Num espaço não muito distante, uma missão tripulada por apenas uma pessoa ia fazer uma expedição científica á lua.
Esta pessoa se chama Robinson Josué, e ele é um cientista - explorador muito famoso no planeta Terra.
O ano desta expedição se encontra num futuro qualquer.
E a expedição é apenas um pretexto pra contar a história filosófica de nosso herói.
Esta viagem já durava alguns dias quando o astronauta se depara com um buraco negro que o suga para o outro lado dum universo desconhecido.
Ele tenta de todas as formas se livrar desta armadilha espacial, mas não consegue.
A nave se sacode por completo.
Ele tenta acionar uma alavanca de emergência, mas não consegue e cai desacordado numa flutuação que o deixa em suspenso.
Capítulo 2
Ao acordar, Robinson Josué vê que sua nave é pousada num planeta estranho.
O céu deste lugar é vermelho e suas nuvens são azuis.
O chão é preto.
Ele pensa se sai ou não.
Mas as suas provisões de água e comida estão acabando.
E o sistema eletrônico não funciona.
Ele não vê outra alternativa senão sair e explorar aquele lugar.
Com seu traje especial, ele sae da nave e sente um terreno fofo aos seus pés, que parece ser feito de algodão doce.
Tudo é muito calmo e silencioso lá fora.
Não há sinal de nenhuma espécie viva por enquanto.
Sopra apenas uma leve brisa.
Depois de algum tempo caminhando, ele se depara com um lago tranquilo de aspecto verde brilhante.
Nosso herói sente sede.
E sua água da garrafa acabou.
Ele então se vê obrigado a tirar o capacete pra beber daquela água.
Mesmo em dúvida, ele tira o capacete e o ar naquele planeta é levemente doce.
Um pouco mais seguro, ele se inclina na beira do lago e bebe daquela água.
Seu sabor tem uma mistura de chocolate com amêndoas, mas mata sua sede mesmo assim.
Ele então fica um pouco mais seguro e olha ao seu redor.
E á uns 30 metros de distância ele vê um monólito negro de 5 metros bem na sua frente.
Ele tem quase certeza que não havia aquele objeto ali antes.
Porém ele se dirige até lá.
Ao chegar perto do monólito, ele toca sua superfície lisa.
E um portal se abre bem no meio daquele pedra.
Capítulo 3
Robinson Josué não se aguenta de curiosidade e atravessa aquele portal.
Do outro lado, ele observa um cenário medieval que tem como foco principal um castelo.
Este castelo é atacado por um exército de ursos voadores montados por cavaleiros.
Bombas incendiárias explodem por todos os lados.
E o nosso herói é atingido por uma destas bombas.
E cai desacordado.
Ao acordar, ele se depara com um gato cinza de forma humanoide com uma armadura prateada que lhe pergunta se está tudo bem.
Robinson Josué fica espantado e diz que sim.
Onde eu estou, ele pergunta.
Você está em Granose, responde o gato.
O que é Granose, pergunta o herói.
É o lugar onde estamos, diz o gato.
De onde vc é, pergunta o felino.
Eu sou do planeta Terra, responde o explorador.
Eu não entendo, fala o gato.
Então, Robinson Josué lhe explica tudo que aconteceu até agora.
O gato fica confuso.
Nosso herói pergunta qual o seu nome.
Ele responde que é Pepe.
Capítulo 4
Pepe lhe explica que há muito tempo em Granose, o reino mágico vêm sofrendo ataques dos inimigos do rei.
E que estes ataques se dão através dos traumas, pesadelos e medos dos seres que lá habitam.
E que por isto a guerra é cada vez mais difícil.
Robinson Josué pergunta como pode ajudar.
E o gato cinza explica que eles precisam ir até uma ilha misteriosa para encontrar um livro mágico que contém um feitiço que protegerá os exércitos do rei, já que eles se matam ao serem tocados pelas armas enfeitiçadas dos inimigos.
Os dois então se unem e vão num navio voador até o local encontrar o livro.
Só que no meio do caminho eles são atacados pelos ursos voadores inimigos e o navio é invadido.
