tá bem ⁉️ 
Este homem o ajuda a levantar.
- o doutor 🩻 quer vê-lo.
- que doutor 🩻 que lugar é esse?
- se comporte hein?
O homem o conduz por 1 corredor.
Param em frente a 1 porta 🚪 vermelha 🍎 
O homem bate.
- pode entrar.
Fala 1 voz 🗣️ lá dentro 💠 
O homem abre a porta 🚪 
Aponta o caminho 🛣️ 
Breno tá desconfiado.
Mesmo assim, ele entra.
Erik tá de pé 👣 
Com uniforme branco 🤍 
Sorri pra Breno.
Boxeador tenta sair.
Erik aponta pra Breno.
- nem pense nisso.
Breno desiste de fugir 💨 
Erik senta-se na mesa.
- agora sente-se.
Sem alternativa, Breno senta-se.
- bom menino.
Ele mostra 1 livro 📔 a Breno.
- o que é isso?
- a sua história.
Breno joga o livro 📕 no chão.
- isto não 🚫 é meu.
Erik lhe olha com reprovação.
- menino mal, eu disse que isto não  havia terminado ainda.
Breno começa a chorar 😭 
- porque você 🫵 não 🚫 acaba logo comigo.
Erik vai até ele.
O abraça por trás.
Sussurra no seu ouvido.
- ora meu bem 😘 nosso show tá apenas começando.
Os dois olham pela janela 🪟 
O jardim esmeralda tá lá.
A cerejeira 🌸 tá em flor 🌹 
Ciclo se repete.

Fim.