No reino mágico, havia um chapeleiro vermelho.
Alto, magro e ruivo ele era.
Com um terno roxo e um casaco vermelho ele se vestia de forma extravagante.
O seu chapéu grande vermelho também era.
Há muito tempo, no meio da floresta ele mora.
No palácio real ele serviu.
Mas tudo abandonou.
E isolado ele vive.
Um belo dia, um andarilho encontrou na sua porta.
Comida o chapeleiro lhe deu.
Informações do mundo lá fora o andarilho informou.
E uma destas informações o chapeleiro surpreso ficou.
Ana estava morta.
Assassinada ela foi.
...
Capítulo 2
No reino mágico, famosa Ana era. Pois guerreira ela foi.
Nascida com poderes místicos, escolhida ela foi pra combater o bruxo negro e sua horda de dragões.
Com ajuda do exército real, ela ganhou uma espada mágica do feiticeiro da corte.
E com ela o bruxo negro derrotou e aos seus dragões.
Durante esta guerra, o chapeleiro Ana conheceu.
Amigos eles ficaram.
E na guerra juntos lutaram.
Apaixonado chapeleiro ficou.
Mas a outro Ana amou.
O príncipe seu coração ganhou.
Ciúme então brotou.
Depois da guerra, embora o chapeiro se foi.
E foi viver como nós já sabemos.
Porém uma tragédia aconteceu.
O príncipe adoeceu.
E tão logo ele morreu.
Ana triste ficou.
E logo sua história acabou.
...
Capítulo 3
Toda nação sua dor chorou.
Junto a morte do príncipe.
Pois da tirania o reino livrou.
Mas seguir em frente se deve.
E um tempo depois, novo amor ela então encontrou.
Um mago famoso como escritor se tornou no reino todo.
Seus livros com histórias mágicas eram um sucesso.
E durante uma excursão pela capital eles se encontraram.
E então se apaixonaram.
Logo depois se casaram.
E foram viver numa ilha que ao reino pertence.
Ana tentou chapeleiro convidar pra o seu casamento.
Mas aceitar ele não quis.
Então os dois brigaram.
E não mais se falaram.
...
Capítulo 4
Embora andarilho foi.
Chapeleiro então decidiu ir a ilha saber o que aconteceu.
Mas logo uma nova tragédia então se sucedeu.
Uma misteriosa doença no reino mágico apareceu.
Muitas pessoas morreram.
E muitas viraram zumbis.
Por uma horda sua casa foi atacada.
Ele conseguiu fugir.
Sua casa incendiou.
E aquele grupo matou.
Mesmo assim não desistiu.
E para ilha ele iria.
...
Capítulo 5
No meio da floresta, um cão branco de armadura ele viu.
Apressado ele ia.
Para o palácio corria.
Chapeleiro então seguiu.
Na estrada o cão branco foi atacado pelos zumbis.
Ele entao com sua espada revidou mas eram muitos.
E num buraco ali perto cão branco caiu.
Ao ver a cena, o chapeleiro pegou a sua pistola e atirou nos zumbis que de medo então fugiram.
Naquele buraco chapeleiro se jogou pra salvar o cão.
E caindo num túnel infinito ele foi até o fim.
...
Capítulo 6
Tudo era escuro e vazio lá dentro.
Com o chapeleiro só o seu pensamento.
O que está acontecendo?
E de repente num jardim ele caiu.
Mas por algum motivo este jardim no céu ficava.
Ele não entendeu mais nada.
O lugar colorido era.
Com várias flores e aromas.
Rosas, margaridas, orquídeas e outras flores mais ali estavam dispostas ao acaso.
Porém o cão branco ele não viu. Apenas sua espada ali estava tão abandonada.
Sua arma sumido havia.
E a espada ele pegou.
Olhando pra baixo, o reino pequeno ficou.
Logo um barulho ele escuta.
E uma aranha de charrete ele encontra.
Ela pergunta quem ele é.
Tudo ele explica.
O cão branco ela diz ter visto numa caverna próxima ter entrado.
Aranha então leva até lá.
No meio do caminho, outra horda zumbi aparece.
Chapeleiro com espada mata.
Aranha com sua teia ataca.
E a jornada continua.
Até a caverna chegar.
Para aranha chapeleiro agradece.
E ela no caminho desaparece.
...
Capítulo 7
Na caverna chapeleiro entra.
E para sua surpresa uma casa ela é.
Toda mobiliada está.
Lareira acesa aquece.
E numa sala arrumada o cão branco logo aparece.
Para um café o cão convida.
O chapeleiro aceita e agradece.
Os dois então conversam.
E o cão lhe conta que na praia de férias estava.
Quando tudo começou.
Logo ao rei ele corre.
Mas na corte todos morrem.
E alguns a vida voltam e mordem.
O cão branco foge.
Seu retiro este é.
Uma estratégia ele planeja.
O reino quer salvar.
Porém o exército dizimado está e ele não sabe o que fazer.
Por Ana o chapeleiro pergunta o que aconteceu.
Mas explicar o cão não sabe.
A única pista é uma carta que ela lhe mandou.
Dizia que o seu marido alguém queria matar.
E tentaram 3 vezes.
Mas não sabia quem.
E o mago escritor não lhe falou.
A carta o chapeleiro viu.
E aquilo se tornou ainda mais vil.
Ele resolveu seguir em frente.
Mas não sabia como sair dali.
O cão lhe falou que a única forma era usar um veleiro que descia da nuvem na chuva.
O veleiro então cão lhe dá.
Junto com a espada.
Mas alguns dias passam.
Até que a chuva cai.
E o chapeleiro se vai.
...
Capítulo 8
Enquanto a chuva cai o veleiro desce.
Lenta descida é.
E neste meio tempo uma camponesa voadora no céu surge e para ele acena.
Uma capa voadora ela usa.
E no veleiro ela desce.
Diz que no céu colheita fazia.
Uma cesta com frutas ela tem
E ao chapeleiro um morango dourado camponesa oferece.
Pela ilha esmeralda ele pergunta.
É de lá que ela fala que a praga zumbi começou.
E um deles foi que Ana matou.
Do mago escritor ele suspeita que deve ter feito algo sobre isso.
Por fim num deserto prateado veleiro pousa suavemente.
Camponesa então desce agradece.
Fala que para chegar a ilha um tapete voador ele precisa.
E o único que pode lhe ajudar com isso é o mercador.
Numa tenda - oásis ele mora.
Sua direção é o norte.
E para o norte ele vai
Enquanto a camponesa sai.
...
Capítulo 9
Ao vento se entrega.
Enquanto areia chega.
Um zumbi solitário encontra.
E o seu fim lhe dá.
Junto ao seu corpo uma ampulheta de madeira o chapeleiro acha.
E por alguma razão ele leva.
Alguns dias depois, um oásis ele avista.
Tenda preta e branca armada no oásis está.
Palmeiras verdes a rodeiam.
E um lago perfumado e cristalino em frente se encontra.
Um camelo sossegado dorme.
E dentro da tenda uma música ecoa num som límpido e puro.
Ao adentrar o recinto, um mercador sentado de pernas cruzadas ali está.
Voltado pra frente da tenda.
Seu turbante e roupa são cor de creme.
Sua pele cor de canela é.
Sua barba azul anil é.
O que quer, ele pergunta.
Um tapete voador, o chapeleiro responde.
Um tributo em troca o mercador pede.
Junto a ele, uma vitrola antiga um bolero de Ravel toca.
Ampulheta chapeleiro oferece.
Objeto então ele analisa.
E logo ele aceita.
A um canto da tenda, onde há várias almofadas e outros tipos de tapetes, o que lhe interessa ali está.
Um tapete voador azul.
E o mercador lhe dá.
Chapeleiro logo agradece.
E voo no tapete levanta.
Mercador horizonte olha.
E ampulheta coloca no chão.
Areia começa no tempo cair.
Sol então se põe.
...
Capítulo 10
Voando pela noite, aurora boreal aparece.
Tudo é silêncio.
Logo noite desaparece.
E ao longe, ilha esmeralda o chapeleiro divisa.
Como por transmissão de pensamento, tapete voador pousa naquela grama tão verde.
E ao sair de cima do tapete, este prontamente levanta voo e para longe se vai.
Chapeleiro apenas observa.
Ilha não é tão grande.
Mas também pequena não é.
E ao caminhar mais adentro, ele percebe uma vila incendiada.
Muitos corpos queimados.
E o chão verde transformado em vermelho vivo.
Um barulho estranho ele ouve.
E por trás duma cabana, dois zumbis jogam xadrez.
Chapeleiro olha pra eles.
Eles olham o chapeleiro.
E voltam a jogar.
O nosso herói pensa em mata-los. Pega a espada.
Mas sangue demais já tem nesta história.
E ele segue em frente.
Decisão boa ou ruim?
Que decida o leitor.
Perto da vila incendiada, uma estrada prateada aparece.
Seguir por ela o chapeleiro vai e se põe a caminho.
E a estrada segue até uma colina verdejante.
Onde um chalé aparece.
...
Capítulo 11
Chalé simples este é.
Cheiro ainda madeira tem.
Vermelha porta é.
Em silêncio tudo está.
E quando chapeleiro entra, casa toda revirada encontra.
E no meio da sala, um ataúde de vidro ele vê.
E para sua surpresa, dentro dele Ana está embalsamada.
Vestida está com sua armadura.
Ao seu lado, sua espada está depositada.
E na sua cabeça uma coroa de louros ela tem.
Emocionado chapeleiro fica.
E quando em direção a ela vai, passos na porta se aproximam.
Sua espada ele saca.
Porta se abre.
E por ela passa o bruxo negro.
Surpreso chapeleiro fica.
...
Capítulo 12
Pensei que morrido você tinha, disse o chapeleiro.
Um truque tudo foi, diz o bruxo negro.
Tola ela foi por não querer ir até o fim com o plano, ele complementa.
Do que você fala? Indaga o chapeleiro.
Desde o começo, armada aquela guerra foi, comenta o bruxo negro.
Sonhávamos em dominar o reino mágico, e que melhor jeito que um teatro encenar e a todos acalmar, exclama o nosso vilão.
Para Ana o chapeleiro olha, incrédulo.
Isto possível não pode ser, fala o herói.
Mas ao conhecer aquele príncipe tolo, mole ela ficou, diz o bruxo negro.
Então numa discussão nos envolvemos. E tudo acabou.
Ela não aceitou esta praga zumbi ser conjurada.
Logo ao seu novo marido eu me aliei. Mas ela descobriu nosso plano e ameaçou ao rei contar.
Então com ela tivemos de acabar. Um feitiço sono eterno eu realizei.
E um assassinato fizemos parecer. Já primeira pessoa zumbi infectei. Ou seja, enquanto ela assim está, o vírus zumbi não pode acabar.
Aqui ficamos a vigiar.
E você chegou para tudo atrapalhar.
E agora esta ruína ao poder me levará porque só eu esta catástrofe posso parar.
E logo você eu vou aniquilar.
Eis a explicação do bruxo negro. E surge o mago escritor.
O que você ganha com isto? Indaga o chapeleiro.
Depois de tudo terminado, esta história escreverei e mais rico e famoso ainda serei, explica o mago.
Perplexo chapeleiro fica.
Com espada na mão, agora é tudo ou nada.
Conjurar zumbis o bruxo negro faz e logo aparecem para o nosso protagonista matar.
Casa cercada fica.
E quando tudo perdido parece estar, uma grande ave fênix no céu surge.
E montados nela o cão branco, a camponesa voadora e o mercador aparecem em auxílio do chapeleiro.
E com estranhas armas mágicas, os zumbis são aniquilados.
A dupla de vilões feitiços tentam lançar.
Mas uma rede mágica ao grupo então os protege.
O mercador da sua mochila ampulheta tira.
E ao colocá-la no chão, os grãos de areia ao bruxo negro vai desintegrando.
E sem saber como isto pode ser, ele em areia desaparece.
O mago escritor não tendo solução tenta fugir mas o tapete mágico o envolve e o joga dum precipício da ilha, onde no mar ele morre afogado.
Desorientado chapeleiro uma explicação ele pede.
...
Capítulo 13
Primeiro fala o cao branco que procurado por Ana foi e lhe conta tudo que se passou.
Ela lhe diz que o único que pode ajudar é o chapeleiro.
E então arma todo plano em cima do plano do bruxo negro.
Mágico sendo ele, se transforma no andarilho que na casa do chapeleiro apareceu.
E lhe fala do ocorrido.
Logo cão branco procura camponesa que conhecendo o mercador sabe que ele é o único que poderia ter acesso a um livro mágico raro.
Os dois então se combinam.
E cada um dos personagens que nosso herói visitam, lhe colocam um toque mágico para ver e ouvir através dele.
Isto se dá pelo veleiro, pelo morango e pela ampulheta.
E assim descobrem sua localização.
Enquanto livro encontram.
E nele estudam para o feitiço zumbi reverter.
E esta solução se dá ao envolver seu corpo no tapete mágico e colocá-la dentro do veleiro junto com ampulheta.
Isto é feito.
E já no céu, fogo ele pega.
E tudo em cinza termina.
Uma lágrima ao chapeleiro vem.
Mas em paz ele fica porque pelo menos Ana ao que parece se redime.
Enquanto isso todos zumbis vão caindo, um a um.
E a praga logo termina.
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