Durante uma luta de espadas Robinson Josué é acertado pelo inimigo e ele tem um devaneio.
Ele se lembra quando um dia andava de carro pela Austrália e sem querer atropelou e matou um canguru.
Ele tenta salvar o animal mas não consegue.
E fica com remorso.
Diante do acontecimento então ele vê aquele canguru aparecer como um zumbi imenso pra ataca-lo e ele tenta pular do navio voador.
Mas Pepe consegue impedi-lo e o amarra num mastro.
Os dois prosseguem viagem até chegarem a ilha misteriosa.
Capítulo 5
Ao aportarem na ilha, Robinson Josué está dormindo.
Pepe então aproveita pra explorar a ilha.
Este lugar tem o solo luminoso e suas árvores e plantas são feitos de metal.
Não há animais neste lugar.
E o vento sempre traz bolhas que lembram formatos geométricos diferentes.
Depois de muito andar, Pepe encontra uma caverna.
E dentro desta caverna ele encontra um coelho samurai meditando.
O coelho então pára de meditar e pergunta o que ele quer.
Eu quero o livro mágico para ajudar o meu reino que está em perigo, diz Pepe.
Será que você é digno de ter este livro mágico dos ancestrais, pergunta o coelho.
Do que você fala, retruca o nosso outro herói.
Eu já disse, lute comigo e se ganhar de mim, você leva o livro pois eu sou o guardião dele, afirma o coelho samurai.
Eles então começam uma luta de espadas e quando esta luta fica indefinida, um deus ex Machina acontece.
Uma nave alienígena surge do nada e começa destruir a caverna.
Os oponentes correm para fora e um exército alienígena azul e de estatura imensa, em forma de ninja estão cercando o lugar.
O que vocês querem aqui, pergunta o coelho.
Nós queremos o livro mágico, diz o comandante alien.
Como vocês sabem sobre ele e quem são vocês, pergunta Pepe.
Nós somos os dimins. Viemos do planeta trok e nossa feiticeira previu um livro que pode nos ajudar a conquistar o multiverso. E aqui estamos.
Pepe e o coelho então ficam sem saber o que fazer.
Capítulo 6
Quando os nossos heróis estão cercados pelas tropas alienígenas, o navio voador de Pepe, aparece no horizonte, e várias balas de canhão são atiradas em direção dos extraterrestres.
Eles vão lutar contra o navio voador, mas atrás deste navio uma tropa de mercenários também surge e depois duma batalha acirrada, os invasores aliens fogem, prometendo vingança.
Quando os navios voadores pousam, dentro dele sai Robinson Josué e o mago branco do reino.
Robinson Josué então explica que ele foi salvo pelo mago através duma poção mágica já que como ele é de outro planeta e tempo, o feitiço dos vilões não tem tanto impacto sobre ele.
O coelho samurai agradece ajuda e num ato agradecido faz surgir através de raios na sua mão um livro de capa vermelha.
E dá ao grupo heróico.
Que a sorte esteja com vocês, fala o coelho.
Você não vem conosco, pergunta Pepe.
Não, meu lugar é aqui, esta batalha é de vocês, responde o coelho.
O grupo então vai embora.
O coelho volta meditar.
Capítulo 7
Quando eles estão no espaço, uma baleia aérea surge do nada e engole o navio.
Eles então vão parar no vácuo especial e ficam sem reação.
Pepe explica que neste mundo baleias podem voar.
E que isto pode acontecer.
E isto aconteceu com eles.
Robinson Josué fica incrível.
Ele pergunta como farão para sair desta situação.
Pepe procura no livro mágico alguma coisa que possa ajudá-los.
Ele lê que para sair do interior duma baleia voadora eles tem que contar uma história para o animal fantástico.
Robinson Josué então decide contar uma história.
Capítulo 8
Quando eu tinha 8 anos, minha família se mudou para o Canadá.
Lá eu conheci um garoto chamado Aruan.
Eu não sabia o que era na época.
Mas eu só soube que gostei muito dele.
E nos tornamos amigos.
Fazíamos tudo juntos.
Frequentavamos a mesma escola.
Tínhamos o mesmo gosto musical.
E nas férias que passávamos separados, sentíamos muita falta um do outro.
Até que um dia minha vida mudou completamente.
Aruan e sua família se mudaram para o Japão
Eu me senti desolado.
Não tinha mais vontade de nada.
Na última noite antes da viagem, nos encontramos no parque.
Prometemos nunca esquecer um do outro.
E como forma de recordação, nos demos um livro de fantasia de presente.
Toda vez que lessemos esta história, nos lembraríamos um do outro.
Então nos abraçamos.
E de forma inesperada eu dei um beijo nele e sai correndo pra casa lutando pra não chorar.
Enquanto Aruan ficou lá parado no meio do parque deserto sem reação.
Eu sei que é clichê mas nada é tão clichê como a vida.
8 anos se passaram desde aquele dia.
Nós nos falamos muito no começo pelas redes sociais.
Mas com o passar do tempo por algum motivo que até hoje não compreendo bem ele saiu das redes sociais.
Então um dia vasculhando mundo digital eu vi uma foto dele marcada por amigos em comum numa estação de esqui aqui no Canadá.
Eu fiquei surpreso por ele estar aqui e não me dizer nada.
Eu resolvi ir até lá encontrá-lo.
Só ao chegar lá na estação de esqui e vê-lo eu descobri a verdade.
Ele estava casado com uma garota.
Mesmo assim nos abraçamos e passamos uns dias juntos.
Ele me contou sobre sua vida no Japão e seu casamento com esta garota japonesa.
Meu olhar dizia tudo sobre o que sentia sobre ele.
Ele também sentia algo por mim.
Mas não verbalizamos nada.
Eu conheci a mulher dele também.
Ela é gente boa.
Ficou uma coisa estranha pra mim.
Não pude sentir raiva dela.
E nem tenho este direito.
Ela foi muito legal comigo.
Um sentimento conflitante surgiu em mim.
Então eu fui embora.
Ele logo voltaria pro Japão.
5 anos se passaram.
E agora fui eu que me casei.
Com outro rapaz.
Depois de procurar tanto por ele em outros caras.
Mas a vida é surpreendente.
Um dia sem mais nem menos eu recebi uma ligação.
Era Aruan que estava no Canadá.
E queria me encontrar.
Meu coração acelerou.
Mas eu aceitei.
Nos encontramos no quarto de hotel onde ele estava hospedado.
Nos abraçamos.
Ele estava abatido.
Falou que sua esposa havia morrido num acidente de carro na três anos.
Eu fiquei muito triste.
Ele perguntou como eu estava.
Falei que tinha alguém.
Ele ficou feliz.
Porém um pouco decepcionado.
Disse que nunca me esqueceu.
E que mesmo com outra pessoa eu sempre estava no pensamento dele.
Eu fiquei alegre.
E sem dizer nada mais desta vez ele me beijou.
Eu fiquei estasiado.
Mas me lembrei do meu namorado.
Disse a ele que apesar de sentir o que sinto por ele eu não podia deixar quem ficou comigo até agora.
Ele entendeu e falou que não estava cobrando nada.
Apenas queria me ver mais uma vez.
Sem dizer mais nada nos abraçamos novamente.
E fui embora dali.
Nunca mais o vi.
Nem soube dele.
Sempre penso nele.
Capítulo 9
Terminada a história a baleia voadora deu um grande espirro.
E os nossos personagens saíram voando caoticamente pelo ceu.
Até que caíram no mar do esquecimento.
Uma água negra e brilhante envolveu Robinson Josué.
Mesmo ao tentar nada ele não conseguiu sair dali.
E se vou só naquela imensidão aquática.
Então ele apagou.
Ao acordar estava novamente só na sua nave.
E ficou a pensar se aquilo tudo que viveu era real ou imaginário.
Até que ouviu um barulho estranho em outra parte da nave.
E ao olhar este ambiente ele se deparou com o coelho samurai sentado e meditando.
O coelho abre os olhos e olha para ele.
Abra sua mente.
O coelho diz.
Então uma luz intensa toma conta do ambiente.
E tudo fica em silêncio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário